Emissão por município

O SEEG, o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, publica a emissão líquida de 5.570 municípios brasileiros. Emissão líquida é o que o município emite menos o que a vegetação dele absorve. Esta página mostra os municípios em ordem, do que mais emite ao que mais absorve. Com ele, é possível medir quanto da emissão do país está concentrado em poucos municípios e saber quais são os maiores emissores e os maiores sumidouros, isto é, os municípios que absorvem mais do que emitem.
5.570 municípios2024série de 2015 a 2024

O inventário municipal do SEEG estima a emissão líquida de 5.570 municípios brasileiros em 2024. O total líquido do país fica em 1.343,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente (CO2e), a unidade que soma todos os gases de efeito estufa pelo efeito de cada um. Desses municípios, 5.393 emitem mais do que absorvem, e 176 absorvem mais do que emitem. O maior emissor é São Paulo (SP), com 14,6 milhões. O maior sumidouro é São Gabriel da Cachoeira (AM), com -17,3.

O SEEG estima a emissão de cada município setor por setor, a partir das atividades registradas nele: o rebanho, o consumo de combustível, o lixo e a vegetação convertida em outro uso, medida por satélite. O valor fica negativo quando a vegetação absorve mais do que todas as emissões do município somadas. Nesse caso, o município aparece como sumidouro. Por isso, um município com floresta preservada pode ter emissão líquida negativa mesmo tendo atividade econômica.

A emissão está concentrada em poucos municípios. Os dez que mais emitem somam 7,1% da emissão positiva do país, isto é, da soma dos municípios que emitem mais do que absorvem. Os cem que mais emitem somam 28,7%, e os quinhentos, 58%. Na outra ponta da lista, os municípios que mais absorvem estão na Amazônia. O maior deles absorve, sozinho, mais do que o maior emissor emite.

Os municípios que mais emitem e os mais expostos ao risco climático são, em geral, municípios diferentes. Entre os cem que mais emitem e os cem mais expostos, há de 1 a 16 municípios em comum, conforme o índice de risco escolhido. A série de emissão por município vai de 2015 a 2024. Cada índice de risco cobre um único ano.

Esta página mostra emissão estimada, e não medida. A estimativa de cada município carrega a incerteza do método usado em cada setor. O valor líquido junta emissão e absorção. Por isso, municípios com o mesmo valor líquido podem ter atividades muito diferentes. Os municípios em comum entre as duas listas foram contados só com os dados desta base, e o índice de risco escolhido muda o resultado.

Onde a emissão se concentra

A emissão é muito desigual entre os municípios, e pode ser positiva ou negativa: alguns municípios emitem, e outros absorvem mais do que emitem. A curva põe os municípios em ordem, do que mais emite ao que menos emite, e soma a parte de cada um na emissão positiva do país.

▸ fração acumulada da emissão positiva, por número de municípios

O eixo horizontal conta os municípios, do que mais emite ao que menos emite. O eixo vertical soma a parte de cada um na emissão positiva do país. Quanto mais cedo a curva sobe, mais concentrada é a emissão. Os municípios sumidouros ficam fora da soma, porque somá-los faria a curva passar de 100% e depois descer.

fração acumulada da emissão positivaem fração
5.393 emissores176 sumidourosSEEG · 2024
edição de 2025-12 · coletada em 2026-08-06

Os 10 municípios que mais emitem somam 7,1% da emissão positiva do país. Os 100 primeiros somam 28,7%, e os 500 primeiros, 58%. Na outra ponta da lista, 176 municípios têm emissão líquida negativa, isto é, absorvem mais gases do que emitem.

A lista dos maiores emissores reúne dois grupos de municípios muito diferentes. Um grupo é de metrópoles, com São Paulo e Rio de Janeiro no topo. O outro é de municípios onde a agricultura avança sobre a floresta, como São Félix do Xingu, Nova Maringá, Porto Velho e Colniza. Dos quinze primeiros da lista, onze estão no Pará, em Mato Grosso, no Amazonas, em Rondônia ou em Mato Grosso do Sul. Os maiores sumidouros estão na Amazônia, e os dois primeiros são São Gabriel da Cachoeira e Oriximiná.

Uma metrópole e um município onde a floresta está sendo derrubada podem emitir a mesma quantidade, por motivos diferentes. Nos índices de exposição ao risco, eles costumam ficar em posições opostas. A lista única põe os dois tipos juntos. O coeficiente da seção seguinte fica perto de zero, e esta página não mostra quanto disso se deve à mistura dos dois grupos. O que ela mostra é que, por município, emitir muito e estar exposto ao risco não andam juntos.