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Desastres

Esta página reúne os desastres declarados no Brasil desde 1928: o número de decretos, o lugar, as mortes, as pessoas afetadas e o prejuízo declarado. Nesta base, é a série de eventos no território que começa mais cedo.
1928–20269 sériescontagem de decretos

As prefeituras brasileiras assinaram 76.191 decretos de situação de emergência ou de estado de calamidade pública por desastre entre 1991 e 2025. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reúne esses decretos no Atlas Digital de Desastres. Desse total, 73.943 decretos são de desastres climatológicos, hidrológicos ou meteorológicos, divididos em 13 tipos. Os outros 2.248 tratam de erosão, doença infecciosa e rompimento de barragem. O tipo com mais decretos, estiagem e seca, tem 33.493 decretos em 3.698 municípios.

A prefeitura assina o decreto quando declara que o desastre passou da capacidade de resposta do município. Depois, o governo federal reconhece a situação em outro ato. O governo federal reconheceu 35.212 dos 73.943 decretos, ou 47,6% do total. Entre os tipos com mais de mil decretos, essa parte vai de 10,8% em movimento de massa a 61,4% em estiagem e seca.

A divisão dos decretos entre as regiões mudou de 2000 a 2025. Na década de 2000, o Nordeste tinha 39,3% dos decretos, e o Norte e o Centro-Oeste juntos tinham 5,6%. De 2020 a 2025, o Sul tem 31,6%, o Nordeste tem 26,1%, e o Norte e o Centro-Oeste juntos têm 20,5%. A maior mudança está na estiagem e na seca: o Nordeste tinha 73,5% desses decretos na década de 2010 e tem 40% desde 2020.

O número de decretos aumentou ao longo do período. Na década de 2000, eram 1.874 por ano. De 2020 a 2025, são 4.225 por ano. Em 2023, as prefeituras assinaram 4.918 decretos, o maior número da série, em 2.779 municípios. Em 2025, o último ano completo, assinaram 4.007 decretos, em 2.497 municípios.

Esta página conta decretos de desastre assinados por prefeituras. Municípios com menos estrutura administrativa podem deixar de formalizar parte dos desastres ocorridos. Esses casos ficam fora da contagem. O número de decretos pode crescer por dois motivos: mais municípios passaram a registrar, ou cada município passou a assinar mais decretos. A base não separa os dois motivos. A tabela de cada painel informa quantos municípios assinaram decreto em cada ano.

O que o desastre custa

Os dados mostram mortes, pessoas afetadas e prejuízo declarado, por tipo de desastre, segundo a classificação da fonte. O seletor de nível mostra o total ou a divisão por tipo.

▸ Mortes em desastre registrado (mortes/ano)

O gráfico mostra 3 dos 3 recortes: os que têm os maiores valores no último ano.

nível
NaturalclimaTechnologicalem mortes/ano
EM-DAT3 recortes neste nívelum nível por vez
edição de 2026 · coletada em 2026-08-07

▸ Pessoas afetadas por desastre registrado (pessoas/ano)

O gráfico mostra 3 dos 3 recortes: os que têm os maiores valores no último ano.

nível
NaturalclimaTechnologicalem pessoas/ano
EM-DAT3 recortes neste nívelum nível por vez
edição de 2026 · coletada em 2026-08-07

▸ Dano econômico de desastre registrado (USD mi)

O gráfico mostra 3 dos 3 recortes: os que têm os maiores valores no último ano.

escalanível
NaturalclimaTechnologicalem USD mi
EM-DATcorrente3 recortes neste nívelum nível por vez
edição de 2026 · coletada em 2026-08-07

Os três grupos, separados

A fonte publicava a contagem por município num único número, com todos os grupos juntos. A base separou os decretos em três séries pelo grupo que o próprio Atlas dá a cada decreto. Cada decreto traz também o código da COBRADE, a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres. O grupo climatológico é sobretudo estiagem e seca, e inclui incêndio florestal e ondas de frio e de calor. O hidrológico reúne enxurrada, chuvas intensas, inundação, alagamento e movimento de massa, como deslizamentos. Na COBRADE, o movimento de massa tem código do grupo geológico, e as chuvas intensas, do grupo meteorológico. O Atlas põe os dois no grupo hidrológico, e a base segue o Atlas. O meteorológico reúne vendaval, ciclone, granizo, tornado e alguns registros de onda de frio. O grupo Outros, com 2.248 registros que a fonte não põe em nenhum grupo climático, fica de fora.

▸ decretos por ano, somados no país, por grupo

O gráfico soma os decretos de todos os municípios em cada ano. O aumento ao longo da série pode vir de mais municípios registrando ou de mais decretos por município, e a base não separa as duas coisas. A tabela mostra os decretos de cada grupo ao lado do número de municípios que assinaram decreto em cada ano.

Desastre climatológico registrado por municípioDesastre hidrológico registrado por municípioDesastre meteorológico registrado por municípioem decretos
edição de 2026-04 · coletada em 2026-08-06

O grupo climatológico tem mais decretos somados: 37.260, em 4.046 municípios. O hidrológico soma 29.353 e chega a 4.708 municípios, o maior número dos três. O meteorológico soma 7.330, em 2.079 municípios. Os três grupos nem sempre sobem nos mesmos anos. Os anos com mais decretos hidrológicos são 2022, 2023, 2024 e 2025. Os anos com mais decretos climatológicos são 2020, 2023 e 2024. Em 2011, o grupo climatológico teve 280 decretos, o menor número desde 2000, e o hidrológico teve 1.221.

Somar os três grupos num número só esconde essas diferenças de ano para ano, e era isso que a contagem única fazia. Um ano de seca no Nordeste e um ano de enchente no Sudeste aumentavam o mesmo total, e o total não dizia qual dos dois tinha acontecido.

A separação foi feita para responder a uma pergunta que a contagem única não permitia: o índice de risco de deslizamento acompanha os decretos de movimento de massa, contados à parte dos decretos de seca? A comparação está na página de correlações. Quando cada índice é comparado com o seu tipo de desastre, a correlação do deslizamento passa de +0,01 para +0,13. ver a comparação por tipo

Há uma diferença entre os grupos que esta página registra e não explica. A parte dos decretos reconhecidos pelo governo federal cai do grupo climatológico para o meteorológico: 57%, 40% e 29%. As três séries contam juntos os decretos reconhecidos e os não reconhecidos, porque a diferença entre eles é de andamento do processo. Um decreto que não foi reconhecido pode ter sido negado ou pode estar esperando análise.

Onde eles são registrados

A contagem por município está no mapa da página Território, somada por unidade da federação, com o número de municípios que entraram em cada soma.

O alerta, a ocorrência e o decreto

Até aqui, tudo nesta página conta DECRETOS: o ato pelo qual um município declara emergência ou calamidade, depois reconhecido pelo governo federal. O Cemaden, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, conta duas outras coisas, diferentes do decreto. Ele conta ALERTAS, que são avisos dados antes do evento pela rede de monitoramento. E conta OCORRÊNCIAS, que são os eventos observados depois. São três registros e três números diferentes, e a diferença entre eles não é erro de nenhum deles.

CADA REGISTRO DEPENDE DE UMA COISA DIFERENTE, e isso define o que cada número mede. O decreto depende de o município FORMALIZAR. Um município sem estrutura administrativa não aparece, por mais atingido que esteja. O alerta depende de o município ser MONITORADO. O Cemaden passou de 958 municípios monitorados em 2020 para 1.133 em 2025. Por isso, mais alertas num ano podem indicar que o sistema passou a cobrir mais municípios, e não só que houve mais eventos. A ocorrência depende de a rede REGISTRAR o que aconteceu. O Cemaden registrou 1.493 eventos em 2025, cerca de 43% deles no Sudeste, com mais eventos de origem hidrológica, como enchentes, do que geológica, como deslizamentos.

O RELATÓRIO DO CEMADEN CITA UM TERCEIRO LEVANTAMENTO. A base não o guarda como dado, porque é uma citação feita por outra fonte. Segundo o Programa Maré de Ciência, da UNIFESP, citado no relatório, o Brasil registrou 7.539 desastres climáticos de 2020 a 2023, contra 2.335 na década de 1990. No mesmo período, a parte dos municípios afetados passou de 27% para 83%. Esses números tratam do mesmo país, mas não podem ser comparados diretamente com os decretos contados aqui, porque usam outra definição de desastre e outro período.

Para comparar os três registros, falta a série anual de alertas do Cemaden. O relatório mostra essa série num gráfico de 2011 a 2025, mas não a publica em tabela. O Cemaden tem um serviço de dados, mas a página que deveria explicar como usá-lo não tem a descrição: ela leva ao exemplo de demonstração da própria ferramenta. Enquanto isso não mudar, esta seção pode dizer quais são os três registros e de que cada um depende. Isso já evita o erro mais comum ao ler qualquer um deles sozinho.

Como um desastre entra no registro

O número de desastres de um município não conta eventos: conta DECRETOS. O município declara situação de emergência ou estado de calamidade. O registro entra no sistema federal com um código da COBRADE, a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres. Depois, a União, isto é, o governo federal, reconhece ou não o decreto. Cada etapa deixa de fora alguns casos. E a classificação decide em que grupo o evento entra, antes de qualquer contagem.

▸ as tipologias do COBRADE, e quanto de cada uma a União homologou

A barra mostra o total de decretos de cada tipo entre 1991–2025. A porcentagem ao lado mostra quanto disso o governo federal reconheceu. Ela vai de 10,8% em Movimento de Massa a 61,4% em Estiagem e Seca. Isto significa que o mesmo registro tem chances diferentes de ser reconhecido, conforme o tipo de evento.

  • Estiagem e Seca33.493
  • Enxurradas9.854
  • Chuvas Intensas9.154
  • Inundações6.430
  • Vendavais e Ciclones4.885
  • Incêndio Florestal3.419
  • Granizo2.284
  • Alagamentos2.144
  • Movimento de Massa1.771
  • Outros1.038
  • Erosão786
  • Doenças infecciosas275
ClimatológicoHidrológicoMeteorológicoOutros (2.248 fora da base)
edição de 2026-04 · coletada em 2026-08-06

A base guarda três dos quatro grupos da classificação do Atlas. O climatológico reúne estiagem e seca, incêndio florestal, onda de frio, onda de calor e baixa umidade. O hidrológico reúne enxurradas, chuvas intensas, inundações, alagamentos, movimento de massa; o deslizamento está neste grupo, porque não há um grupo geológico separado. O meteorológico reúne vendavais e ciclones, granizo, tornado, onda de frio. O quarto grupo, que o Atlas chama de Outros, junta 5 tipos e 2.248 decretos que a própria fonte não põe em nenhum grupo climático, como erosão, doença infecciosa e rompimento de barragem. Pôr esses decretos em qualquer um dos três grupos seria uma escolha da plataforma, e não da fonte.

A classificação põe o mesmo perigo em grupos diferentes, como mostra a tabela. A onda de frio aparece duas vezes, no grupo climatológico e no meteorológico, com códigos diferentes. A onda de calor e baixa umidade aparece no climatológico e também no grupo Outros. Por isso, o mesmo perigo cai em grupos diferentes, conforme o código que o município usou no registro. Esta base copia a classificação como ela foi publicada e não junta os grupos, porque isso trocaria o critério da fonte pelo critério da plataforma.

O reconhecimento federal é a segunda etapa que deixa casos de fora, e é a mais desigual entre os tipos. No tipo estiagem e seca, o governo federal reconheceu 61,4% dos decretos. No movimento de massa, reconheceu 10,8%. Essa diferença mostra o andamento do processo administrativo, e não o tamanho do dano. Um decreto não reconhecido pode ter sido negado ou pode estar esperando análise. A base conta os dois casos juntos, porque a fonte publica o decreto e o reconhecimento sem separar um caso do outro.

Onde cada tipo é registrado no território

Os três grupos não se distribuem do mesmo jeito pelo país, e a diferença entre eles é tão grande que não precisa de um coeficiente para aparecer. Escolha um tipo para ver como ele se distribui. A tabela mostra os três tipos juntos.

▸ decretos acumulados por região, no tipo escolhido

A barra é a soma de todos os decretos daquele tipo na região, em toda a série. A porcentagem é a parte da região no total do país para aquele tipo. A comparação é entre REGIÕES NO MESMO TIPO. Comparar tipos diferentes na mesma barra misturaria quantas vezes o perigo acontece com o lugar onde ele acontece.

tipo
  • Nordeste21.561
  • Sul6.647
  • Sudeste5.359
  • Centro-Oeste2.144
  • Norte1.549
edição de 2026-04 · coletada em 2026-08-06

Cada grupo se distribui de um jeito pelo país. O climatológico, que é sobretudo estiagem e seca, tem 57,9% dos decretos do país no Nordeste. O meteorológico, que é vendaval, granizo e tornado, tem 71,6% no Sul. O hidrológico é o mais espalhado, mas mesmo assim 65,8% dele está no Sul e no Sudeste.

Esta distribuição mistura três coisas, e a página não consegue separá-las: onde o perigo acontece, quantas pessoas e quanto patrimônio ele atinge, e quanta estrutura administrativa o município tem para transformar o evento em decreto. Um município pequeno que não formaliza o desastre desaparece do mapa, mesmo tendo sido atingido. Por isso, o registro pode contar menos desastres do que houve nos municípios com menos estrutura administrativa.

Onde o risco é maior, houve mais decretos?

O AdaptaBrasil, a plataforma do governo federal sobre os impactos da mudança do clima, publica índices que tratam do futuro: o risco de um município sofrer um certo impacto. O Atlas trata do passado: o que já foi decretado. A pergunta que liga os dois é limitada, mas útil: nos municípios que o índice aponta como os de MAIOR risco, o desastre correspondente foi decretado mais vezes do que no resto do país?

▸ decretos nos 100 municípios de maior risco, comparados com a mediana do país

A barra mostra quantas vezes a mediana de decretos dos municípios de maior risco é maior do que a mediana do país. A mediana é o valor do meio quando os municípios são postos em ordem. O valor 1 quer dizer que esses municípios decretam tanto quanto um município qualquer. O valor 2 quer dizer o dobro. A página usa a MEDIANA porque o número de decretos é muito desigual entre os municípios: um único município com trinta decretos mudaria a média de um grupo de cem.

  • Risco de impacto na disponibilidade de alimentos · Climatológico6,67×
  • Estresse hídrico · Climatológico4×
  • Risco de impacto no acesso e no consumo de alimentos · Climatológico3,33×
  • Deslizamento de terra · Hidrológico2,5×
  • Inundações, enxurradas e alagamentos · Hidrológico1,17×
  • Integridade do bioma · Climatológico0,67×
edição de 2026-09 · coletada em 2026-09-07

Nos 100 municípios com maior risco para a segurança alimentar, a mediana é de 20 decretos climatológicos. No país inteiro, a mediana é de 3. Isso dá 6,67 vezes mais decretos no grupo de maior risco. Só 3 dos 100 nunca assinaram decreto. Isto significa que, nesse grupo de maior risco, o índice aponta para os lugares onde o poder público de fato reconheceu a seca.

A tabela de coeficientes não mostra os casos concretos. Os municípios com o maior índice de risco para a segurança alimentar ficam no semiárido da Bahia e no sertão do Piauí, e o registro de decretos vai na mesma direção: Matina, BA, com 21 decretos climatológicos; Malhada, BA, com 17; Betânia do Piauí, PI, com 22. Nesses municípios, o índice alto e o número alto de decretos coincidem.

Outros índices dão resultados diferentes. O risco de inundação quase não faz diferença: os 100 municípios de maior risco têm mediana de 3.5 decretos hidrológicos, e o país tem 3, uma razão de 1,17. O índice de integridade de bioma vai no sentido CONTRÁRIO: os municípios com os maiores valores têm mediana de 2, e o país tem 3. Além disso, 17 dos 100 nunca assinaram nenhum decreto.

  • O índice mede quantas pessoas estão expostas, e o decreto mede a capacidade de formalizar

    vale para os dois casos

    O índice de integridade de bioma é alto onde há grandes áreas de vegetação nativa, isto é, na Amazônia e no interior do Cerrado. Ali, os municípios são grandes, têm pouca gente e pouca estrutura administrativa, e assinam menos decretos de todos os tipos, porque o decreto exige uma defesa civil organizada, um laudo e um processo. O resultado contrário não diz que o risco protege. Diz que a medida do risco e a medida do registro dependem de coisas diferentes.
  • A inundação é local e o decreto é municipal

    explica o resultado quase igual

    Uma seca atinge o município inteiro e dura meses, e por isso o prefeito assina o decreto. Uma inundação atinge alguns bairros e passa em dias, e parte dos casos se resolve sem decreto. O índice de inundação aponta o município onde existe área sujeita a inundação. O decreto só é contado quando a inundação foi grande o bastante para virar um ato administrativo. As duas coisas são verdadeiras e medem tamanhos de evento diferentes.
  • O índice projeta risco futuro e o decreto registra eventos passados

    limite dos dados

    Cada índice do AdaptaBrasil se refere a um único ano, entre 2015 e 2020, e estima o risco futuro a partir da exposição, da sensibilidade e da capacidade de adaptação. O Atlas soma decretos de 1991 a 2025. Um índice que acerte totalmente o risco de 2030 pode não ter relação com o que foi decretado nos anos 1990, e isso não seria um defeito do índice.
  • A correlação no país inteiro e o grupo de maior risco respondem a perguntas diferentes

    por que os dois números divergem

    A correlação entre o risco de disponibilidade de alimentos e os decretos climatológicos, calculada município a município, é de 0,237. Os manuais de estatística chamam esse valor de fraco. Mesmo assim, os municípios de maior risco têm 6,67 vezes a mediana de decretos do país. Os dois números não se contradizem. A correlação mede a relação em TODOS os municípios, e a maioria deles tem risco médio e poucos decretos. A segunda conta mede só o grupo de maior risco. Por isso, a segunda conta descreve melhor o grupo de maior risco.

Todas as séries do domínio

Cada série mostra o período coberto, o número de fontes e o caminho até os dados. A lista vai da série com mais observações para a série com menos. Ela inclui as séries que não têm gráfico nesta página, para que os dados delas também possam ser consultados.

  • Desastres registrados

    1928–2026 · 50.945 obs

    contagem2 fontes5.228 recortes
    A série conta desastres reconhecidos formalmente. Onde o município não formaliza o desastre, ele fica de fora, e por isso pode haver subnotificação.
  • Desastre climatológico registrado por município

    1991–2025 · 34.740 obs

    contagemfonte única4.046 recortes
    Esta série reúne os decretos que o Atlas Digital de Desastres põe no grupo climatológico: estiagem e seca, incêndio florestal, onda de frio e onda de calor com baixa umidade. Ela conta decretos, e não eventos: mede o reconhecimento formal, que é diferente da ocorrência, e depende de o município formalizar. A série é separada por tipo para que a comparação com índice de risco seja feita em pares: risco de estresse hídrico contra seca, e não contra qualquer desastre.
  • Desastre hidrológico registrado por município

    1991–2025 · 22.337 obs

    contagemfonte única4.708 recortes
    Esta série reúne os decretos que o Atlas Digital de Desastres põe no grupo hidrológico: enxurrada, inundação, alagamento, chuvas intensas e movimento de massa. Ela conta decretos, e não eventos. É a série que forma par com "Índice de risco para inundações, enxurradas e alagamentos" e com "Índice de risco para deslizamento de terra". O grupo vem do Atlas, que publica o grupo de cada decreto numa coluna própria, e a base copia essa coluna. Na COBRADE, a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres, o movimento de massa tem código do grupo geológico (1.1.3), e as chuvas intensas têm código do grupo meteorológico (1.3.2.1.4). O Atlas põe os dois no grupo hidrológico.
  • Desastre meteorológico registrado por município

    1991–2025 · 6.178 obs

    contagemfonte única2.079 recortes
    Esta série reúne os decretos que o Atlas Digital de Desastres põe no grupo meteorológico: vendaval e ciclone, granizo, tornado e onda de frio. Ela conta decretos, e não eventos.
  • Dano econômico de desastre registrado

    1964–2026 · 543 obs

    USD mifonte única16 recortes
    O dano é declarado, e não apurado. Muitos eventos entram sem valor nenhum, e a série mede o que foi estimado e informado. A métrica separa o dólar corrente do ano e o valor corrigido por índice de preços pelo próprio CRED. O EM-DAT, base internacional de desastres mantida pelo CRED, só registra o desastre que passa de um limiar: 10 mortos, 100 afetados, declaração de emergência ou pedido de ajuda internacional. O que fica abaixo disso não existe nesta base. Por isso ela não se soma nem se compara ao Atlas Digital de Desastres brasileiro, que registra o reconhecimento formal pelo município. A cobertura cresce com o registro, e não com o desastre: ler a série longa como aumento de desastres confunde melhora do registro com piora do clima. O recorte separa grupo e subgrupo. Os grupos geofísico e biológico não são clima, e o grupo tecnológico inteiro também não.
  • Mortes em desastre registrado

    1928–2026 · 532 obs

    mortes/anofonte única18 recortes
    O EM-DAT, base internacional de desastres mantida pelo CRED, só registra o desastre que passa de um limiar: 10 mortos, 100 afetados, declaração de emergência ou pedido de ajuda internacional. O que fica abaixo disso não existe nesta base. Por isso ela não se soma nem se compara ao Atlas Digital de Desastres brasileiro, que registra o reconhecimento formal pelo município. A cobertura cresce com o registro, e não com o desastre: ler a série longa como aumento de desastres confunde melhora do registro com piora do clima. O recorte separa grupo e subgrupo. Os grupos geofísico e biológico não são clima, e o grupo tecnológico inteiro também não.
  • Pessoas afetadas por desastre registrado

    1961–2026 · 472 obs

    pessoas/anofonte única18 recortes
    Afetado é a soma de feridos, desabrigados e pessoas que precisaram de assistência imediata. A definição varia entre as fontes primárias que o CRED reúne. O EM-DAT, base internacional de desastres mantida pelo CRED, só registra o desastre que passa de um limiar: 10 mortos, 100 afetados, declaração de emergência ou pedido de ajuda internacional. O que fica abaixo disso não existe nesta base. Por isso ela não se soma nem se compara ao Atlas Digital de Desastres brasileiro, que registra o reconhecimento formal pelo município. A cobertura cresce com o registro, e não com o desastre: ler a série longa como aumento de desastres confunde melhora do registro com piora do clima. O recorte separa grupo e subgrupo. Os grupos geofísico e biológico não são clima, e o grupo tecnológico inteiro também não.
  • Municípios monitorados pelo Cemaden

    2020–2025 · 2 obs

    municipiosfonte única
    Municípios cobertos pelo monitoramento do Cemaden, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Este número é o denominador do alerta. O número de alertas de um ano sobe quando mais municípios passam a ser monitorados, sem que nenhum evento tenha aumentado. Por isso a contagem de alertas não se lê sem esta série ao lado. É a mesma lógica do decreto do Atlas, que depende de o município formalizar, aplicada ao outro instrumento.
  • Ocorrências de desastre registradas pelo Cemaden

    2025–2025 · 1 obs

    ocorrenciasfonte única
    Ocorrências de desastre registradas pelo Cemaden no ano. O instrumento é diferente do decreto do Atlas Digital de Desastres. O Cemaden registra o evento observado pela sua rede de monitoramento. O Atlas registra o decreto municipal de emergência ou calamidade reconhecido pelo governo federal. Um evento pode aparecer num e não no outro, e a diferença entre os dois não é erro de nenhum deles.