Sobre o projeto

Esta página apresenta o propósito da base, os três recortes que a organizam, a autoria do trabalho e os limites que ela declara para si. A base reúne dados abertos sobre emissões de gases de efeito estufa e risco climático para o Brasil, com o objetivo de oferecer evidências e informar as pessoas, de modo a apoiar as medidas de combate ao aquecimento global e a gestão do risco físico, do risco de transição e do risco distributivo sobre a economia.

A base reúne 663.649 observações de 82 fontes, cobrindo de 1750 a 2100 em 7.758 recortes espaciais, do país inteiro ao município.

Os três recortes

  • Chegamos onde prometemos?

    Este recorte reúne o Plano Clima, os compromissos setoriais e a promessa que o Brasil registrou junto ao Acordo de Paris, denominada Contribuição Nacionalmente Determinada, ou NDC. De cada compromisso a base registra o que foi prometido, o prazo estabelecido e a posição atual da série que o mede.
  • Quem está dizendo isso, e com que autoridade?

    Este recorte registra quem publica dado climático sobre o Brasil, com que periodicidade, com quanto atraso entre o ano medido e a data de divulgação, sob que licença de uso, e quais fontes copiam dados de quais outras.
  • O sistema físico está perdendo estabilidade?

    Este recorte trata da Amazônia, dos manguezais, das cidades, dos recifes de coral e dos demais subsistemas que a literatura científica identifica como capazes de mudar de estado sem retorno, condição denominada ponto de inflexão. Ao lado de cada subsistema, a base registra as medidas que indicam perda de capacidade de recuperação.

Os três recortes leem o mesmo registro de observações. Nenhum número é copiado de um recorte para outro; cada um parte de uma entrada distinta e alcança a mesma observação guardada. Em consequência, a correção de uma observação corrige os três recortes simultaneamente.

Autoria

Karen de Oliveira Silverwood-Cope e Tiago Barros Pontes e Silva.

A montagem da base, a extração e o desenvolvimento da plataforma são de Tiago Barros Pontes e Silva. A camada histórica e conceitual sobre o processo decisório da política climática brasileira vem da pesquisa de Karen de Oliveira Silverwood-Cope, e o acervo pedagógico usado como camada de interpretação é obra dos dois.

Karen de Oliveira Silverwood-Cope

camada histórica e conceitual da política climática brasileira

Diretora de Clima no World Resources Institute Brasil (WRI Brasil). Coordenadora da Subrede de políticas públicas da Rede Clima. É servidora pública federal da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, atuando em temas relacionados ao meio ambiente e mudança do clima desde 2009. Foi Diretora do Plano Nacional de Adaptação à mudança do clima, Coordenadora-geral do Plano Nacional sobre mudança do clima e do Fundo Nacional sobre mudança do clima. Foi Coordenadora-Geral de Oceano, Antártica no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações e Assessora responsável pela área de meio ambiente e Secretária Adjunta Substituta na Secretaria de Análise Governamental da Casa Civil, da Presidência da República. Doutora em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), com pesquisa na área de políticas públicas e meio ambiente, no qual investigou processos decisórios e formação de agenda governamental sobre a Política Nacional de Mudança do Clima. Mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento pela London School of Economics (LSE), com ênfase na formulação de orçamento e planejamento governamental. Mestre em Ciência Política pela UnB com foco em planejamento e orçamento para políticas ambientais, dissertação premiada pela Secretaria de Orçamento Federal do Governo Federal. Bacharela em Ciência Política pela UnB.

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Tiago Barros Pontes e Silva

montagem da base, extração e desenvolvimento da plataforma

Professor Associado do Departamento de Design da Universidade de Brasília (UnB), onde ingressou em 2006. Coordenou os Cursos de Graduação e de Pós-Graduação em Design, além de atuar em representações da administração superior, como o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e a Câmara de Pesquisa e Extensão (CPP). É Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028) e foi Presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-graduação em Design da Área 29 da CAPES (2024-2025). Atuou como Membro de Comissões Assessoras de Área do INEP/MEC em Design e Formação Geral. Como pesquisador do PPG Design, dedica-se às áreas de Ergonomia Cognitiva, Design de Interação, da Informação, Visualização de Dados e de Jogos com Propósito, com foco em tarefas cognitivas complexas, pensamento computacional, IA generativas, saúde, aprendizagem e ludicidade. Foi responsável pela elaboração e submissão da Proposta de Criação do Doutorado Acadêmico em Design da UnB, aprovada pela CAPES em 2024. Doutor em Arte (2014) pela UnB, na linha de Arte e Tecnologia, com pesquisa em Arte Computacional Evolutiva. Mestre em Psicologia (2006) pela UnB, com ênfase em Ergonomia Cognitiva, e Bacharel em Design nas Habilitações de Projeto de Produto (2002) e Programação Visual (2003) pela mesma universidade.

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O que esta base não faz

  • Não calcula média entre fontes

    Quando duas fontes medem a mesma grandeza e chegam a valores diferentes, as duas ficam publicadas lado a lado, cada uma com o período que cobre e o método que declarou. A média entre elas produziria um valor sem origem observacional, e a divergência entre observadores independentes é informação sobre o método de cada um.
  • Não projeta

    As projeções que aparecem vêm da fonte que as publicou, marcadas pelo qualificador de projeção e desenhadas com traço interrompido. A base não gera cenário próprio, de modo que o horizonte e a premissa de cada projeção são os que a fonte declarou.
  • Não preenche lacunas

    Ano sem medida permanece sem medida, e a lacuna viaja com a série: a descrição de cada uma registra quantos anos foram medidos e quantos faltam dentro do período coberto. Interpolar inseriria um valor sem origem observacional, indistinguível dos medidos assim que a série fosse reutilizada fora daqui. A ausência também é resultado, porque ela registra quando uma fonte deixou de medir.
  • Não classifica por conta própria

    Onde há classificação, o critério vem declarado da fonte que o publicou. A correspondência entre dois critérios diferentes é registrada linha a linha, com o grau de confiança de cada par, para que a equivalência possa ser conferida ou recusada em separado do dado que ela liga.