Estado do sistema

Esta página reúne as medições do estado físico do clima: temperatura, chuva, oceano, gelo e vegetação. As séries do Brasil vêm primeiro, e as do planeta vêm depois, para comparação. As seções tratam, nesta ordem, do ar, do oceano, do gelo e da terra.

Em 2025, o último ano completo, o planeta ficou 1,47 grau acima da média de 1850 a 1900, o período de referência do Acordo de Paris. Nesta base, 6 instituições medem essa temperatura, cada uma com a sua série. A temperatura média do Brasil subiu de 24,29 para 25,55 graus entre 1950 e 2023. Esta página reúne 61 séries do clima físico com dado, medidas por 15 instituições, de 1850 a 2026.

A anomalia de temperatura é a diferença entre o valor de um ano e a média de um período de referência. Cada instituição escolhe o seu período. A NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, e a Berkeley Earth usam 1951 a 1980. O Met Office, o serviço de meteorologia do Reino Unido, usa 1961 a 1990. A NOAA, a agência dos Estados Unidos para o oceano e a atmosfera, usa 1901 a 2000. O Acordo de Paris usa 1850 a 1900. Por isso, o mesmo ano tem um valor diferente em cada uma dessas escalas, e a diferença entre duas delas passa de meio grau. As séries do Brasil vêm de reanálise, isto é, de uma reconstrução do clima feita por um modelo a partir das medições disponíveis. A nota de cada série informa que o Banco Mundial recorta o mapa do ERA5, a reanálise europeia, na fronteira do país. Onde há poucas estações de medição, o valor depende mais do modelo do que do termômetro.

O calor que fica retido no planeta se divide entre o ar, o oceano, o gelo e a terra. Segundo a NOAA, mais de noventa por cento dele fica no oceano. O nível médio do mar subiu 99,9 milímetros desde 1992. A série de calor do oceano começa em 2005 nesta base e termina em 2025 com o seu maior valor. No ar, a concentração de metano chegou a 1.935,9 partes por bilhão em 2025. Em 1984, era de 1.644,8. As geleiras de montanha perderam massa em 45 dos 49 anos medidos. Na terra, a vegetação nativa do Brasil caiu de 609,3 para 506,7 milhões de hectares entre 1985 e 2024.

No Brasil, o aumento do calor aparece na contagem de dias extremos. Os dias com temperatura máxima acima de 35 graus passaram de 22,8 por ano em 1950 para 50,9 em 2023. As noites com temperatura mínima acima de 20 graus passaram de 262,3 para 280,4 no mesmo período. As duas séries terminam em 2023, o último ano publicado pela fonte.

As séries de temperatura do Brasil vêm de reanálise. Nas áreas com poucas estações, os valores dependem mais do modelo do que das medições. A média nacional junta regiões muito diferentes, como o semiárido e a Amazônia. Ela serve para acompanhar a tendência do país e comparar com a média do planeta. Para analisar uma região, é preciso usar áreas menores, como as projeções por estado e por bioma nos painéis abaixo. As anomalias de temperatura, de calor do oceano e de nível do mar dependem do período de referência de cada fonte. Por isso, cada escala tem um painel próprio.

O clima no Brasil

▸ Temperatura média do ar no Brasil (graus C)

A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Último valor disponível: 25,55 graus C em 2023.

CCKPem graus C
1950–2023fonte única nesta escalaatraso 2 anos
edição de 2025 · coletada em 2026-08-07

▸ Precipitação anual acumulada no Brasil (mm/ano)

A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Último valor disponível: 1.428,39 mm/ano em 2023.

CCKPem mm/ano
1950–2023fonte única nesta escalaatraso 2 anos
edição de 2025 · coletada em 2026-08-07

▸ Dias com máxima acima de 35 °C (dias)

A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Último valor disponível: 50,94 dias em 2023.

CCKPem dias
1950–2023fonte única nesta escalaatraso 2 anos
edição de 2025 · coletada em 2026-08-07

▸ Noites com mínima acima de 20 °C (dias)

A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Último valor disponível: 280,41 dias em 2023.

CCKPem dias
1950–2023fonte única nesta escalaatraso 2 anos
edição de 2025 · coletada em 2026-08-07

A terra

▸ Cobertura de vegetação nativa remanescente (ha)

. Último valor disponível: 506.709.993,3 ha em 2024.

1985–20242 fontes nesta escalaatraso 18 anos
edição de 2026-02 · coletada em 2026-08-06

▸ Taxa anual de desmatamento (km2/ano)

O PRODES, do INPE, mede a taxa consolidada de desmatamento. Último valor disponível: 25.734,42 km2/ano em 2024.

1985–2025fonte única nesta escalaatraso 20 anos
edição de 2026-05 · coletada em 2026-08-06

▸ Área queimada (ha/ano)

Área queimada é diferente de foco de calor. Último valor disponível: 16.215.172,1 ha/ano em 2023.

1985–2023fonte única nesta escalaatraso 21 anos
edição de 2025 · coletada em 2026-08-06

▸ Focos de calor detectados por satélite (contagem)

A contagem de focos depende do satélite de referência que a fonte adota.. Último valor disponível: 27.198 contagem em 2026.

1998–2026fonte única nesta escala
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

As séries do planeta

As séries acima são do Brasil, que é o foco desta plataforma. As séries abaixo são do planeta. Elas estão aqui porque, sem elas, não é possível interpretar o número brasileiro: uma seca no Nordeste tem um sentido num ano de temperatura recorde no planeta e outro sentido num ano normal. TRÊS DESSAS SÉRIES NÃO PODEM TER UM VALOR SÓ DO BRASIL, por causa daquilo que medem. Os gases de efeito estufa se misturam em toda a atmosfera em poucos meses, e por isso a concentração medida no Havaí é a mesma de qualquer outro lugar. O nível do mar e o calor do oceano são medidos por bacia oceânica. E o Brasil não tem geleiras de montanha.

▸ Anomalia da temperatura média global · anomalia_1951_1980 (graus C)

Cada fonte calcula a anomalia em relação a um período de referência diferente. Último valor disponível: 1,311 graus C em 2024.

1850–20262 fontes nesta escala6 na série
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Anomalia da temperatura média global · anomalia_1961_1990 (graus C)

Cada fonte calcula a anomalia em relação a um período de referência diferente. Último valor disponível: 1,19 graus C em 2025.

HadCRUTem graus C
1850–2026fonte única nesta escala6 na série
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Anomalia da temperatura média global · anomalia_1901_2000 (graus C)

Cada fonte calcula a anomalia em relação a um período de referência diferente. Último valor disponível: 1,13 graus C em 2025.

NOAAGlobalTempem graus C
1850–2026fonte única nesta escala6 na série
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Anomalia da temperatura média global · nao_se_aplica (graus C)

Cada fonte calcula a anomalia em relação a um período de referência diferente. Último valor disponível: 1,19 graus C em 2025.

GISTEMPem graus C
1850–2026fonte única nesta escala6 na série
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Anomalia da temperatura média global · anomalia_1850_1900 (graus C)

Cada fonte calcula a anomalia em relação a um período de referência diferente. Último valor disponível: 1,451 graus C em 2026.

C3Sem graus C
1850–2026fonte única nesta escala6 na série
edição de 2026-08 · coletada em 2026-08-06

▸ Anomalia da temperatura média global · anomalia_1991_2020 (graus C)

Cada fonte calcula a anomalia em relação a um período de referência diferente. Último valor disponível: 0,554 graus C em 2026.

C3Sem graus C
1850–2026fonte única nesta escala6 na série
edição de 2026-08 · coletada em 2026-08-06

▸ Concentração atmosférica de metano (ppb)

Média global marinha da NOAA, a agência de oceano e atmosfera dos Estados Unidos. Último valor disponível: 1.935,94 ppb em 2025.

1984–2025fonte única nesta escala
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Concentração atmosférica de óxido nitroso (ppb)

Média global marinha da NOAA, a agência de oceano e atmosfera dos Estados Unidos.. Último valor disponível: 338,85 ppb em 2025.

2001–2025fonte única nesta escala
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Conteúdo de calor do oceano, 0 a 2000 m (10^22 J)

A série é a anomalia em relação à média de referência da própria fonte. Último valor disponível: 32,533 10^22 J em 2025.

WODem 10^22 J
2005–2025fonte única nesta escala
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Elevação do nível do mar (mm)

A série é a anomalia do nível médio global do mar, e não a taxa de subida. Último valor disponível: 83,04 mm em 2025.

1992–2025fonte única nesta escalaatraso 18 anos
edição de 2026-08 · coletada em 2026-08-06

▸ Balanço de massa de geleiras de montanha (mm eq. água)

Balanço de massa específico, em milímetros de equivalente em água por ano. Último valor disponível: -1.304,818 mm eq. água em 2024.

WGMSem mm eq. água
1976–2024fonte única nesta escala
edição de 2025 · coletada em 2026-08-06

A perda de gelo medida sempre nas mesmas geleiras

O acervo do World Glacier Monitoring Service, o serviço internacional que acompanha as geleiras, tem 512 geleiras com balanço de massa anual, isto é, quanto gelo cada uma ganhou ou perdeu no ano, de 1885 a 2025. As geleiras medidas mudam ao longo do tempo: algumas ENTRAM e outras SAEM. Uma média de todas as geleiras medidas em cada ano mistura a mudança do gelo com a mudança do grupo medido. Por isso, aqui o grupo é FIXO: só entram as geleiras medidas em todos os anos do período. Três períodos aparecem juntos, porque o mais longo tem menos geleiras e o mais curto tem mais.

▸ Balanço de massa de geleira, painel fixo (m w.e./ano)

A unidade é o metro equivalente de água por ano, isto é, a altura da camada de água que o gelo perdido formaria. Valor negativo é perda de gelo. As três curvas são três grupos fixos de geleiras, medidos na mesma unidade. Se as curvas coincidem nos anos recentes, os resultados se confirmam entre si. É a única conferência interna que este acervo permite. O gráfico mostra 3 dos 3 recortes: os que têm os maiores valores no último ano.

painel desde 1976painel desde 1996painel desde 1986em m w.e./ano
WGMS3 recortes neste nível
edição de 2026 · coletada em 2026-08-08

No grupo mais longo, de 36 geleiras medidas em todos os anos desde 1976, a perda média por ano foi de 0,09 metro equivalente de água de 1976 a 1985 e de 1,12 de 2016 a 2024. A perda anual ficou cerca de 12 vezes maior entre esses dois períodos. Somado todo o período, a geleira média perdeu 28,1 metros de água.

OS TRÊS GRUPOS DÃO O MESMO RESULTADO ONDE PODEM SER COMPARADOS, e isso dá confiança no número. Na década que começa em 2016, o grupo de 36 geleiras dá 1,12, o de 47 dá 1,15 e o de 69 dá 1,13. Quase dobrar o número de geleiras não muda o resultado recente. Isso indica que a perda medida vem do gelo, e não da escolha das geleiras. Nas décadas mais antigas, os grupos se afastam mais, pelo mesmo motivo: quanto mais antigo o período, menos geleiras têm medições em todos os anos.

Esta série não pode ser somada à série de massa das geleiras, que está no painel do gelo, acima, nem convertida para a unidade dela, em gigatoneladas por ano. Aquela série é a massa perdida por todas as geleiras do planeta, medida por satélite. Esta é a altura de água perdida por uma geleira média, medida no local. Para passar de uma para a outra, seria preciso a área de cada geleira, e esta série não traz essa informação. As duas tratam do mesmo fenômeno e respondem a perguntas diferentes.

A tendência que o país declarou, comparada com a medida desta base

A Quarta Comunicação Nacional é o relatório que o Brasil entrega à Convenção do Clima da ONU. No capítulo de impactos e vulnerabilidades, ela apresenta tendências que afirma JÁ TEREM SIDO OBSERVADAS, num capítulo separado do das projeções. Ela informa de onde tirou as observações: o CPC e a NOAA, dos Estados Unidos, para a temperatura, e o CHIRPS, uma base de chuva por satélite, para a chuva. Esta base mede as mesmas coisas com outra fonte, o portal de clima do Banco Mundial (World Bank Climate Change Knowledge Portal). Pôr as duas lado a lado mostra se o que o país afirma num fórum internacional se confirma numa medida que não é dele. Outro caminho seria voltar às fontes que a Comunicação cita. Esta base usou o portal do Banco Mundial porque já tinha essa medida.

▸ Tendência de temperatura declarada pela 4CN (graus C/decada)

Tendência que a Quarta Comunicação Nacional (4CN) do Brasil à UNFCCC, a convenção do clima da ONU, declara como já observada, no capítulo de impactos, vulnerabilidades e adaptação.

  • minima e maxima media, aumento tipico0,5
  • minima e maxima media, maximo regional no inverno e na primavera1
declaração de fontemcti_comunicacao_nacional
edição de 2021 · coletada em 2026-08-08

▸ Tendência de precipitação declarada pela 4CN (mm/ano)

Tendência que a Quarta Comunicação Nacional (4CN) do Brasil à UNFCCC, a convenção do clima da ONU, declara como já observada, no capítulo de impactos, vulnerabilidades e adaptação.

  • reducao no sudoeste do Norte, leste do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste-20
  • aumento no extremo norte do Norte40
  • aumento no Sul20
declaração de fontemcti_comunicacao_nacional
edição de 2021 · coletada em 2026-08-08

▸ Aumento de dias de máxima extrema declarado pela 4CN (percentual)

Tendência que a Quarta Comunicação Nacional (4CN) do Brasil à UNFCCC, a convenção do clima da ONU, declara como já observada, no capítulo de impactos, vulnerabilidades e adaptação.

  • dias com temperatura maxima extrema30
declaração de fontemcti_comunicacao_nacional
edição de 2021 · coletada em 2026-08-08

AS DUAS FONTES CONCORDAM EM UMA ÚNICA DÉCADA. A Comunicação Nacional afirma, com base no CPC e na NOAA, um aumento de meio grau por década nas médias das temperaturas mínimas e máximas. A série do Banco Mundial registra 0,54 grau por década na máxima média e 0,63 na mínima média nos anos 2000, a década em que as duas fontes concordam. Nos anos 2010, a mesma série dá 0,11 e 0,37. Nos anos 1990, dá 0,22 e -0,28. A variação por década compara só o primeiro e o último ano, sem considerar os anos do meio. Por isso, o resultado depende desses dois anos, e isso explica por que ele muda tanto de uma década para outra.

NA CHUVA, A COMPARAÇÃO NÃO PODE SER FEITA DO MESMO JEITO, por causa da forma como a Comunicação apresenta o dado. Ela não dá um número para o país. Ela dá limites por região, que vão em sentidos opostos: redução no sudoeste do Norte, no leste do Centro-Oeste, no Nordeste e no Sudeste, e aumento no extremo norte do Norte e no Sul. Um número nacional exigiria uma média ponderada pela área de cada região a partir de estimativas centrais, e a Comunicação só dá limites. O que ela publica não cabe num valor só. Reduzir a um valor apagaria a diferença entre as regiões, que é justamente o que a Comunicação afirma. A seção sobre as bacias dos rios mostra o mesmo problema em outro caso.

A Comunicação afirma também que o número de dias com temperatura máxima extrema aumentou mais de trinta por cento, em quase todo o país. A base tem a série de dias acima de 35 graus, do Banco Mundial, no gráfico da seção sobre o clima no Brasil, acima. O documento diz que essa tendência é das últimas décadas, mas não diz quais. Por isso, o ano registrado na base é o da publicação, e não o do período descrito. O que o mesmo documento diz sobre risco e adaptação está em emissão por setor .

A vazão dos rios

As cinco estações da ANA, a Agência Nacional de Águas, formam a série de rios mais longa desta base: 219 anos de medição somando as cinco estações, com a vazão média de cada ano entre 1969 e 2025. A vazão é o volume de água que passa pelo rio a cada segundo. Cada estação mede a água de toda a bacia acima dela, e o território da bacia não segue as fronteiras dos estados. Por isso, as cinco curvas aparecem separadas, sem soma nem média do país.

▸ Óbidos · Amazonas (m3/s)

A vazão anual é a média dos doze meses medidos na estação. A área da bacia que escoa para essa estação é de 4.670.000 km2. Os anos com algum mês sem medição ficam de fora, porque a falta de um mês de cheia baixa a média, e a falta de um mês de seca a aumenta. As vazões de bacias diferentes não são somadas nem juntadas numa média.

Óbidos · ana_hidrowebem m3/s
1969–202557 anos completosano de menor vazão média 1992, 19% abaixo da médiaana_hidroweb
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Jatuarana · Amazonas (m3/s)

A vazão anual é a média dos doze meses medidos na estação. A área da bacia que escoa para essa estação é de 2.920.000 km2. Os anos com algum mês sem medição ficam de fora, porque a falta de um mês de cheia baixa a média, e a falta de um mês de seca a aumenta. As vazões de bacias diferentes não são somadas nem juntadas numa média.

Jatuarana · ana_hidrowebem m3/s
1978–202447 anos completosano de menor vazão média 1980, 32,3% abaixo da médiaana_hidroweb
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Abunã · Madeira (m3/s)

A vazão anual é a média dos doze meses medidos na estação. A área da bacia que escoa para essa estação é de 921.000 km2. Os anos com algum mês sem medição ficam de fora, porque a falta de um mês de cheia baixa a média, e a falta de um mês de seca a aumenta. As vazões de bacias diferentes não são somadas nem juntadas numa média.

Abunã · ana_hidrowebem m3/s
1977–202439 anos completosano de menor vazão média 2024, 29,5% abaixo da médiaana_hidroweb
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Paratinga · São Francisco (m3/s)

A vazão anual é a média dos doze meses medidos na estação. A área da bacia que escoa para essa estação é de 314.000 km2. Os anos com algum mês sem medição ficam de fora, porque a falta de um mês de cheia baixa a média, e a falta de um mês de seca a aumenta. As vazões de bacias diferentes não são somadas nem juntadas numa média.

Paratinga · ana_hidrowebem m3/s
1977–202246 anos completosano de menor vazão média 2017, 66,6% abaixo da médiaana_hidroweb
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

▸ Passagem BR-080 · Xingu (m3/s)

A vazão anual é a média dos doze meses medidos na estação. A área da bacia que escoa para essa estação é de 139.000 km2. Os anos com algum mês sem medição ficam de fora, porque a falta de um mês de cheia baixa a média, e a falta de um mês de seca a aumenta. As vazões de bacias diferentes não são somadas nem juntadas numa média.

Passagem BR-080 · ana_hidrowebem m3/s
1976–200530 anos completosano de menor vazão média 1998, 29,4% abaixo da médiaana_hidroweb
edição de 2026 · coletada em 2026-08-06

As séries mostram dois períodos de vazão muito baixa. No rio São Francisco, em Paratinga, os anos de 2015 a 2019 são os cinco mais baixos em quarenta e seis anos de medição. O pior deles, 2017, fica 66,6% abaixo da média do período. No rio Amazonas, em Óbidos, 2024 é o segundo ano mais baixo em cinquenta e sete. Só 1992 foi mais baixo, por menos de trezentos metros cúbicos por segundo.

A página correlações compara essas vazões com a chuva da bacia, com a chuva do país e com os decretos de seca dos estados da bacia.

O que o modelo do INPE projeta para o Brasil

O Eta é um modelo regional do INPE, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Ele detalha, para o território brasileiro, os resultados de modelos globais do clima. Cada curva é uma rodada do modelo, com um modelo global e um cenário de emissões. Curvas diferentes no mesmo cenário mostram a incerteza que vem da escolha do modelo. Uma média entre elas esconderia essa diferença.

▸ temperatura máxima do Brasil, do histórico do modelo a 2099

As quatro curvas do futuro partem da mesma simulação do passado feita por cada modelo, de 1961 a 2005. Até o ano atual, a linha mostra anos que já aconteceram, mas calculados pelo modelo: é uma SIMULAÇÃO DO PASSADO, e não uma medição. A base guarda essa parte como estimativa, e só o que vem depois como projeção. Da simulação do passado até o fim do século, no cenário mais quente, a temperatura sobe 7,36 graus num modelo e 4,19 no outro.

edição de 2026-08 · coletada em 2026-08-20

A DIFERENÇA ENTRE OS MODELOS É MAIOR DO QUE A DIFERENÇA ENTRE OS CENÁRIOS. No cenário mais quente, um modelo leva a temperatura máxima do Brasil a 36,6 graus no fim do século, e o outro a 31,6. A diferença entre os dois modelos é maior do que a diferença entre o cenário quente e o moderado num mesmo modelo. Por isso, esta página não oferece um número único para citar. Escolher uma das curvas seria escolher um modelo sem dizer por quê.

O AQUECIMENTO PROJETADO MUDA DE UM ESTADO PARA OUTRO. No cenário mais quente, MT esquenta 8,6 graus até o fim do século, e RN esquenta 4,35. Os estados que mais esquentam ficam no interior do continente. Os que menos esquentam ficam no litoral do Nordeste. A média do Brasil fica entre esses valores e esconde as diferenças entre as regiões.

▸ aquecimento projetado até o fim do século, por estado

A barra mostra a diferença entre a média de 2071 a 2099 e a média da simulação do passado, de 1961 a 2005, no MESMO modelo e no cenário mais quente. Comparar o futuro de um modelo com o passado simulado por outro mediria a diferença entre os modelos, e não o aquecimento.

  • MT+8,6
  • RO+8,54
  • GO+8,37
  • MS+8,36
  • AC+8,34
  • SP+8,25
  • PA+7,92
  • TO+7,79
  • DF+7,73
  • RR+7,57
  • PR+7,56
  • AM+7,5
  • MG+7,48
  • MA+6,76
  • AP+6,61
  • RJ+6,6
  • PI+5,93
  • ES+5,9
  • SC+5,72
  • BA+5,62
  • RS+5,1
  • PE+4,84
  • CE+4,79
  • PB+4,65
  • SE+4,48
  • AL+4,4
  • RN+4,35
edição de 2026-08 · coletada em 2026-08-20

▸ o extremo por bioma, do histórico do modelo ao fim do século

A barra mostra a mudança, em pontos percentuais, na proporção de NOITES QUENTES. Noite quente é a que fica acima do percentil 90 da simulação do passado feita pelo próprio modelo, isto é, mais quente do que 90% das noites daquele período. Os estudos de saúde ligam esse índice às mortes em ondas de calor. A tabela mostra também a mudança no número de dias seguidos sem chuva e na maior chuva de um dia, no mesmo bioma.

  • Amazônia+86,5 p.p.
  • Caatinga+81,5 p.p.
  • Cerrado+79,7 p.p.
  • Pantanal+77,6 p.p.
  • Mata Atlântica+69,6 p.p.
  • Pampa+46 p.p.
edição de 2026-08 · coletada em 2026-08-20

A NOITE QUENTE É A MUDANÇA MAIS FORTE DESTE CONJUNTO DE DADOS, e ela chega perto do máximo possível. Amazônia: a proporção de noites acima do percentil 90 da simulação do passado vai de 12,5% para 99% no cenário mais quente. Isto significa que, pela escala do próprio modelo, quase toda noite do fim do século seria uma noite excepcional do século vinte. O índice sobe nos seis biomas, e em cinco deles passa de 80%.

A MUDANÇA NA CHUVA NÃO É A MESMA NOS BIOMAS, e por isso cada bioma aparece separado. A maior chuva de um dia aumenta em 4 dos 6 biomas e diminui nos outros. Isto significa que, no mesmo país, as chuvas fortes ficam mais fortes numa parte e mais fracas em outra. Ao mesmo tempo, os períodos secos ficam mais longos em todos os biomas. Caatinga: a maior sequência de dias sem chuva passa de 106 para 138 dias. Um número de chuva para o país inteiro não mostraria nada disso, porque os aumentos e as quedas se compensam na média.

Todas as séries destes domínios

Cada série mostra o período coberto, o número de fontes e o caminho até os dados. A lista vai da série com mais observações para a série com menos. Ela inclui as séries que não têm gráfico nesta página, para que os dados delas também possam ser consultados.

  • Temperatura média do ar projetada

    1961–2100 · 21.974 obs

    graus C2 fontes47 recortes
    Esta é uma série de projeção, e não de observação. Ela é resultado de modelo sob uma premissa, o cenário. A série guarda dois tipos de cenário. Os do Climate Impact Explorer partem de trajetórias de política, como as políticas atuais e as metas nacionais. Os do INPE são os RCP, que fixam a trajetória da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. O cenário fica no campo métrica, e o qualificador é projeção. A faixa entre modelos fica na nota de cada observação. A série nunca deve ser desenhada na mesma curva de uma medida.
  • Precipitação anual total projetada

    1961–2100 · 21.974 obs

    mm2 fontes47 recortes
    Esta é uma série de projeção, e não de observação. Ela é resultado de modelo sob uma premissa, o cenário. A série guarda dois tipos de cenário. Os do Climate Impact Explorer partem de trajetórias de política, como as políticas atuais e as metas nacionais. Os do INPE são os RCP, que fixam a trajetória da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. O cenário fica no campo métrica, e o qualificador é projeção. A faixa entre modelos fica na nota de cada observação. A série nunca deve ser desenhada na mesma curva de uma medida.
  • Chuva acima do percentil 95 projetada

    1961–2099 · 21.902 obs

    mmfonte única47 recortes
    Chuva total dos dias que ultrapassam o percentil 95 da própria série. É uma medida dos extremos: a média pode não mudar enquanto esta sobe. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Chuva acima do percentil 99 projetada

    1961–2099 · 21.902 obs

    mmfonte única47 recortes
    A mesma medida do percentil 95, num limiar mais raro. As duas não se somam, pelo mesmo motivo dos limiares de chuva diária. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Chuva máxima em 1 dia projetada

    1961–2099 · 21.902 obs

    mmfonte única47 recortes
    O maior acumulado de chuva em um dia no ano, índice ligado a enxurrada. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Chuva máxima em 5 dias projetada

    1961–2099 · 21.902 obs

    mmfonte única47 recortes
    Forma par com chuva_maxima_5_dias, que é o mesmo índice observado por reanálise. É o índice ligado a inundação, porque cinco dias de chuva enchem uma bacia. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Dias com chuva acima de 10 mm projetados

    1961–2099 · 21.902 obs

    diasfonte única47 recortes
    Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo. Forma par com "Dias com chuva acima de 20 mm", que é o mesmo tipo de contagem observada por reanálise.
  • Dias com chuva acima de 20 mm projetados

    1961–2099 · 21.902 obs

    diasfonte única47 recortes
    Limiar mais alto que o de 10 mm, e por isso conta um evento mais raro. As duas séries não se somam, porque todo dia acima de 20 mm já está contado no de 10 mm. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Dias chuvosos consecutivos projetados

    1961–2099 · 21.902 obs

    diasfonte única47 recortes
    Maior sequência de dias com chuva no ano. É o par do índice de dias secos: os dois descrevem a mesma distribuição pelas duas pontas. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Dias quentes projetados

    1961–2099 · 21.902 obs

    percentualfonte única47 recortes
    Percentual de dias com máxima acima do percentil 90. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Dias secos consecutivos projetados

    1961–2099 · 21.902 obs

    diasfonte única47 recortes
    Índice CDD do modelo regional Eta, do INPE: a maior sequência de dias sem chuva no ano, projetada. Forma par com "Maior sequência de dias secos do ano", que é o mesmo índice medido por reanálise. As duas não se juntam numa curva, porque uma é modelo sob premissa e a outra é observação.
  • Intensidade da chuva no dia úmido projetada

    1961–2099 · 21.902 obs

    mm/diafonte única47 recortes
    Chuva média dos dias em que chove. Ela separa quanto chove de em quantos dias chove, duas perguntas que a precipitação anual junta num número só. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Noites quentes projetadas

    1961–2099 · 21.902 obs

    percentualfonte única47 recortes
    Percentual de noites com mínima acima do percentil 90. A noite quente é o índice que a literatura de saúde liga à mortalidade em onda de calor, porque impede o corpo de se recuperar do dia. Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo.
  • Temperatura máxima projetada

    1961–2099 · 21.902 obs

    graus Cfonte única47 recortes
    Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo. Forma par com "Média anual da máxima diária no Brasil", que é a mesma grandeza observada por reanálise.
  • Temperatura mínima projetada

    1961–2099 · 21.902 obs

    graus Cfonte única47 recortes
    Projeção do modelo regional Eta, do INPE, e não observação. O modelo global fica no campo métrica, junto com o cenário. Duas realizações do mesmo RCP, o cenário de concentração de gases, não são a mesma medida, e a distância entre elas é incerteza de modelo. Forma par com "Média anual da mínima diária no Brasil", que é a mesma grandeza observada por reanálise.
  • Precipitação anual acumulada

    2000–2026 · 8.506 obs

    mmfonte única628 recortes
    Chuva acumulada no ano em cada estação automática do INMET, o Instituto Nacional de Meteorologia. Entram todas as estações, e não um conjunto escolhido de estações de referência, porque escolher estações seria escolher o resultado. A nota de cada observação registra a cobertura horária da estação, e essa cobertura decide o qualificador. Uma estação que registrou 40% das horas devolve um total baixo demais, e nada no número mostra isso. A rede do INMET é meteorológica, e não de monitoramento de risco. Ela não substitui os pluviômetros do Cemaden, o centro nacional de alertas de desastres.
  • Temperatura média do ar no Brasil

    1950–2023 · 2.072 obs

    graus Cfonte única28 recortes
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais.
  • Maior sequência de dias secos do ano

    1950–2023 · 2.072 obs

    diasfonte única28 recortes
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais. Esta série é observada. A série "Dias secos consecutivos" é projetada.
  • Precipitação anual acumulada no Brasil

    1950–2023 · 2.072 obs

    mm/anofonte única28 recortes
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais.
  • Anomalia da temperatura média global

    1850–2026 · 994 obs

    graus C6 fontes
    Cada fonte calcula a anomalia em relação a um período de referência diferente. O período fica no campo métrica: GISTEMP e Berkeley usam 1951-1980, HadCRUT usa 1961-1990, NOAA usa 1901-2000, e o Acordo de Paris usa 1850-1900. Comparar fontes sem converter a referência produz um erro de mais de meio grau. Esse erro é maior do que a diferença real entre as fontes.
  • Produtividade pesqueira

    1950–2023 · 444 obs

    t/anofonte única6 recortes
    O recorte separa captura de aquicultura, porque as duas têm leituras opostas em relação ao clima. A produção desembarcada não indica o estado do estoque de peixes.
  • Estresse térmico acumulado em recife

    1985–2026 · 294 obs

    graus-semanafonte única7 recortes
    A métrica é a de graus-semana de aquecimento (degree heating weeks) do Coral Reef Watch. Ela acumula, ao longo de semanas, o calor da água acima do habitual.
  • Frequência de ondas de calor marinhas

    1985–2026 · 294 obs

    eventos/anofonte única7 recortesderivada
  • Temperatura da superfície do mar

    1985–2026 · 294 obs

    graus Cfonte única7 recortes
  • Retirada de água doce

    1975–2022 · 244 obs

    percentualfonte única7 recortes
    Parcela do recurso hídrico interno renovável retirada a cada ano. É o numerador do estresse hídrico, e não o estresse: o Aqueduct combina essa razão com a variabilidade e a sazonalidade.
  • Vazão média de curso d'água

    1969–2025 · 219 obs

    m3/sfonte única5 recortes
  • Extensão do gelo marinho

    1979–2026 · 190 obs

    milhoes km2fonte única4 recortes
  • Balanço de massa de geleira, painel fixo

    1976–2024 · 117 obs

    m w.e./anofonte única3 recortes
    Balanço de massa anual médio de um conjunto fixo de geleiras de referência, em metro equivalente de água. Valor negativo é perda. O conjunto é fixo porque a média de um conjunto que muda mede a rede de medição, e não o gelo: o acervo do WGMS, o serviço mundial de monitoramento de geleiras, tem 512 geleiras que entram e saem ao longo do tempo. Só entram as geleiras medidas em todos os anos da janela, e o recorte traz o ano de início. As três janelas são publicadas juntas de propósito. A mais longa tem menos geleiras e a mais curta tem mais, e a concordância das três no valor recente é a conferência interna que este acervo permite. A série não se soma nem se converte com "Balanço de massa de geleiras de montanha", que é a massa do conjunto do planeta em gigatonelada por ano. Passar de uma unidade para a outra exige a área de cada geleira.
  • Energia armazenada nos reservatorios

    2000–2026 · 108 obs

    percentual da capacidadefonte única4 recortes
    A energia armazenada é o estoque, e a energia natural afluente é o fluxo. Um ano de pouca água nos rios pode terminar com reservatório cheio se o ano anterior o encheu. As duas séries só se leem juntas. A capacidade máxima muda quando uma usina é construída ou desativada.
  • Energia natural afluente

    2000–2026 · 108 obs

    percentual da MLTfonte única4 recortes
    A energia natural afluente traduz a vazão dos rios em energia. Ela pesa cada rio pela capacidade instalada das usinas e cobre só as bacias que têm usina. A base guarda a série em percentual da média de longo termo (MLT), porque o valor em megawatt médio cresce com a expansão do parque gerador. O ONS, Operador Nacional do Sistema Elétrico, revisa a MLT, e por isso o mesmo ano pode aparecer com outro valor em edições futuras.
  • Máxima diária mais alta do ano no Brasil

    1950–2023 · 74 obs

    graus Cfonte única
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais. Esta série mede um extremo, e não o clima médio.
  • Média anual da máxima diária no Brasil

    1950–2023 · 74 obs

    graus Cfonte única
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais.
  • Média anual da mínima diária no Brasil

    1950–2023 · 74 obs

    graus Cfonte única
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais.
  • Maior acumulado de chuva em cinco dias

    1950–2023 · 74 obs

    mmfonte única
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais. Esta série mede o extremo de chuva, ligado a enxurrada e a deslizamento.
  • Dias com chuva acima de 20 mm

    1950–2023 · 74 obs

    diasfonte única
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais.
  • Dias secos no ano

    1950–2023 · 74 obs

    diasfonte única
    A série vem da reanálise ERA5, recortada pela fronteira do Brasil, e não de medida direta. Reanálise é a combinação de observações com um modelo do tempo, e onde há poucas estações o valor vem mais do modelo do que do termômetro. A média nacional mistura o semiárido com a Amazônia. Ela serve para ver tendência e para comparar com a média global, e não para responder a perguntas regionais.
  • Área sob seca severa

    2015–2100 · 72 obs

    percentualfonte única
    Esta é uma série de projeção, e não de observação. Ela é resultado de modelo sob uma premissa, e a premissa é uma escolha política. O cenário fica no campo métrica, e o qualificador é projeção. A diferença entre cenários depende de decisão, e não de incerteza. A faixa entre modelos fica na nota de cada observação. A série nunca deve ser desenhada na mesma curva de uma medida.
  • Dias secos consecutivos

    2015–2100 · 72 obs

    diasfonte única
    Esta é uma série de projeção, e não de observação. Ela é resultado de modelo sob uma premissa, e a premissa é uma escolha política. O cenário fica no campo métrica, e o qualificador é projeção. A diferença entre cenários depende de decisão, e não de incerteza. A faixa entre modelos fica na nota de cada observação. A série nunca deve ser desenhada na mesma curva de uma medida.
  • Vazão de rio projetada

    2015–2100 · 72 obs

    m3/sfonte única
    Esta é uma série de projeção, e não de observação. Ela é resultado de modelo sob uma premissa, e a premissa é uma escolha política. O cenário fica no campo métrica, e o qualificador é projeção. A diferença entre cenários depende de decisão, e não de incerteza. A faixa entre modelos fica na nota de cada observação. A série nunca deve ser desenhada na mesma curva de uma medida.
  • Concentração atmosférica de CO2

    1959–2025 · 68 obs

    ppm2 fontes2 recortes
  • Balanço de massa de manto de gelo

    1992–2020 · 58 obs

    Gt/anofonte única2 recortes
  • Balanço de massa de geleiras de montanha

    1976–2024 · 49 obs

    mm eq. águafonte única
    Balanço de massa específico, em milímetros de equivalente em água por ano. Valor negativo indica perda de gelo.
  • Concentração atmosférica de metano

    1984–2025 · 43 obs

    ppb2 fontes
    Média global marinha da NOAA, a agência de oceano e atmosfera dos Estados Unidos. É diferente da medição de CO2 num único ponto, em Mauna Loa.
  • Temperatura do solo em permafrost

    1980–2021 · 41 obs

    graus Cfonte única
    A base guarda a temperatura como anomalia em relação à média de cada sensor, e não como valor absoluto. A rede cresceu de poucas estações nos anos 1980 para centenas depois de 2000, e a média simples mediria a mudança no conjunto de estações medidas. Só entram medidas a dez metros de profundidade ou mais, onde aparece a tendência de décadas. As medidas mais rasas acompanham a temperatura do ar de cada ano.
  • pH médio do oceano

    1988–2024 · 37 obs

    unidade de pHfonte única
    A queda do pH indica acidificação do oceano. O sentido desejado é que a queda pare.
  • Espessura da camada ativa do permafrost

    1990–2024 · 35 obs

    cmfonte única
    A camada ativa é a parte do solo que descongela todo verão. Quando ela engrossa, o permafrost está recuando, e por isso o sentido desejado é a queda. A base guarda a série como anomalia em relação à média de cada local, porque a rede de medida mudou de tamanho ao longo do tempo.
  • Elevação do nível do mar

    1992–2025 · 34 obs

    mmfonte única
    A série é a anomalia do nível médio global do mar, e não a taxa de subida. Cada fonte calcula o valor em relação à própria referência, e por isso os níveis de fontes diferentes não se comparam diretamente. Só as tendências se comparam. Mesmo assim, apenas entre séries que tratam da mesma forma a correção do ajuste isostático glacial, o movimento lento da crosta terrestre depois do degelo.
  • Estresse hídrico de linha de base

    2023–2023 · 33 obs

    escala 0 a 5fonte única33 recortes
    O Aqueduct, do WRI, dá um escore ordinal de 0 a 5, e não uma quantidade, e por isso a média entre recortes não tem sentido. É uma linha de base, e não série temporal: um retrato do período de referência. A base usa o peso total. A fonte também publica pesos por uso doméstico, irrigação e indústria, e o escore de um país agrícola muda conforme o peso. O estresse hídrico é a razão entre a água retirada e a disponível. Ele não mede escassez: um país com muita água e muita retirada tem estresse alto, e um país seco que usa pouca água tem estresse baixo.
  • Risco de cheia de rio

    2023–2023 · 33 obs

    escala 0 a 5fonte única33 recortes
    O Aqueduct, do WRI, dá um escore ordinal de 0 a 5, e não uma quantidade, e por isso a média entre recortes não tem sentido. É uma linha de base, e não série temporal: um retrato do período de referência. A base usa o peso total. A fonte também publica pesos por uso doméstico, irrigação e indústria, e o escore de um país agrícola muda conforme o peso. O risco combina a probabilidade de inundação com o que está exposto a ela.
  • Risco de seca

    2023–2023 · 33 obs

    escala 0 a 5fonte única33 recortes
    O Aqueduct, do WRI, dá um escore ordinal de 0 a 5, e não uma quantidade, e por isso a média entre recortes não tem sentido. É uma linha de base, e não série temporal: um retrato do período de referência. A base usa o peso total. A fonte também publica pesos por uso doméstico, irrigação e indústria, e o escore de um país agrícola muda conforme o peso. O risco combina a probabilidade de seca com a exposição e a vulnerabilidade. Este é o indicador que mede seca, e o estresse hídrico mede a pressão de uso.
  • Concentração atmosférica de hexafluoreto de enxofre

    1998–2025 · 28 obs

    pptfonte única
    O hexafluoreto de enxofre permanece na atmosfera por mil anos, e por isso o seu efeito é praticamente irreversível. O seu GWP-100, o potencial de aquecimento em cem anos comparado ao do CO2, é de 25.200.
  • Concentração atmosférica de óxido nitroso

    2001–2025 · 25 obs

    ppbfonte única
    Média global marinha da NOAA, a agência de oceano e atmosfera dos Estados Unidos.
  • Conteúdo de calor do oceano, 0 a 2000 m

    2005–2025 · 21 obs

    10^22 Jfonte única
    A série é a anomalia em relação à média de referência da própria fonte. Por isso o nível absoluto não se compara ao de outra instituição, e só a tendência se compara. Segundo o IPCC, o painel de cientistas da ONU sobre o clima, mais de noventa por cento do calor retido pelo planeta fica no oceano. Por isso esta série acompanha de perto o desequilíbrio de energia da Terra.
  • Intensidade da circulação meridional do Atlântico

    2004–2024 · 21 obs

    Svfonte única
  • Área do território sob seca, por severidade acumulada

    2023–2026 · 20 obs

    percentualfonte única5 recortes
    A escala é a do Monitor de Secas: S0 anormalmente seco, S1 seca moderada, S2 grave, S3 extrema e S4 excepcional. Acumulada significa que S1-S4 inclui tudo de S1 para cima. A classificação é feita por consenso entre as instituições estaduais que operam o Monitor, e a própria fonte declara que ela tem um componente de julgamento.
  • Tendência de precipitação declarada pela 4CN

    2021–2021 · 3 obs

    mm/anofonte única3 recortes
    Tendência que a Quarta Comunicação Nacional (4CN) do Brasil à UNFCCC, a convenção do clima da ONU, declara como já observada, no capítulo de impactos, vulnerabilidades e adaptação. A base não mediu este número. Ele é o que o documento oficial afirma, e entra para ser comparado com o que a base mede por conta própria, a partir de outra fonte. A própria 4CN diz de onde tirou a observação: CPC/NOAA para temperatura e CHIRPS para precipitação. Há uma série por unidade, porque grau por década, percentual e milímetro por ano não se comparam nem se somam.
  • Tendência de temperatura declarada pela 4CN

    2021–2021 · 2 obs

    graus C/decadafonte única2 recortes
    Tendência que a Quarta Comunicação Nacional (4CN) do Brasil à UNFCCC, a convenção do clima da ONU, declara como já observada, no capítulo de impactos, vulnerabilidades e adaptação. A base não mediu este número. Ele é o que o documento oficial afirma, e entra para ser comparado com o que a base mede por conta própria, a partir de outra fonte. A própria 4CN diz de onde tirou a observação: CPC/NOAA para temperatura e CHIRPS para precipitação. Há uma série por unidade, porque grau por década, percentual e milímetro por ano não se comparam nem se somam.
  • Extensão do branqueamento coralíneo

    2017–2025 · 2 obs

    percentualfonte única
  • Aquecimento projetado sob politicas atuais

    2025–2025 · 1 obs

    graus Cfonte única
    Esta série é projeção, e não medida: o aquecimento esperado em 2100 se as políticas atuais forem mantidas, segundo o relatório de lacuna de emissões do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. A base guarda um valor só, da edição de 2025. Ele mede o que a política já conseguiu, e não o que basta.
  • Aumento de dias de máxima extrema declarado pela 4CN

    2021–2021 · 1 obs

    percentualfonte única
    Tendência que a Quarta Comunicação Nacional (4CN) do Brasil à UNFCCC, a convenção do clima da ONU, declara como já observada, no capítulo de impactos, vulnerabilidades e adaptação. A base não mediu este número. Ele é o que o documento oficial afirma, e entra para ser comparado com o que a base mede por conta própria, a partir de outra fonte. A própria 4CN diz de onde tirou a observação: CPC/NOAA para temperatura e CHIRPS para precipitação. Há uma série por unidade, porque grau por década, percentual e milímetro por ano não se comparam nem se somam.
  • Municípios em nível mínimo de segurança hídrica

    2025–2025 · 1 obs

    percentualfonte única
    Esta série é a meta 4 da Estratégia Nacional de Adaptação, e ela melhora quando cai: a meta é reduzir para 7,5% até 2035, partindo de 13% em 2025. A série dá o percentual de municípios no nível mínimo de segurança hídrica da escala do Plano Nacional de Segurança Hídrica. Só há o valor de partida. A Estratégia publica esse número em nota de rodapé e não publica série.