O território

A maior parte dos dados desta base está por município, e não pelo país inteiro. Esta página mostra esses dados por inteiro, com dois cálculos que não acrescentam nenhuma estimativa: a soma por unidade da federação, quando a soma é exata, e a lista dos municípios em ordem, que não junta valores.
37 séries municipais5.571 municípios

O Brasil tem 5.571 municípios, e esta base tem 37 séries com dados por município, de 1991 a 2025. O número de municípios varia muito entre as séries: a que tem mais chega a 5.571 municípios, e a que tem menos chega a 420. Dessas séries, 7 podem ser somadas por unidade da federação. As outras 30 são índices, que não podem ser somados.

Três conjuntos de dados por município, de fontes diferentes, são ligados pelo código que o IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dá a cada município. Cada fonte escreve esse código de um jeito, e uma delas usa oito dígitos onde as outras usam sete. Por isso, antes de ligar os conjuntos, a base põe os códigos no mesmo formato. Sem esse ajuste, o mesmo município apareceria em dois conjuntos como se fosse dois municípios diferentes.

As 7 séries que medem quantidades, como toneladas emitidas ou número de decretos, podem ser somadas por unidade da federação, e a soma é exata. Cada unidade informa quantos municípios entraram na sua soma. Para as outras 30, a página mostra os municípios em ordem. A média entre municípios daria a um município de mil habitantes o mesmo peso de São Paulo. O mapa por estado usa o último ano publicado por todas as séries de clima. A temperatura de um estado não pode ser somada.

Cada conjunto cobre um período diferente, e todos juntos vão de 1991 a 2025. A série por município mais antiga da base é a dos registros de desastre. Cada índice de risco cobre um único ano. Por isso, para comparar dois conjuntos é preciso usar um ano que os dois tenham. Cada painel informa esse ano.

Quando uma série não tem os 5.571 municípios, a falta tem um sentido diferente em cada série. Numa série de decretos de desastre, o município que falta é um município que não assinou decreto. Numa série de índice, é um município que a fonte não avaliou. Por isso, cada valor vem com o número de municípios que entraram na conta. Sem esse número, uma unidade da federação com metade dos municípios faltando pareceria apenas menor.

Escolha a série

▸ Razão entre o salário de mulheres e o de homens · 2024 (razao)

Esta série é um índice. Por isso, não tem mapa nem soma: juntar um índice de municípios de tamanhos diferentes produz um número que nenhuma fonte publicou. A página mostra os municípios em ordem, abaixo.

edição de 2026-07 · coletada em 2026-09-07

▸ os quinze maiores

  • Aguiar · PB4,04
  • Agricolândia · PI3,05
  • Malhada de Pedras · BA2,49
  • Belo Monte · AL2,47
  • Areia Branca · SE2,33
  • Tapiramutá · BA2,33
  • Bertolínia · PI2,3
  • Telha · SE2,23
  • Marco · CE2,22
  • Ilha Grande · PI2,21
  • Santa Luz · PI2,17
  • Acajutiba · BA2,17
  • Arauá · SE2,13
  • São Francisco · SE2,12
  • Maraial · PE2,1
edição de 2026-07 · coletada em 2026-09-07

▸ os quinze menores

  • Exu · PE0,43
  • Magalhães Barata · PA0,45
  • Santo Antônio dos Lopes · MA0,47
  • Coari · AM0,48
  • Santarém Novo · PA0,5
  • Santa Isabel do Rio Negro · AM0,5
  • Santa Rita do Passa Quatro · SP0,53
  • Guatapará · SP0,53
  • São José da Barra · MG0,53
  • Minaçu · GO0,54
  • Jussiape · BA0,54
  • Igaci · AL0,54
  • Rio das Ostras · RJ0,55
  • Macaé · RJ0,55
  • Caiçara do Rio do Vento · RN0,55
edição de 2026-07 · coletada em 2026-09-07

As duas listas usam a MESMA escala. Por isso, a segunda parece vazia: os menores valores são muito pequenos perto do maior. Ajustar a escala para encher a barra faria uma diferença pequena parecer grande. Lista de 5.571 municípios em 2024.

O clima por unidade federativa

Quatro séries de clima têm um valor para cada estado, com 2.072 observações em cada uma, de 1950 a 2023. Aqui não há soma nem média: o mapa mostra o valor que a fonte publicou para cada estado.

▸ Temperatura média do ar no Brasil · 2023 (graus C)

Valor de cada unidade da federação no último ano publicado por todas as séries. A escala começa em zero. Por isso, diferenças pequenas entre estados aparecem pequenas, do tamanho que têm.

carregando o mapa

edição de 2025 · coletada em 2026-08-07

As regiões ao longo do tempo

O total do país em cada ano não mostra de qual região vieram os casos. Por isso, esta página divide as somas por região do IBGE, ano a ano. Assim, aparecem as diferenças de calendário entre os tipos de desastre, que o total do país esconde: a seca no Nordeste e a enchente no Sul entram no mesmo total, e os dois movimentos se misturam.

▸ Emissão líquida municipal de GEE · por região (MtCO2e/ano)

O gráfico mostra cinco curvas, uma para cada região do IBGE, com a soma dos municípios da região em cada ano. A tabela mostra o mesmo por unidade da federação, com o número de municípios que entraram em cada soma. Sem esse número, uma unidade com metade dos municípios faltando pareceria apenas menor.

NorteNordesteCentro-OesteSudesteSulem MtCO2e/ano
edição de 2025-12 · coletada em 2026-08-06

Os decretos de desastre climatológico, a maior parte deles ligada à seca, ficaram concentrados no Nordeste durante trinta anos. A região teve 69,3% dos decretos de 1991 a 1999 e 73,5% de 2010 a 2019. De 2020 a 2025, a parte do Nordeste cai para 40%, e a do Norte e do Centro-Oeste juntos sobe de 3,8% para 25,3%. Os dois últimos períodos têm durações diferentes: o de 2010 a 2019 tem dez anos, e o de 2020 a 2025 tem 6. Por ano, os decretos passam de 1.212 para 1.950. Isto significa que os decretos mudaram de região ao mesmo tempo que o total do país aumentou.

Nos outros dois grupos, a divisão entre regiões mudou pouco. O grupo hidrológico, de enchentes e inundações, está no Sul e no Sudeste, que juntos têm 65,4% dos decretos no último período. O grupo meteorológico está quase todo no Sul: 88,5% na década de 1990 e ainda 68,4% de 2020 a 2025. Na COBRADE, a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres usada nos decretos, esse grupo reúne vendavais, ciclones, granizo e outras tempestades.

Esta divisão tem dois limites. O primeiro: ela conta decretos, e a capacidade das prefeituras de formalizar um desastre não é igual entre as regiões. Por isso, parte do aumento no Norte pode ser de municípios que passaram a registrar desastres. O segundo: a região é uma divisão do IBGE, feita por critério administrativo. O semiárido não é o mesmo que o Nordeste, e o Cerrado ocupa partes de quatro regiões.

Os dados por município

A lista mostra todas as séries da base com dados por município, quantos municípios cada uma tem e em que anos. Ter menos de 5.571 municípios não é erro. Um município sem desastre registrado não aparece na série de desastres. Um município sem dado de risco é um município que a fonte não avaliou.

▸ cobertura municipal por série

  • Razão entre o salário de mulheres e o de homens5.571
  • Ameaça climática sobre o acesso e o consumo de alimentos5.570
  • Ameaça climática sobre a disponibilidade de alimentos5.570
  • Ameaça de escassez hídrica5.570
  • Ameaça climática para leishmaniose tegumentar5.570
  • Ameaça climática para leishmaniose visceral5.570
  • Ameaça climática para malária5.570
  • Dispersão do salário no emprego formal5.570
  • Emissão líquida municipal de GEE5.570
  • Participação de pessoas pretas, pardas e indígenas nos vínculos formais5.570
  • Razão entre o salário de pessoas pretas, pardas e indígenas e o de brancas e amarelas5.570
  • Risco de impacto no acesso e no consumo de alimentos5.570
  • Índice de risco climático ao acesso à energia elétrica5.570
  • Risco de impacto na disponibilidade de alimentos5.570
  • Índice de risco à disponibilidade de energia elétrica5.570
  • Índice de risco de impacto do estresse hídrico5.570
  • Índice de risco para ocorrência de leishmaniose tegumentar americana5.570
  • Índice de risco para ocorrência de leishmaniose visceral5.570
  • Índice de risco para ocorrência de malária5.570
  • Salário real mediano no emprego formal5.570
  • Vínculos de emprego formal5.570
  • Ameaça climática para arboviroses5.569
  • Ameaça de deslizamento de terra5.569
  • Ameaça de inundação, enxurrada e alagamento5.569
  • Índice de risco para ocorrência das arboviroses dengue, zika e chikungunya5.569
  • Índice de risco para deslizamento de terra5.569
  • Índice de risco para inundações, enxurradas e alagamentos5.569
  • Razão entre o salário de mulheres pretas, pardas e indígenas e o de homens brancos e amarelos5.565
  • Índice de risco à integridade do bioma5.562
  • Razão entre o salário por hora de mulheres pretas, pardas e indígenas e o de homens brancos e amarelos5.130
  • Razão entre o salário por hora de mulheres e o de homens4.878
  • Razão entre o salário por hora de pessoas pretas, pardas e indígenas e o de brancas e amarelas4.857
  • Desastres registrados2.497
  • População exposta a risco geo-hidrológico2.069
  • Desastre climatológico registrado por município1.604
  • Desastre hidrológico registrado por município1.115
  • Desastre meteorológico registrado por município420
edição de 2026-07 · coletada em 2026-09-07

O mesmo estado, duas contagens

No total do país, o setor de energia tem quase o mesmo valor em duas fontes: o SIRENE, o sistema do governo federal que publica o inventário oficial de emissões, e o SEEG, a estimativa independente feita pelo Observatório do Clima. Nos 31 anos que as duas fontes têm em comum, a diferença entre elas fica, em média, em 0,6% e não passa de 2,3%. Dentro dos estados, isso não acontece: as duas fontes dividem o mesmo total entre os estados de formas diferentes. Esta seção mede essa diferença.

▸ diferença entre as duas fontes no setor de energia, por estado

A barra mostra a diferença MÉDIA entre o SEEG e o inventário oficial, nos 33 anos que as duas fontes têm em comum. A barra à esquerda indica que o SEEG conta MENOS do que o inventário, e a barra à direita indica que conta mais. O mapa e a barra mostram a mesma coisa. Nenhum dos dois diz qual fonte está certa. Eles mostram onde as fontes discordam.

carregando o mapa

  • Amazonas-51%
  • Rio de Janeiro-40,1%
  • Acre-37,7%
  • Alagoas-36,5%
  • Espírito Santo-33,9%
  • Rondônia-28,6%
  • Pernambuco-25,3%
  • Maranhão-23,5%
  • Mato Grosso22,3%
  • Roraima-22,1%
  • Sergipe-22,1%
  • Bahia-20,3%
  • Pará-19,4%
  • Distrito Federal-17,4%
  • Amapá-16,4%
  • São Paulo-12,3%
  • Piauí-12,1%
  • Rio Grande do Norte-11,7%
  • Paraíba-10,8%
  • Mato Grosso do Sul-10,5%
  • Ceará-10,1%
  • Tocantins-8,8%
  • Paraná-7,6%
  • Goiás-4,3%
  • Santa Catarina1,4%
  • Minas Gerais-0,2%
  • Rio Grande do Sul0,1%
edição de 2025-12 · coletada em 2026-08-08

A DIFERENÇA MÉDIA ENTRE AS DUAS FONTES É DE 18,8% dentro dos estados, e de 0,6% no total do país. Os dois números não se contradizem: as duas fontes chegam perto no total do Brasil e discordam sobre em qual estado a emissão acontece. Em 24 dos 27 estados, o SEEG conta menos do que o inventário. A maior diferença está em Amazonas, com -51%, e a menor está em Rio Grande do Sul, com 0,1%.

As maiores diferenças aparecem em estados que produzem petróleo e gás. Nesses casos, decidir a qual estado pertence a emissão de uma plataforma no mar é uma escolha de método: a plataforma fica no litoral de um estado, o terminal fica em outro, e a empresa tem sede num terceiro. Esta plataforma de dados NÃO afirma que essa é a causa da diferença. Ela mostra que a discordância se concentra nesses estados. Quem usar a emissão por estado para planejar uma política precisa saber de qual das duas fontes está falando.