Emissão por setor

A emissão brasileira repartida entre os setores que a produzem, com todas as fontes que fazem essa repartição, uma a uma. É aqui que se vê qual parcela cresce, e é aqui que as fontes mais discordam entre si.
10 fontes169 recortes setoriais

São 9.044 observações de emissão por setor, vindas de 10 fontes que não recortam do mesmo jeito. Duas delas quebram por setor; uma quebra por setor e por gás; as outras publicam um agregado só.

Emissão por setor

O inventário nacional reparte a emissão de 2022 em cinco setores, e dois deles respondem por 70% do total: uso da terra e floresta, com 805,7 MtCO2e, e agropecuária, com 622 MtCO2e. É um perfil que não se parece com o de país industrializado, onde a energia domina: aqui ela é a terceira parcela.

o que cada setor emitiu em 2022, pelo inventário nacional (MtCO2e)

As cinco parcelas somam a emissão LÍQUIDA do país, 2.039,2 MtCO2e, com a remoção do uso da terra já descontada dentro daquele setor. O ano é o mais recente que o inventário fecha, e ele sai com dois anos de atraso porque passa por revisão internacional antes de ser publicado.

  • Uso da terra e floresta805,7 MtCO2e
  • Agropecuária622 MtCO2e
  • Energia418,5 MtCO2e
  • Processos industriais102,3 MtCO2e
  • Resíduos90,8 MtCO2e

Emissões de gases de efeito estufa do Brasil por setor (MtCO2e/ano)

Mudança de uso da terra é a maior e a mais volátil parcela do perfil brasileiro, e é a que mais depende do mapeamento de desmatamento que cada fonte adota. Desenho de 6 de 6 recortes, os de maior valor no último ano.

fonteréguanível
sem LULUCFMudança de Uso da Terra e FlorestaAgropecuáriaEnergiaProcessos IndustriaisResíduosem MtCO2e/ano
BTRgwp100_ar56 recortes neste nívelum nível por vez

Quem declara a própria emissão, e o que isso alcança

Abaixo do inventário nacional existe o inventário CORPORATIVO, feito por organização. O Brasil tem dois registros desse tipo, e eles são opostos em quase tudo. O Registro Público de Emissões, do FGVces, é VOLUNTÁRIO e publica a estatística agregada; o inventário da CETESB é OBRIGATÓRIO por decisão de diretoria do Estado de São Paulo e não publica nem listagem nem agregado.

Emissao registrada no inventario corporativo voluntario (MtCO2e/ano)

OS TRÊS ESCOPOS NÃO SE SOMAM. Escopo 1 é a emissão própria da organização, escopo 2 é a da energia que ela compra, e escopo 3 é a da cadeia de valor, isto é, emissão de OUTRAS organizações contada no inventário de quem relata. Somar os três conta a mesma tonelada várias vezes, e o escopo 3 ainda inclui emissão ocorrida fora do Brasil. Desenho de 3 de 3 recortes, os de maior valor no último ano.

escopo 3escopo 1escopo 2 localizacaoem MtCO2e/ano
RPE3 recortes neste nível

Organizacoes no registro corporativo voluntario (organizacoes)

A série de cima não se lê sem esta. O registro é voluntário, e a emissão que ele contabiliza sobe quando mais organizações aderem, sem que emissão nenhuma tenha aumentado. Entre 2008 e 2024 os participantes passaram de vinte e três para seiscentos e sessenta e nove.

RPEem organizacoes
20082024fonte únicadefasagem 10 anos

SÃO PAULO CONCENTRA QUASE METADE DO REGISTRO VOLUNTÁRIO: 394 das 889 organizações, contra 115 do Rio de Janeiro e 91 de Minas Gerais. É o mesmo estado onde o inventário corporativo é OBRIGATÓRIO desde 2024, e onde a autoridade ambiental recebe declaração de todo estabelecimento licenciado acima do limiar. As duas coisas convivem: as empresas paulistas declaram voluntariamente à FGV, que publica o agregado, e obrigatoriamente à CETESB, que não publica nada.

NENHUM DOS DOIS REGISTROS PUBLICA A EMISSÃO DE CADA ORGANIZAÇÃO, e essa é a conclusão do confronto. A interface da FGV expõe três coisas: o agregado por escopo, a lista de participantes com setor, estado e qualificação, e a geolocalização; não há caminho público que devolva quanto uma empresa nomeada declarou. A da CETESB exige cadastro e o número de licença de um estabelecimento específico para responder qualquer coisa. Existem 3.596 inventários corporativos publicados no registro voluntário, e o que se pode ler deles é quantos são e de quem, e não quanto.

O escopo 1 do registro voluntário, que é a emissão própria das organizações participantes, chega a duzentas e uma megatoneladas em 2024. Posto ao lado do inventário nacional sem uso da terra, que passa de mil e duzentas, isso dá uma ordem de grandeza do alcance: o que as maiores empresas do país declaram voluntariamente sobre si mesmas é uma fração do que o país emite, e essa fração cresceu junto com a adesão, e não necessariamente com a emissão.

O escopo 3 é maior que o inventário nacional inteiro sem uso da terra, e isso não é contradição: ele conta a emissão da cadeia de valor de cada organização, de modo que a mesma tonelada aparece no inventário de quem a emitiu e no de quem comprou o produto, e boa parte dela ocorre fora do país. A série também é instável de um jeito que só a mudança de quem reporta explica: ela salta de menos de três megatoneladas em 2009 para trezentas e sessenta e sete em 2010 e setecentas e oitenta e cinco em 2011, e cai para duzentas e oitenta e duas em 2012.

A CETESB É O CONTRÁRIO EM TUDO, E POR ISSO NÃO ESTÁ DESENHADA AQUI. O inventário corporativo do Estado de São Paulo é compulsório para estabelecimento licenciado, instituído pela Decisão de Diretoria 083 de 2024, com entrega até 31 de outubro de cada ano e limiar declarado de vinte mil toneladas anuais de dióxido de carbono equivalente no escopo 1. A interface responde sem credencial e informa que existem treze ciclos de inventário, de 2012 a 2024, e devolve a taxonomia inteira com trinta e nove setores. O que ela não devolve é dado: não há listagem, não há agregado, e a busca por empreendimento exige cadastro e o número de licença de um estabelecimento específico.

O confronto entre os dois é o resultado desta seção, e ele é sobre transparência, e não sobre emissão. O registro VOLUNTÁRIO publica a estatística agregada de dezessete anos e permite que qualquer pessoa a leia. O registro OBRIGATÓRIO, que alcança por definição mais estabelecimentos e cujo dado é exigido por norma, não publica nem quantas toneladas foram declaradas nem por quantas organizações. O instantâneo da CETESB foi guardado nesta base como PROVA de que o dado existe, de quantos anos ele cobre e em que recorte, e não como dado.

Os dois relatórios oficiais, e o que cada um responde

O Brasil publica dois documentos à Convenção que costumam ser citados como se fossem intercambiáveis, e não são. O Relatório Bienal de Transparência diz QUANTO O PAÍS EMITE; a Comunicação Nacional diz O QUE ACONTECE COM O PAÍS. Os dois estão guardados na base, e o que segue é o que cada um afirma.

O PRIMEIRO RELATÓRIO BIENAL DE TRANSPARÊNCIA foi submetido em dezembro de 2024, com ano de referência 2022, e substituiu os antigos Relatórios de Atualização Bienal. Ele carrega o Relatório de Inventário Nacional, que é a fonte do número de emissão desta página, e declara a métrica que usa, o potencial de aquecimento de cem anos do quinto relatório do IPCC. Além do inventário, ele traz o capítulo de apoio financeiro recebido, que é de onde sai o número do fluxo internacional para o Brasil.

A QUARTA COMUNICAÇÃO NACIONAL responde outra pergunta. Seu capítulo de impactos, vulnerabilidades e adaptação organiza a análise em quatro seguranças, a hídrica, a energética, a alimentar e a socioambiental, e avalia cada uma por NÍVEL DE AQUECIMENTO, e não por ano: um mundo meio grau acima, dois graus acima, quatro graus acima. A escolha é metodológica e importa, porque desloca a pergunta de quando para quanto.

O QUE A COMUNICAÇÃO REGISTRA COMO JÁ OBSERVADO, e não como projeção: aumento de temperatura em todas as regiões brasileiras nas últimas décadas, da ordem de meio grau por década nas médias das mínimas e das máximas, chegando a um grau em certas regiões no inverno e na primavera, acompanhado de aumento superior a trinta por cento no número de dias com temperatura máxima extrema em praticamente todo o país. Na chuva, o sinal é regional e vai nos dois sentidos: redução no acumulado anual no sudoeste do Norte, no leste do Centro-Oeste e nas regiões Nordeste e Sudeste, e aumento no extremo norte do Norte e na região Sul.

A divisão de trabalho entre os dois é limpa, e a lacuna que sobra também. O relatório bienal diz o que o país emite. A comunicação nacional diz o que acontece com o país. NENHUM DOS DOIS DIZ O QUE SERÁ FEITO, e essa é a função do Plano Clima, cujas metas e indicadores estão em as promessas de adaptação . As medidas físicas observadas que a plataforma guarda por conta própria, de outras fontes, estão em estado do sistema , e onde elas discordam entre si está em onde as fontes discordam .

Três gases, três histórias

Todas as outras contas desta página estão em CO2 equivalente, e equivalência é escolha: ela pesa cada gás por uma régua que o IPCC revisa. Aqui não há régua. São as três séries em MASSA DO GÁS, do Apêndice I do Quinto Relatório de Atualização Bienal, e elas não mudam quando o IPCC troca de relatório.

AS TRÊS SÉRIES ANDAM EM DIREÇÕES DIFERENTES, e o total em CO2 equivalente esconde isso. Entre 1990 e 2020, o gás carbônico brasileiro variou 0,5%, ou seja terminou onde começou. No mesmo período o metano subiu 38,1% e o óxido nitroso subiu 77,3%. O gás carbônico é o que o desmatamento move, e a queda do desmatamento cancelou o crescimento da energia; os outros dois vêm sobretudo do rebanho e do solo agrícola, e cresceram sem interrupção.

É AQUI QUE A TROCA DE RÉGUA APARECE. O potencial de aquecimento de cem anos do metano passou de 21, no Segundo Relatório do IPCC, para 28 no Quinto; o do óxido nitroso caiu de 310 para 265. Um país que emite sobretudo gás carbônico quase não sente a troca; um país cujo crescimento está em metano e óxido nitroso sente, e é por isso que o total brasileiro de 2020 sobe 6,4% ao passar de uma régua para a outra sem que nada tenha sido emitido a mais. As três séries acima são o que sobra quando essa escolha é retirada da conta.

os três gases na mesma escala de trajetória, 1990 = 100

Cada curva é a própria série dividida pelo valor do primeiro ano, em massa do gás. Índice não mede peso climático e não substitui a régua: o metano andar mais que o gás carbônico não quer dizer que ele pese mais no total, e sim que ele cresceu mais em relação a si mesmo. O peso de cada um depende do potencial de aquecimento, e é o que a seção seguinte trata.

CO2CH4N2Oem índice

Emissões líquidas de CO2 do Brasil, em massa do gás (MtCO2/ano)

A curva está em massa do gás, e não em CO2 equivalente: ela NÃO SE SOMA com as dos outros dois gases, porque somar massa de gases diferentes é somar coisas que aquecem em escalas diferentes.

BURem MtCO2/ano
19902020fonte únicadefasagem 19 anos

Emissões de metano do Brasil, em massa do gás (ktCH4/ano)

A curva está em massa do gás, e não em CO2 equivalente: ela NÃO SE SOMA com as dos outros dois gases, porque somar massa de gases diferentes é somar coisas que aquecem em escalas diferentes.

BURem ktCH4/ano
19902020fonte únicadefasagem 19 anos

Emissões de óxido nitroso do Brasil, em massa do gás (ktN2O/ano)

A curva está em massa do gás, e não em CO2 equivalente: ela NÃO SE SOMA com as dos outros dois gases, porque somar massa de gases diferentes é somar coisas que aquecem em escalas diferentes.

BURem ktN2O/ano
19902020fonte únicadefasagem 19 anos

Quanto o Brasil reviu a si mesmo

A emissão de um ano fechado não é um número fixo. Cada relatório à Convenção recalcula a série inteira, e o mesmo ano sai com valor diferente em edições diferentes. Esta seção põe lado a lado o que cada edição publicou, na mesma régua, e mede a distância entre elas.

a emissão de cada ano segundo cada edição do reporte

CADA MARCA É UMA EDIÇÃO dizendo quanto o Brasil emitiu naquele ano, e onde há marcas empilhadas na mesma vertical há edições discordando sobre o mesmo ano. As marcas NÃO SÃO LIGADAS por linha de propósito: cada edição publica cinco ou seis anos escolhidos por ela, e ligar 1994 a 2000 desenharia uma trajetória que nenhuma delas mediu. A linha contínua é a única série anual do conjunto, o inventário de 2024, e ela está aí como fundo de comparação.

SÃO 13 EDIÇÕES DO MESMO REPORTE LIDAS ATÉ AQUI, e a curva de cada uma está no gráfico acima. ELAS NÃO SE COMPARAM COMO SE MEDISSEM A MESMA COISA, e é essa a ressalva que a seção existe para fazer: a Comunicação Nacional e o Relatório Bienal de Transparência respondem a obrigações diferentes e calculam com diretrizes de versões diferentes do IPCC, e entre 2016 e 2024 o inventário oficial trocou de régua por decisão da própria Convenção. Medir a distância entre a maior e a menor edição como se fosse um intervalo de incerteza somaria essas três mudanças num número só e chamaria de erro o que é troca de método. O que o gráfico mostra é que o mesmo ano de referência sai diferente conforme quem o publica e quando, e o ano de 2000 é o mais republicado, com 8 edições. Inventário se refaz quando o dado de atividade melhora e quando o fator de emissão muda, e o desmatamento antigo é reestimado por satélite melhor que o da época.

O CASO MAIS DURO É O DE 2016, e ele não é de anos distantes: dois documentos oficiais do mesmo ministério, publicados no MESMO ANO de 2020, dizem coisas diferentes sobre ele. A Quarta Comunicação Nacional publica 1,577 e o Quarto Relatório de Atualização Bienal publica 1,401, contando os dois em bilhão de tonelada, e a distância entre eles é de 11,1%. A razão está escrita nos dois: o relatório bienal ainda trabalha sobre o Terceiro Inventário, e a comunicação nacional já carrega o Quarto. Quem citar um dos dois sem dizer qual estará certo pela metade.

A RÉGUA ANTIGA CONTA OUTRA HISTÓRIA PARA O MESMO ANO. As edições anteriores a 2016 contam pelo potencial de aquecimento do Segundo Relatório do IPCC, e nessa régua o ano de 2005 aparece como 2,032 numa edição e como 2,738 bilhão de tonelada em outra. O salto está entre a segunda e a terceira edição das Estimativas Anuais, e tem causa conhecida: o Terceiro Inventário refez o desmatamento da década anterior. Isto fica escrito em prosa e fora do gráfico de propósito, e pela mesma razão de antes: desenhar as duas réguas juntas mediria a troca de relatório do IPCC no meio da série, e chamaria de revisão o que é mudança de unidade de conta.

A REVISÃO É PARCIAL, e isso também está no dado. Entre o terceiro e o quarto relatório bienal, trinta e seis pontos ficaram idênticos: energia e agropecuária dos anos antigos não mudaram um algarismo, e o que foi recalculado foi o uso da terra. Vale a regra que a plataforma aplica em toda parte: comparar edições exige régua igual dos dois lados. O mesmo relatório publica a mesma emissão em três réguas, e a diferença entre elas chega a ser maior que a diferença entre edições.

  • 1990

    5 edições · 1,41 a 1,598 GtCO2e · 13,3%

    dez por cento ou mais
    3ª Comunicação Nacional (2016), sumário executivo, Tabela III: 1,41 · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,415 · 4ª Comunicação Nacional (2020), emissões por setor em CO2e: 1,594 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,598 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,588
  • 1991

    3 edições · 1,302 a 1,437 GtCO2e · 10,4%

    dez por cento ou mais
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,302 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,437 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,428
  • 1992

    3 edições · 1,456 a 1,562 GtCO2e · 7,3%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,456 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,562 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,553
  • 1993

    3 edições · 1,53 a 1,615 GtCO2e · 5,5%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,53 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,615 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,604
  • 1994

    6 edições · 1,546 a 1,612 GtCO2e · 4,2%

    abaixo de dez por cento
    BUR3 (2019), Tabela B.1: 1,546 · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,549 · BUR4 (2020), Tabela XIV: 1,549 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,612 · BUR5 (2024), Tabela 2.12: 1,603 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,603
  • 1995

    5 edições · 2,572 a 2,76 GtCO2e · 7,3%

    abaixo de dez por cento
    3ª Comunicação Nacional (2016), sumário executivo, Tabela III: 2,652 · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 2,572 · 4ª Comunicação Nacional (2020), emissões por setor em CO2e: 2,756 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 2,76 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 2,749
  • 1996

    3 edições · 1,898 a 2,024 GtCO2e · 6,6%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,898 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 2,024 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 2,014
  • 1997

    3 edições · 1,618 a 1,718 GtCO2e · 6,2%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,618 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,718 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,713
  • 1998

    3 edições · 1,895 a 1,999 GtCO2e · 5,5%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,895 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,999 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,998
  • 1999

    3 edições · 1,905 a 1,971 GtCO2e · 3,4%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,905 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,971 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,968
  • 2000

    8 edições · 1,991 a 2,074 GtCO2e · 4,2%

    abaixo de dez por cento
    3ª Comunicação Nacional (2016), sumário executivo, Tabela III: 2,074 · BUR3 (2019), Tabela B.1: 2,057 · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,991 · 4ª Comunicação Nacional (2020), emissões por setor em CO2e: 2,047 · BUR4 (2020), Tabela XIV: 1,991 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 2,051 · BUR5 (2024), Tabela 2.12: 2,049 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 2,049
  • 2001

    3 edições · 2,009 a 2,022 GtCO2e · 0,6%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 2,009 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 2,022 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 2,019
  • 2002

    3 edições · 2,246 a 2,249 GtCO2e · 0,1%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 2,246 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 2,249 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 2,246
  • 2003

    3 edições · 3,186 a 3,366 GtCO2e · 5,7%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 3,186 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 3,366 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 3,36
  • 2004

    3 edições · 3,425 a 3,602 GtCO2e · 5,2%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 3,425 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 3,602 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 3,596
  • 2005

    5 edições · 2,449 a 2,838 GtCO2e · 15,9%

    dez por cento ou mais
    3ª Comunicação Nacional (2016), sumário executivo, Tabela III: 2,838 · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 2,449 · 4ª Comunicação Nacional (2020), emissões por setor em CO2e: 2,562 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 2,567 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 2,561
  • 2006

    3 edições · 2,041 a 2,202 GtCO2e · 7,9%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 2,041 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 2,202 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 2,196
  • 2007

    3 edições · 1,75 a 1,853 GtCO2e · 5,9%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,75 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,853 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,85
  • 2008

    3 edições · 1,885 a 1,991 GtCO2e · 5,6%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,885 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,991 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,99
  • 2009

    3 edições · 1,265 a 1,356 GtCO2e · 7,2%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,265 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,338 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,356
  • 2010

    8 edições · 1,292 a 1,369 GtCO2e · 6%

    abaixo de dez por cento
    3ª Comunicação Nacional (2016), sumário executivo, Tabela III: 1,364 · BUR3 (2019), Tabela B.1: 1,369 · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,292 · 4ª Comunicação Nacional (2020), emissões por setor em CO2e: 1,336 · BUR4 (2020), Tabela XIV: 1,292 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,335 · BUR5 (2024), Tabela 2.12: 1,353 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,353
  • 2011

    3 edições · 1,239 a 1,435 GtCO2e · 15,8%

    dez por cento ou mais
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,239 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,435 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,424
  • 2012

    6 edições · 1,137 a 1,318 GtCO2e · 15,9%

    dez por cento ou mais
    BUR3 (2019), Tabela B.1: 1,301 · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,137 · BUR4 (2020), Tabela XIV: 1,137 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,318 · BUR5 (2024), Tabela 2.12: 1,306 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,306
  • 2013

    3 edições · 1,374 a 1,587 GtCO2e · 15,5%

    dez por cento ou mais
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,374 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,57 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,587
  • 2014

    3 edições · 1,274 a 1,466 GtCO2e · 15%

    dez por cento ou mais
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,274 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,458 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,466
  • 2015

    6 edições · 1,369 a 1,569 GtCO2e · 14,6%

    dez por cento ou mais
    BUR3 (2019), Tabela B.1: 1,441 · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,369 · BUR4 (2020), Tabela XIV: 1,369 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,569 · BUR5 (2024), Tabela 2.12: 1,563 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,563
  • 2016

    6 edições · 1,401 a 1,604 GtCO2e · 14,5%

    dez por cento ou mais
    Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II: 1,401 · 4ª Comunicação Nacional (2020), emissões por setor em CO2e: 1,577 · BUR4 (2020), Tabela XIV: 1,401 · Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,582 · BUR5 (2024), Tabela 2.12: 1,604 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,604
  • 2020

    3 edições · 1,786 a 1,825 GtCO2e · 2,2%

    abaixo de dez por cento
    Estimativas Anuais, 6ª edição (2022), Tabela I.II: 1,786 · BUR5 (2024), Tabela 2.12: 1,825 · BTR1 (dez/2024), ano de referência 2022: 1,825

Quando o erro não é revisão

O resto desta seção mede recálculo: método que mudou e devolveu outro número para o mesmo ano. Aqui é outra coisa, e ela está do lado de quem lê. Um número saiu errado, ficou impresso, e foi corrigido depois num arquivo à parte que acompanha o pacote e que quem baixa o documento pode nunca abrir.

A quinta edição das Estimativas Anuais publicou o metano da agropecuária com a linha do total do setor repetida: de 2004 a 2016 a tabela imprime 11.666,8 Gg 13 vezes seguidas, como se o rebanho brasileiro tivesse parado de crescer. A errata de 20/11/2020 devolve valores que sobem até 13.087,1 Gg, e a maior distância é em 2016, de +12,2%. O valor que se repetiu é o do ano anterior ao primeiro corrigido, copiado para a frente.

metano da agropecuária: o que a tabela imprimiu e o que a errata corrigiu

A linha reta é o defeito, e não uma medida: é o mesmo número copiado ano após ano. A outra é a série que a errata devolve.

o que foi impressoo que a errata devolveem Gg

A mesma leitura trouxe outro achado, e ele corta a conta da revisão: 2 pares de edições coincidem em TODOS os pontos que têm em comum. Onde isso acontece, a segunda edição não recalculou nada; ela republicou a mesma submissão com outro nome, e às vezes por outro órgão. Contar as duas como revisões distintas diria que o Brasil se reviu mais vezes do que se reviu.

  • BUR4 (2020), Tabela XIV · Estimativas Anuais, 5ª edição (2019), Tabela I.II

    108 pontos idênticos
    BUR · SIRENE
  • 3ª Comunicação Nacional (2016), sumário executivo, Tabela III · Estimativas Anuais, 3ª edição (2016), Tabela II

    30 pontos idênticos
    Comunicação Nacional à UNFCCC · SIRENE

Trinta anos de reporte à Convenção, documento por documento

O mesmo endereço do MCTI de onde sai o inventário guarda o resto do reporte brasileiro, e o resto é o que dá sentido ao inventário. São 22 documentos entre 2004 e 2024, de quatro famílias, e a base guarda todos eles, com resumo criptográfico por arquivo. A tabela abaixo traz o título oficial, o ano da capa, o número de páginas e o endereço de origem de cada um.

o que cada relatório bienal declarou em mitigação

A ficha de ação é o quadro em que o país descreve o que faz para reduzir emissão. Os dois primeiros relatórios trazem oito fichas e nenhum número de tonelada evitada; o terceiro e o quarto trazem as mesmas oito com onze números; o quinto e o Relatório de Transparência deixam de trazer o quadro, e passam a falar de tonelada no corpo do capítulo. A coluna de menções mede isso: quantas vezes o capítulo cita tonelada de CO2 fora de qualquer ficha.

  • BUR1 (2014)8
  • BUR2 (2017)8
  • BUR3 (2019)8
  • BUR4 (2020)8
  • BUR5 (2024)0
  • BTR1 (2024)0

SÃO TRÊS OBRIGAÇÕES DIFERENTES, e a página as separa porque o portal as mistura numa lista só. A COMUNICAÇÃO NACIONAL é a mais antiga e a mais larga: não tem prazo fixo, sai uma vez por década, e é onde entram o inventário do período, os cenários climáticos, a vulnerabilidade setorial e o que o país declara estar fazendo. O RELATÓRIO DE ATUALIZAÇÃO BIENAL nasceu da Decisão 2/CP.17, valia para as Partes fora do Anexo I, saía de dois em dois anos e era curto de propósito: atualizava o inventário e o apoio recebido entre uma Comunicação e a seguinte. O RELATÓRIO BIENAL DE TRANSPARÊNCIA veio do Acordo de Paris, vale para todas as Partes com o mesmo formato, e substituiu o anterior.

A TROCA DE REGIME ACONTECEU EM DEZEMBRO DE 2024, e os dois documentos saíram no mesmo mês: o quinto e último Relatório de Atualização Bienal fecha o regime antigo, e o primeiro Relatório Bienal de Transparência abre o novo, levando junto o Relatório de Inventário Nacional de 642 páginas que é a fonte do número de emissão desta aba. As ESTIMATIVAS ANUAIS são de outra natureza, e por isso vêm depois na lista: não são obrigação da Convenção, são publicação doméstica do MCTI, e existem para preencher o intervalo entre um inventário e o seguinte com a estimativa do ano corrente.

A BASE LÊ NÚMERO DE DOIS DESTES 22 DOCUMENTOS, e é honesto dizer qual: o Relatório Bienal de Transparência com o inventário que o acompanha, de onde saem a emissão por setor e o apoio financeiro recebido, e o sumário executivo da Quarta Comunicação Nacional, de onde saem as tendências físicas já observadas. Os outros 20 estão guardados ou apontados, e não lidos. Guardar sem ler é declaração de intenção, e o resumo criptográfico de cada arquivo está publicado para que a leitura possa ser conferida por quem a fizer depois, aqui ou fora daqui.

O ARQUIVO NÃO É SERVIDO DAQUI, e o motivo é o direito de uso: o MCTI publica sob licença que permite redistribuir a cópia inteira e proíbe derivá-la, e servir 206 MB de PDF de dentro desta plataforma acrescentaria uma cópia sem acrescentar garantia. O que fica aqui é o endereço oficial de cada documento e o resumo criptográfico do arquivo que a base baixou: quem quiser conferir se a cópia que tem é a mesma que esta base leu compara os dois resumos, e não precisa confiar em nenhum dos dois lados. UM ACHADO DA COLETA FICA REGISTRADO AQUI: as cinco primeiras edições das Estimativas Anuais estão listadas na página do SIRENE com endereço que o servidor responde como inexistente, e o endereço vivo tem um trecho a mais no caminho. Os cinco arquivos existem, e o que esta tabela publica é o caminho que respondeu.

  • Comunicação Nacional Inicial do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

    Comunicação Nacional · 2004 · 276 páginas · 20 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 2b047f5b227bfa30
  • Segunda Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, volume 1

    Comunicação Nacional · 2010 · 280 páginas · 18 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 e9ed6911cb3d7c1c
  • Segunda Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, volume 2

    Comunicação Nacional · 2010 · 240 páginas · 18 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 cd4bd6d8f6785f54
  • Terceira Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, sumário executivo

    Comunicação Nacional · 2016 · 44 páginas · 3 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 cc392a9f6ec52089
  • Terceira Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, volume 1

    Comunicação Nacional · 2016 · 148 páginas · 3 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 4f350c51902aed61
  • Terceira Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, volume 2

    Comunicação Nacional · 2016 · 228 páginas · 11 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 99b7dc186891f576
  • Terceira Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, volume 3

    Comunicação Nacional · 2016 · 336 páginas · 6 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 9bea3ecea72a6699
  • Quarta Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, documento completo

    Comunicação Nacional · 2020 · 622 páginas · 57 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 6d13cc78dec709cd
  • Quarta Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, sumário executivo

    Comunicação Nacional · 2020 · 33 páginas · 4 MB

    guardado com hashComunicação Nacional à UNFCCC
    o documento na origem sha256 efa5125355cb17cf
  • Primeiro Relatório de Atualização Bienal do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

    Atualização Bienal · 2014 · 54 páginas · 2 MB

    guardado com hashBUR
    o documento na origem sha256 c94ca5b1d52fa5db
  • Segundo Relatório de Atualização Bienal do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

    Atualização Bienal · 2017 · 69 páginas · 2 MB

    guardado com hashBUR
    o documento na origem sha256 534c73a7e478768f
  • Terceiro Relatório de Atualização Bienal do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

    Atualização Bienal · 2019 · 137 páginas · 6 MB

    guardado com hashBUR
    o documento na origem sha256 5115602c730a3d99
  • Quarto Relatório de Atualização Bienal do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

    Atualização Bienal · 2020 · 112 páginas · 7 MB

    guardado com hashBUR
    o documento na origem sha256 5853a510f7abdbc5
  • Quinto Relatório de Atualização Bienal do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

    Atualização Bienal · 2024 · 126 páginas · 6 MB

    guardado com hashBUR
    o documento na origem sha256 094ba1680523905b
  • Primeiro Relatório Bienal de Transparência do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

    Transparência Bienal · 2024 · 214 páginas · 8 MB

    guardado com hashBTR
    o documento na origem sha256 54d4920439db922a
  • Relatório do Inventário Nacional das Emissões Antrópicas por Fontes e das Remoções por Sumidouros de Gases de Efeito Estufa do Brasil

    Transparência Bienal · 2024 · 642 páginas · 16 MB

    guardado com hashBTR
    o documento na origem sha256 a33487c28f96ba75
  • Relatório das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil, 1ª edição

    Estimativas Anuais · 2013 · 81 páginas · 4 MB

    guardado com hashSIRENE
    o documento na origem sha256 159feb9d87a383c7
  • Relatório das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil, 2ª edição

    Estimativas Anuais · 2014 · 190 páginas · 6 MB

    guardado com hashSIRENE
    o documento na origem sha256 d1254bfdd08c4238
  • Relatório das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil, 3ª edição

    Estimativas Anuais · 2016 · 85 páginas · 2 MB

    guardado com hashSIRENE
    o documento na origem sha256 58c604ad7415f371
  • Relatório das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil, 4ª edição

    Estimativas Anuais · 2017 · 91 páginas · 3 MB

    guardado com hashSIRENE
    o documento na origem sha256 0137be3532e0a66e
  • Relatório das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil, 5ª edição

    Estimativas Anuais · 2020 · 3 MB

    guardado com hashSIRENE
    o documento na origem sha256 a13ba03bcf575dcc
  • Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil, 6ª edição

    Estimativas Anuais · 2022 · 137 páginas · 2 MB

    guardado com hashSIRENE
    o documento na origem sha256 750427b5a183a20d

O inventário oficial contra a estimativa independente

OS DOIS SÃO OFICIAIS EM SENTIDOS DIFERENTES, e essa é a distinção que decide como ler o gráfico. O INVENTÁRIO NACIONAL é o documento que o Brasil submete à Convenção do Clima como país signatário: ele segue as diretrizes de cálculo do IPCC, passa por revisão internacional, e por isso é lento, sai a cada dois anos e cobre um ano de referência já fechado há dois. É o que o SIRENE registra, e a base o lê do Relatório Bienal de Transparência porque o painel do SIRENE não renderiza sem os cookies não essenciais. O SEEG, do Observatório do Clima, é ESTIMATIVA INDEPENDENTE: parte da mesma convenção contábil do IPCC e das mesmas fontes públicas de dado de atividade, e onde o dado oficial ainda não saiu ele estima com o que existe, o que o faz publicar dois anos à frente e revisar a série inteira a cada edição. Um responde pelo que o país declara; o outro responde antes, e por isso a distância entre os dois não é erro de um deles.

diferença do SEEG em relação ao inventário, por setor, em 2022 (%)

O confronto é no ÚLTIMO ANO EM COMUM e na MESMA RÉGUA, que aqui é gwp100_ar5. As duas exigências têm razão: o SEEG vai dois anos à frente do inventário, e comparar pontas diferentes mediria a passagem do tempo; e o SEEG publica a mesma emissão em duas réguas de potencial de aquecimento, de modo que casar réguas diferentes mediria a distância entre dois relatórios do IPCC. Positivo quer dizer que o SEEG estima mais que o inventário. A linha sem uso da terra fica de fora porque é agregado, e não setor.

  • Processos Industriais-11,2%
  • Mudança de Uso da Terra e Floresta6,8%
  • Resíduos1,6%
  • Agropecuária-0,7%
  • Energia-0,6%
3/5 dentro de dois por centosoma dos setores 2.0392.077 MtCO2egwp100_ar5mcti_btr · seeg

processos industriais aberto por subsetor, em 2022 (MtCO2e)

A HIPÓTESE MAIS PROVÁVEL ESTÁ DESCARTADA: não é subsetor que falte num dos lados, nem gás fluorado que só um alcance. Os dois cobrem os mesmos sete subsetores e os dois incluem HFC, PFC e SF6. A diferença mora na INDÚSTRIA QUÍMICA, onde o SEEG estima 35% do que o inventário registra, e sozinha ela responde por 40% da distância do setor. Nos dois maiores subsetores, metalúrgica e mineral, as duas leituras ficam a menos de dez por cento uma da outra.

  • Indústria metalúrgica-3,7 MtCO2e
  • Indústria mineral-3,1 MtCO2e
  • Substitutos de gás que destrói a camada de ozônio-0,2 MtCO2e
  • Indústria química-4,6 MtCO2e
  • Fabricação e uso de outros produtos0 MtCO2e
  • Indústria eletrônica-0 MtCO2e

As duas fontes concordam onde a contabilidade é de fluxo conhecido e discordam onde ela depende de interpretar o território. Agropecuária, energia e resíduos ficam dentro de dois por cento uma da outra, e é o que se espera: são setores em que a emissão se calcula a partir de rebanho, de combustível vendido e de resíduo coletado, e os três números vêm de registros administrativos que as duas usam.

A DISCORDÂNCIA SE CONCENTRA EM DOIS SETORES, e as duas maiores são maiores em escalas diferentes. MUDANÇA DE USO DA TERRA E FLORESTA é o maior desacordo ABSOLUTO, 55 MtCO2e, e é onde a medida depende de decidir o que conta como desmatamento, como vegetação secundária e a partir de que ano; as duas fontes usam mapeamentos e períodos de referência distintos, e nenhuma delas publica a reconciliação com a outra. PROCESSOS INDUSTRIAIS é o maior desacordo RELATIVO, -11,2%, e é o gráfico acima que faz o segundo parecer o primeiro, porque ele desenha percentual. O painel seguinte abre esse setor e mostra que a diferença não é de cobertura.

QUAL DAS DUAS ESTÁ CERTA NÃO É PERGUNTA QUE ESTA BASE RESPONDA, e o dado não permite respondê-la. O inventário é o que vale juridicamente e o que sustenta a posição brasileira em foro multilateral; o SEEG chega dois anos antes e é o único jeito de saber alguma coisa sobre o ano passado. As duas medidas continuam publicadas lado a lado, e a diferença entre elas é informação sobre o método, e não erro de uma delas.

O que a repartição não diz

Setor não é responsabilidade. A emissão de energia inclui o combustível queimado para produzir o que a agropecuária exporta, e a de uso da terra inclui o desmatamento que abre área para essa mesma agropecuária. A repartição segue a convenção contábil do IPCC, que atribui a emissão a quem a libera, e não a quem a demanda.

Todas as séries do domínio

Com o período que cada uma cobre, quantas fontes a sustentam e por onde chegar nela. A ordem é pelo número de observações. Séries sem painel próprio nesta página aparecem aqui, porque não ter gráfico é diferente de não existir.

  • Emissao liquida municipal de GEE

    2015–2024 · 55.980 obs

    MtCO2e/anofonte única5.598 recortes
    Emissao liquida por municipio, do SEEG. SERIE PROPRIA, e nao o recorte municipal de emissoes_liquidas_br: aquela e nacional, em GtCO2e, e a NDC a mede. A unidade aqui e MtCO2e porque na escala municipal a gigatonelada e absurda; foi exatamente essa confusao que produziu 55.700 observacoes mil vezes maiores, corrigidas em 07/08/2026. A SOMA DOS 5.570 MUNICIPIOS FECHA COM O TOTAL NACIONAL da mesma fonte, razao 1,00 em todos os dez anos, e essa igualdade e a conferencia que apanhou o erro de unidade.
  • Emissões de gases de efeito estufa do Brasil por setor

    1750–2024 · 9.044 obs

    MtCO2e/ano10 fontes169 recortes
    Setores do IPCC: energia, IPPU, agropecuária, LULUCF, resíduos.
  • Emissões por mudança de uso da terra e florestas

    1970–2024 · 1.400 obs

    MtCO2e/ano6 fontes32 recortesderivada
    Maior parcela do perfil brasileiro. SIRENE e SEEG divergem por método.
  • Emissoes nacionais reportadas a UNFCCC

    1990–2020 · 1.364 obs

    MtCO2e/anofonte única44 recortes
    Unica serie da base com valor juridico no regime climatico: e o que cada parte reportou formalmente, e nao uma estimativa independente. A metrica de conversao varia entre submissoes e fica a confirmar ate ser lida na documentacao de cada uma.
  • Emissões líquidas de gases de efeito estufa do Brasil

    1970–2024 · 764 obs

    GtCO2e7 fontes30 recortes
    Série que a NDC e a trajetória da Estratégia Nacional de Mitigação medem. Líquidas, portanto já descontadas as remoções.
  • Emissao liquida por habitante

    1970–2024 · 393 obs

    tCO2e/pessoa7 fontesderivada
    DERIVADA da emissao liquida e da populacao. E a leitura em que a comparacao entre paises muda de sentido: em emissao total o Brasil aparece entre os maiores, e por habitante o lugar e outro. Herda a metrica de conversao da emissao de origem.
  • CO2 por habitante, sem uso da terra

    1970–2024 · 385 obs

    tCO2/pessoafonte única7 recortes
    So combustivel fossil e processo industrial, SEM USO DA TERRA. Para o Brasil isso muda tudo: a maior parcela da emissao brasileira e de uso da terra, e por isso este numero e muito menor do que o de emissao_por_habitante.
  • Emissões globais de gases de efeito estufa

    1750–2024 · 341 obs

    GtCO2e4 fontes
  • Emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil

    1970–2024 · 110 obs

    GtCO2efonte única
    Sem desconto de remoção. Não comparar com a série líquida.
  • Emissao de GEE da producao e do uso de energia, por setor

    2024–2034 · 99 obs

    MtCO2e/anofonte única9 recortes
    Emissao de GEE da producao e do uso de energia em nove setores, no cenario de referencia do PDE 2034. E PROJECAO EM TODOS OS ANOS, inclusive no primeiro: o PDE e plano, e o ponto de partida ja e estimativa dele. Nao confundir com inventario, que vem do SIRENE e do SEEG e mede o que foi emitido. O setor eletrico reune autoproducao, Sistema Interligado Nacional e sistemas isolados; o caderno de meio ambiente do mesmo PDE informa que o SIN sozinho varia 84% no decenio e que, sem a entrada compulsoria das termicas a gas ainda nao contratadas, a emissao do SIN em 2034 seria 46% menor.
  • Emissao de gases de efeito estufa da aviacao civil

    2005–2018 · 82 obs

    GgCO2e/anofonte única3 recortes
    A AVIACAO INTERNACIONAL NAO ENTRA NO TOTAL NACIONAL da UNFCCC: ela e reportada a parte, como combustivel de bunker, e por isso o recorte separa domestico de internacional em vez de somar. A METRICA CARREGA DUAS TRAVAS: o horizonte de GWP e o metodo. Tier 1 estima pelo combustivel vendido e Tier 3A pelo movimento de aeronave; sao duas estimativas do mesmo ano publicadas pela mesma fonte na mesma edicao, e somar as duas conta o mesmo voo duas vezes.
  • Emissao registrada no inventario corporativo voluntario

    2008–2024 · 51 obs

    MtCO2e/anofonte única3 recortes
    Emissao somada dos inventarios corporativos publicados no Registro Publico de Emissoes, por ESCOPO do GHG Protocol. OS TRES ESCOPOS NAO SE SOMAM: escopo 1 e emissao propria, escopo 2 e a da energia comprada, e escopo 3 e a da cadeia de valor, isto e, emissao de OUTRAS organizacoes contada no inventario de quem relata. Somar os tres conta a mesma tonelada varias vezes, e o escopo 3 ainda inclui emissao fora do Brasil. A serie tambem NAO se compara com o inventario nacional: ela cresce quando mais organizacoes aderem. A nota da fonte declara que a contabilizacao de escopo 2 pela abordagem de escolha de compra so foi adotada a partir do ciclo 2018.
  • Organizacoes no registro corporativo, por recorte

    2026–2026 · 46 obs

    organizacoesfonte única46 recortes
    Organizacoes que publicaram inventario no Registro Publico de Emissoes, repartidas por unidade federativa e por setor de atividade. E UMA FOTOGRAFIA, e nao serie no tempo: o registro publica o estado atual da lista, e nao a composicao dela ano a ano. O recorte carrega a reparticao, e as duas reparticoes NAO se somam entre si porque descrevem as mesmas 889 organizacoes por dois criterios. NAO HA EMISSAO POR ORGANIZACAO: a interface publica o agregado por escopo, a lista e a geolocalizacao, e nao o inventario de cada uma.
  • Emissões de metano do Brasil, em massa do gás

    1990–2020 · 31 obs

    ktCH4/anofonte única
    Massa do GÁS. É a série que a troca de régua do IPCC mais desloca no total brasileiro: o potencial de aquecimento de cem anos do metano passou de 21 no Segundo Relatório para 28 no Quinto. NÃO SE SOMA com as séries dos outros gases.
  • Emissões líquidas de CO2 do Brasil, em massa do gás

    1990–2020 · 31 obs

    MtCO2/anofonte única
    Massa do GÁS, e não CO2 equivalente: aqui não há régua de conversão aplicada, e por isso esta série é a única do domínio que não muda quando o IPCC troca de relatório. NÃO SE SOMA com as séries de metano e de óxido nitroso: somar massa de gases diferentes é somar coisas que aquecem em escalas diferentes. Líquidas, portanto já descontadas as remoções por sumidouro.
  • Emissões de óxido nitroso do Brasil, em massa do gás

    1990–2020 · 31 obs

    ktN2O/anofonte única
    Massa do GÁS. O potencial de aquecimento de cem anos do óxido nitroso CAIU do Segundo para o Quinto Relatório do IPCC, de 310 para 265, e é por isso que a troca de régua não move o total brasileiro na mesma direção em todos os setores. NÃO SE SOMA com as séries dos outros gases.
  • Emissao bruta de GEE de floresta

    2001–2025 · 25 obs

    MgCO2e/anofonte única
    Emissao BRUTA de disturbio que substitui o povoamento; NAO INCLUI degradacao florestal e NAO desconta rebrota. E modelo, e nao medida. A fonte insiste que emissao e remocao sejam lidas juntas; a remocao e o fluxo liquido dela NAO SAO SERIE TEMPORAL, sao media anual do periodo 2001-2025, e por isso nao entram como serie anual. NAO E DESMATAMENTO, e a propria fonte diz isso: cobertura arborea e toda vegetacao acima de 5 metros, INCLUSIVE PLANTACAO, e perda inclui corte comercial, fogo, doenca e tempestade. O LIMIAR DE DOSSEL ESTA NA METRICA: a fonte publica o mesmo ano em oito limiares (0, 10, 15, 20, 25, 30, 50 e 75%), e somar dois limiares conta a mesma area duas vezes. A fonte adverte que melhorias de deteccao entre 2011 e 2015 podem inflar os anos recentes contra os antigos, o que desaconselha ler tendencia de longo prazo na serie.
  • Organizacoes no registro corporativo voluntario

    2008–2024 · 17 obs

    organizacoesfonte única
    Numero de organizacoes que publicaram inventario no Registro Publico de Emissoes do Programa Brasileiro GHG Protocol, mantido pelo FGVces. E ADESAO VOLUNTARIA: a serie mede quantas organizacoes escolheram publicar, e nao quantas emitem. Um ano com mais participantes tem mais emissao contabilizada sem que emissao nenhuma tenha aumentado, e por isso a emissao do registro nao se le sem esta serie ao lado.
  • Emissões de CO2 estimadas em quase tempo real

    2019–2026 · 16 obs

    MtCO2fonte única2 recortes
    Estimativa por proxy de atividade, com revisão frequente e alta volatilidade. Não substitui inventário: serve para ver inflexão dentro do ano, e não para reportar total anual.
  • Carbono acumulado ao ano em manguezal

    2025–2025 · 1 obs

    MtC/anofonte única
    E FLUXO de acumulo, e nao estoque acumulado: as duas leituras diferem por ordens de grandeza, e o nome antigo da serie sugeria a segunda.
  • Inventarios corporativos publicados no registro

    2026–2026 · 1 obs

    inventariosfonte única
    Numero acumulado de inventarios corporativos publicados no Registro Publico de Emissoes. E CONTAGEM DE DOCUMENTO, e nao de organizacao: a mesma organizacao publica um inventario por ciclo, e as 889 participantes somam 3.596 inventarios. E fotografia do acumulado na data da leitura.