Sobre o projeto

O Clima em Dados reúne dados abertos sobre a mudança do clima no Brasil, principalmente sobre emissões de gases de efeito estufa e risco climático. Esses dados ajudam a entender o aquecimento global e a apoiar medidas para reduzi-lo. Eles também ajudam a avaliar dois riscos para a economia: o risco físico, que vem dos danos causados pelo clima, e o risco de transição, que vem da mudança para uma economia com menos emissões. Há um terceiro risco, o distributivo, que trata dos efeitos do clima e da transição sobre a inflação, sobre a transferência de renda e sobre a sociedade em geral. A base não avalia o risco distributivo. Esta página apresenta as três perguntas que organizam os dados, os autores do trabalho e o que a base não faz.

A base reúne 1.275.925 observações, isto é, valores publicados por uma fonte para um ano e um lugar. Esses valores vêm de 83 fontes, vão de 1750 a 2100 e cobrem 7.791 recortes espaciais, do país inteiro até o município.

As três perguntas

  • O Brasil está cumprindo o que prometeu?

    Esta pergunta reúne o Plano Clima, que é o plano do governo federal para a mudança do clima, os compromissos de cada setor e a NDC, a meta que o Brasil apresenta ao Acordo de Paris (o nome oficial é Contribuição Nacionalmente Determinada). Para cada compromisso, a base registra o que foi prometido, o prazo e o valor mais recente da série que mede esse compromisso.
  • Quem está dizendo isso, e com que autoridade?

    Esta pergunta mostra quem publica dados sobre o clima no Brasil. Para cada fonte, a base registra com que frequência ela publica, quanto tempo passa entre o ano medido e a publicação, qual é a licença de uso e de quais outras fontes ela copia dados.
  • O sistema físico está perdendo estabilidade?

    Esta pergunta trata da Amazônia, dos manguezais, das cidades, dos recifes de coral e de outros subsistemas, isto é, partes do sistema climático. Segundo a literatura científica, essas partes podem passar a um estado diferente e não voltar mais ao anterior. O limite a partir do qual isso acontece se chama ponto de inflexão. Para cada subsistema, a base registra as medidas que indicam se ele está perdendo a capacidade de se recuperar.

As três perguntas usam o mesmo conjunto de observações. Nenhum número é copiado de uma pergunta para outra. Cada pergunta chega às mesmas observações guardadas. Por isso, quando uma observação é corrigida, a correção aparece nas três ao mesmo tempo.

Autoria

Karen de Oliveira Silverwood-Cope e Tiago Barros Pontes e Silva.

Tiago Barros Pontes e Silva conduziu a montagem da base e o desenvolvimento da plataforma. Sob essa condução, um modelo de IA (Claude) escreveu o código da plataforma e os programas que extraem os dados. A história e os conceitos sobre como o governo brasileiro tomou as decisões da política climática vêm da pesquisa de Karen de Oliveira Silverwood-Cope. O material didático usado para interpretar os dados foi produzido pelos dois.

Karen de Oliveira Silverwood-Cope

história e conceitos da política climática brasileira

Diretora de Clima no World Resources Institute Brasil (WRI Brasil). Coordenadora da Subrede de políticas públicas da Rede Clima. É servidora pública federal da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, atuando em temas relacionados ao meio ambiente e mudança do clima desde 2009. Foi Diretora do Plano Nacional de Adaptação à mudança do clima, Coordenadora-geral do Plano Nacional sobre mudança do clima e do Fundo Nacional sobre mudança do clima. Foi Coordenadora-Geral de Oceano, Antártica no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações e Assessora responsável pela área de meio ambiente e Secretária Adjunta Substituta na Secretaria de Análise Governamental da Casa Civil, da Presidência da República. Doutora em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), com pesquisa na área de políticas públicas e meio ambiente, na qual investigou processos decisórios e formação de agenda governamental sobre a Política Nacional de Mudança do Clima. Mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento pela London School of Economics (LSE), com ênfase na formulação de orçamento e planejamento governamental. Mestre em Ciência Política pela UnB com foco em planejamento e orçamento para políticas ambientais, dissertação premiada pela Secretaria de Orçamento Federal do Governo Federal. Bacharela em Ciência Política pela UnB.

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Tiago Barros Pontes e Silva

condução da montagem da base e do desenvolvimento da plataforma

Professor Associado do Departamento de Design da Universidade de Brasília (UnB), onde ingressou em 2006. Coordenou os Cursos de Graduação e de Pós-Graduação em Design, além de atuar em representações da administração superior, como o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e a Câmara de Pesquisa e Extensão (CPP). É Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028) e foi Presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-graduação em Design da Área 29 da CAPES (2024-2025). Atuou como Membro de Comissões Assessoras de Área do INEP/MEC em Design e Formação Geral. Como pesquisador do PPG Design, dedica-se às áreas de Ergonomia Cognitiva, Design de Interação, da Informação, Visualização de Dados e de Jogos com Propósito, com foco em tarefas cognitivas complexas, pensamento computacional, IA generativa, saúde, aprendizagem e ludicidade. Foi responsável pela elaboração e submissão da Proposta de Criação do Doutorado Acadêmico em Design da UnB, aprovada pela CAPES em 2024. Doutor em Arte (2014) pela UnB, na linha de Arte e Tecnologia, com pesquisa em Arte Computacional Evolutiva. Mestre em Psicologia (2006) pela UnB, com ênfase em Ergonomia Cognitiva, e Bacharel em Design nas Habilitações de Projeto de Produto (2002) e Programação Visual (2003) pela mesma universidade.

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O que esta base não faz

  • Não calcula média entre fontes

    Quando duas fontes medem a mesma coisa e chegam a valores diferentes, a base publica as duas lado a lado. Cada uma aparece com o período que cobre e o método que declarou. Uma média entre elas daria um valor que nenhuma fonte mediu. Além disso, a diferença entre fontes independentes ajuda a entender o método de cada uma.
  • Não projeta

    As projeções mostradas aqui foram feitas pelas fontes que as publicaram. Elas levam a marca de projeção e aparecem nos gráficos com linha tracejada. A base não faz cenários próprios. Por isso, o ano final e as premissas de cada projeção são os que a fonte declarou.
  • Não preenche lacunas

    Quando falta a medida de um ano, o ano fica vazio. A descrição de cada série informa quantos anos foram medidos e quantos faltam no período coberto. Preencher o vazio com um valor estimado a partir dos anos vizinhos criaria um número que nenhuma fonte mediu. Quando a série fosse usada fora daqui, esse número não poderia ser distinguido dos medidos. A falta também é uma informação, porque mostra quando uma fonte deixou de medir.
  • Usa a classificação de cada fonte, com duas exceções

    Quando um dado vem classificado, por exemplo por setor ou por tipo de desastre, o critério é o da fonte que o publicou. Há duas exceções, em que a classificação é da base: o gasto tributário e os subsídios da União. Nos dois casos, a base aplica a classificação climática que o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) usa na despesa do orçamento. Uma tabela registra, linha a linha, a categoria dada a cada item, o critério e o grau de confiança: alto, médio ou baixo. Assim, cada classificação pode ser conferida ou recusada sem mexer nos dados que ela classifica.