Sistema energético
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública federal, publica o Balanço Energético Nacional. Segundo o Balanço, a oferta interna de energia do Brasil chegou a 328.459 mil toneladas equivalentes de petróleo em 2025. A tonelada equivalente de petróleo é a unidade que põe todas as fontes de energia na mesma medida. A energia renovável responde por 49,4% dessa oferta. Esta página reúne 2.935 observações de consumo e de oferta de energia, divididas em 25 setores, de 1970 em diante.
Queimar combustível para obter energia libera gases de efeito estufa. Quando um caminhão queima combustível equivalente a uma tonelada de petróleo, ele libera gás carbônico. A mesma quantidade de energia gerada numa usina hidrelétrica chega à rede elétrica sem queima. O Balanço mede a energia e conta essas duas quantidades da mesma forma. O inventário de emissões estima quanto gás cada uma libera. Por isso, nesta plataforma, a oferta de energia e a emissão de energia têm séries e fontes diferentes.
A oferta de energia está concentrada em poucas fontes: petróleo e derivados responde por 33,7% dela, derivados da cana-de-açúcar por 15,8% e hidráulica por 10,7%. A energia solar e a eólica, somadas, respondem por 5,7%. As duas começaram em zero no início da série.
A oferta interna passou de 66.891 para 328.459 mil toneladas equivalentes de petróleo entre 1970 e 2025. A composição da parte renovável mudou nesse período: a lenha e o carvão vegetal caíram, e os derivados da cana, a energia hidráulica, a solar e a eólica subiram. O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), o plano do governo federal para o setor nos próximos dez anos, projeta a emissão do setor até 2034. Essa projeção é um cenário feito pelo próprio planejamento do setor, e não uma medição.
A primeira seção desta página mostra o plano, e o plano começa de um ponto de partida próprio. O Plano Decenal e o SEEG só cobrem juntos um ano, o primeiro do plano. O SEEG, Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, é uma estimativa independente feita pelo Observatório do Clima. Nesse ano, as duas contagens diferem em 8%. Essa diferença no ponto de partida continua em todos os anos projetados. Por isso, o número da primeira seção informa o que o setor planeja. A emissão estimada pelo inventário e pelo SEEG está na página de emissão por setor.
O gás de efeito estufa da energia, por setor
A EPE publica dados abertos sobre nove setores de produção e uso de energia, no cenário de referência do PDE 2034. Esta é a única série da plataforma que projeta as emissões de energia, e ela segue o planejamento do próprio setor.
▸ Emissão de GEE da produção e do uso de energia, por setor (MtCO2e/ano)
Os nove setores somados dão o total da emissão de energia. Por isso, eles podem ser somados entre si, ao contrário da matriz energética das seções abaixo. O setor elétrico inclui a energia que os consumidores produzem para uso próprio, o Sistema Interligado Nacional, que é a rede que liga as usinas do país, e os sistemas isolados, que não estão ligados a essa rede. O gráfico mostra 9 dos 9 recortes: os que têm os maiores valores no último ano.
O plano projeta que a emissão da energia suba 19% em dez anos, com diferenças entre os setores. TRANSPORTES é o setor que mais emite e o que menos cresce: sobe 12%. Isso acontece porque o etanol, o biodiesel, o combustível de aviação sustentável, o ganho de eficiência e o veículo elétrico compensam parte do aumento da demanda. O setor INDUSTRIAL sobe 20%. O SETOR ELÉTRICO é o que mais cresce, 53%. O caderno de meio ambiente do mesmo plano informa o motivo: a Lei 14.182, de 2021, determinou a entrada obrigatória de usinas térmicas a gás.
O próprio plano publicou o cálculo de um cenário sem essa obrigação. Numa análise de sensibilidade, o plano calculou a emissão SEM a entrada obrigatória das térmicas a gás que ainda não tinham sido contratadas. Nesse cenário, a emissão do Sistema Interligado Nacional em 2034 seria 46% menor, e a emissão somada dos dez anos seria 33% menor. Isto significa que, nas contas do próprio plano, a contratação obrigatória criada por lei responde por 46% da emissão do Sistema Interligado Nacional projetada para 2034. Essa parte vem de uma decisão legislativa, e não de uma limitação técnica.
O PLANO PARTE DE UM VALOR DIFERENTE DO ESTIMADO PELA OUTRA FONTE, e essa diferença continua em toda a projeção. Em 2024, único ano coberto pelas duas séries, o plano parte de 458,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente (CO2e, a medida que soma os gases pelo efeito de cada um no aquecimento), somando os nove setores. Para o setor de energia no mesmo ano, o SEEG estima 423,7 milhões de toneladas. A diferença é de 34,8 milhões de toneladas, ou 8,2%. Os dois números são ESTIMATIVAS. O inventário oficial vai até 2022, e por isso nenhuma das duas fontes pode ser conferida com ele neste ano. Isto significa que a trajetória projetada começa acima do que estima a outra fonte disponível, e que toda a projeção carrega essa diferença inicial.
Os mesmos sistemas de energia aparecem nos planos temáticos de adaptação do Plano Clima, o plano do governo federal para a mudança do clima. Três desses planos tratam deles: energia, indústria e mineração, e transportes. Somados, os três apresentam 56 metas de adaptação, e 17 delas trazem um número no texto da meta. O plano de energia é um dos três, entre os dezesseis planos, que não têm NENHUMA meta com número. A emissão que o setor projeta tem número. Boa parte do que ele promete fazer a respeito não tem número e, por isso, não pode ser conferida. As metas estão em o prometido em adaptação .
A energia por fonte
O plano apresenta 32 fontes de energia em três etapas, no mesmo cenário: oferta interna, transformação e consumo final. Esses dados mostram de que fontes vem a energia cujas emissões a seção anterior projeta. O mesmo setor emite mais ou menos conforme queime diesel, gás ou etanol.
▸ Matriz energética por fonte, bloco e setor (mil tep/ano)
OS BLOCOS NÃO PODEM SER SOMADOS. Oferta interna, transformação e consumo final descrevem a mesma energia em três etapas. Somar os três conta a mesma energia três vezes. Escolha uma etapa de cada vez. O gráfico mostra 12 dos 166 recortes: os que têm os maiores valores no último ano. Os outros 154 estão na tabela de dados: ELETRICIDADE, ETANOL ANIDRO E HIDRATADO, PRODUTOS DA CANA, ENERGIA EÓLICA, LICOR PRETO, ÓLEO DIESEL MINERAL….
A fração fóssil do transporte
Esta série calcula a parte da energia consumida no transporte que vem de combustíveis fósseis. O cálculo usa os combustíveis de primeiro nível do Balanço Energético, isto é, as categorias principais, sem as subdivisões. A série serve para acompanhar de forma indireta as duas metas de transporte do Plano Clima. Essas metas não indicam uma série própria. O motivo é que o Plano define o setor de um jeito diferente do inventário, e a correspondência entre os dois não foi publicada.
▸ Fração fóssil da energia consumida no transporte (percentual)
O álcool etílico anidro e o hidratado ficam fora do cálculo porque já estão incluídos no total de álcool etílico. Somá-los contaria o álcool duas vezes e reduziria a fração fóssil em cerca de dez pontos. A eletricidade conta como fonte não fóssil. Isso faz a parte limpa parecer maior do que é, na medida da parte da eletricidade que ainda vem de fontes fósseis. A eletricidade responde por 0,2% do consumo do setor.
A fração fóssil caiu de 98,5% em 1970 para 73,9% em 2025. 74% dessa queda aconteceram antes de 2010. De 2010 a 2025, a queda foi de 6,5 pontos. O álcool e o biodiesel substituíram parte do combustível fóssil. A eletricidade, que é o que as metas de frota limpa prometem, responde por 0,2% do consumo do setor.
Esta razão deixa de medir três coisas que a meta mede. Ela não mostra quantos quilômetros foram percorridos: um ano em que o transporte diminui aparece igual a um ano em que ele passa a usar combustíveis com menos carbono. Ela não mostra a eficiência do veículo: um litro queimado num motor mais eficiente conta igual. E ela não é emissão. Para converter energia em toneladas de gás, é preciso aplicar o fator de emissão de cada combustível, e esta série não aplica esse fator.
Consumo final de energia por setor
▸ Consumo final de energia por setor (mil tep/ano)
O gráfico mostra 12 dos 25 recortes: os que têm os maiores valores no último ano. Os outros 13 estão na tabela de dados: Outros, Não-Ferrosos E Outros Metal., Química, Cimento, Público, Cerâmica….
Oferta interna de energia
▸ Oferta interna de energia (mil tep/ano)
O gráfico mostra 12 dos 13 recortes: os que têm os maiores valores no último ano. Os outros 1 estão na tabela de dados: Outras Não Renováveis.
Geração elétrica por fonte
▸ Geração elétrica por fonte (TWh/ano)
O gráfico mostra 4 dos 4 recortes: os que têm os maiores valores no último ano.
Capacidade elétrica instalada por fonte
▸ Capacidade elétrica instalada por fonte (MW)
O gráfico mostra 5 dos 5 recortes: os que têm os maiores valores no último ano.
Todas as séries do domínio
Cada série mostra o período coberto, o número de fontes e o caminho até os dados. A lista vai da série com mais observações para a série com menos. Ela inclui as séries que não têm gráfico nesta página, para que os dados delas também possam ser consultados.
Matriz energética por fonte, bloco e setor
2024–2034 · 1.826 obs
mil tep/anofonte única166 recortesMatriz energética brasileira por fonte, no cenário de referência do PDE 2034, com 32 fontes nomeadas. O recorte traz o bloco e o setor dentro dele, e os blocos não se somam entre si. Oferta interna, transformação e consumo final descrevem a mesma energia em três momentos, e somá-los conta a mesma energia três vezes. Todos os anos são projeção. A série mostra de que fonte vem a energia cuja emissão a série "Emissão de GEE da produção e do uso de energia, por setor" mede.Consumo final de energia por setor
1970–2025 · 1.456 obs
mil tep/anofonte única26 recortesEnergia que chega ao uso, depois da transformação. Não é a oferta interna, que inclui a perda das termelétricas e das refinarias. O recorte traz a hierarquia inteira, do consumo final até cada ramo industrial. Somar recortes de níveis diferentes conta a mesma energia várias vezes.Consumo de energia do transporte por combustível
1970–2025 · 840 obs
mil tep/anofonte única15 recortesNo Balanço Energético Nacional, o transporte é o maior consumidor final de energia do Brasil desde 2021. Antes disso, ele e a indústria se alternaram no primeiro lugar. O transporte é também o setor mais difícil de descarbonizar, porque quase tudo o que ele queima é líquido. Na tabela da fonte, o álcool etílico é o total do anidro e do hidratado. Somar os três conta o álcool duas vezes.Oferta interna de energia
1970–2025 · 784 obs
mil tep/anofonte única14 recortesÉ toda a energia que o país usa, e não só a eletricidade: inclui o diesel do caminhão e o combustível da indústria. O recorte separa fonte por fonte e traz também os dois agregados, renovável e não renovável, além do total. Somar o total com os agregados conta a mesma energia três vezes.Geração elétrica por fonte
2000–2026 · 551 obs
TWh/anofonte única21 recortesGeração e capacidade instalada discordam por construção. A hidrelétrica gera muito por megawatt quando chove, a solar gera só nas horas de sol, e a térmica fica parada até ser acionada. O fator de capacidade mede essa diferença: é a energia que a usina gera no ano dividida pela energia que ela geraria funcionando o ano inteiro na potência máxima. O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2034), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), publica a geração e a capacidade da solar centralizada. Com esses números, o fator de capacidade da solar é 0,19 em 2024 e 0,24 em 2034, isto é, a solar gera de um quinto a um quarto do que a potência instalada permitiria. Com os dados do ONS guardados nesta base, a mesma conta dá entre 0,19 e 0,24 de 2018 a 2022 e entre 0,46 e 0,56 de 2023 a 2025. Os valores de 2023 em diante são muito maiores do que os do PDE. Por isso, a série de geração e a de capacidade do ONS podem não cobrir o mesmo conjunto de usinas nesses anos. Ler a matriz pela capacidade superestima a solar e a eólica. Ler pela geração subestima quanto o sistema já mudou.Capacidade renovável instalada
2000–2025 · 519 obs
MWfonte única20 recortesO total renovável da IRENA, a Agência Internacional de Energias Renováveis, inclui bioenergia e grandes hidrelétricas e exclui a nuclear. Renovável não é sinônimo de baixo carbono. O recorte separa as tecnologias, além de dar o total. Capacidade é quanto se poderia gerar com tudo ligado ao mesmo tempo, e não quanto foi gerado.Geração renovável
2000–2023 · 479 obs
GWhfonte única20 recortesO total renovável da IRENA, a Agência Internacional de Energias Renováveis, inclui bioenergia e grandes hidrelétricas e exclui a nuclear. Renovável não é sinônimo de baixo carbono. O recorte separa as tecnologias, além de dar o total. Geração é quanto de fato foi produzido. A solar e a eólica têm capacidade alta e fator de capacidade baixo, e a hidrelétrica tem o contrário.Dependência externa de energia, por fonte
1970–2025 · 251 obs
percentualfonte única5 recortesFração da oferta doméstica bruta daquela fonte que veio de fora do país. É uma medida de exposição. Um país que produz o que queima decide sozinho quando parar. Um país que importa depende de preço, de rota e de decisão de outros. O cálculo é a importação dividida pela produção mais a importação menos a exportação, com os três números do mesmo quadro do BEN, o Balanço Energético Nacional.Acesso a eletricidade
1990–2024 · 223 obs
percentualfonte única7 recortesEste não é um dado climático. É um denominador, o número usado como base para ler o dado climático. Sem ele não existem a emissão por habitante nem a intensidade de carbono, que são as medidas em que a comparação entre países muda de sentido. É um indicador de exposição, e não de emissão. Quem não tem acesso à eletricidade é quem mais sofre com onda de calor, e a expansão do acesso faz a emissão crescer de forma legítima.Renovável no consumo final de energia
1990–2021 · 223 obs
percentualfonte única7 recortesA série inclui a biomassa tradicional, isto é, lenha e carvão vegetal queimados em fogão doméstico. Um país pode ter muita energia renovável por pobreza energética. A série cai quando esse consumo é substituído por gás, o que é uma melhora e aparece como piora.Intensidade energética do produto
2000–2022 · 157 obs
MJ/USDfonte única7 recortesA queda da intensidade é uma melhora. Ela também cai quando a indústria pesada sai do país e a energia dela passa a ser importada embutida nos produtos, e isso não é ganho de eficiência no mundo.Capacidade elétrica instalada por fonte
2000–2026 · 144 obs
MWfonte única6 recortesA série foi reconstruída a partir do cadastro de unidades geradoras. Uma usina desativada antes da coleta pode não estar no cadastro atual, e por isso os anos antigos tendem a ficar subestimados.Fração fóssil da energia consumida no transporte
1970–2025 · 56 obs
percentualfonte únicaderivadaParcela da energia consumida no transporte que vem de combustível fóssil, derivada dos combustíveis de primeiro nível do Balanço Energético Nacional (BEN). É uma medida indireta das duas metas de transporte do Plano Clima. Essas metas não têm série ligada, porque o perímetro do setor no Plano não coincide com o do inventário, e a correspondência entre os dois não é publicada. A série não mede quilômetro rodado, eficiência nem emissão: um ano em que o transporte encolhe aparece igual a um ano em que ele se descarboniza.Renovável na oferta interna de energia
1970–2025 · 56 obs
percentualfonte únicaParcela renovável da matriz energética inteira, que é cerca de metade no Brasil. Ela não é a parcela da matriz elétrica, que passa de 80%. As duas não devem ser confundidas. Também não é o mesmo que a série "Renovável no consumo final de energia", do Banco Mundial, que mede consumo final, e não oferta, e trata lenha de fogão como renovável sem ressalva.Participação de solar e eólica na geração elétrica
2000–2025 · 52 obs
percentualfonte única2 recortesInvestimento previsto pelo Plano Decenal de Energia, por setor da oferta
2034–2034 · 11 obs
R$ bifonte única11 recortesProjeção do plano para o decênio inteiro, e não gasto realizado: mostra onde o plano coloca o capital. O valor é do decênio somado. Somar dois anos desta série contaria o mesmo real duas vezes, e por isso o ano de referência é o horizonte do plano.
Quanto da energia vem de fora
Um país que produz o combustível que queima decide sozinho quando parar de queimá-lo. Um país que importa depende do preço, das rotas de transporte e das decisões de outros países. Por isso, uma transição feita fora do país pode chegar aqui primeiro como aumento de preço e só depois como política. Esta seção mostra, fonte por fonte, quanto da energia do Brasil vem de fora, desde 1970.
▸ Dependência externa de energia, por fonte (percentual)
Cada curva mostra a parte da oferta daquela fonte que veio de outros países. O cálculo divide a importação pelo total de produção mais importação menos exportação. Os três números vêm da mesma tabela do Balanço Energético Nacional. O CARVÃO VAPOR NÃO APARECE AQUI, por causa da forma como a fonte o publica. A tabela dele traz a exportação e a importação somadas numa única linha, e com esse saldo não é possível calcular quanto veio de fora. O gráfico mostra 5 dos 5 recortes: os que têm os maiores valores no último ano.
NO TOTAL, O PAÍS FICOU MENOS DEPENDENTE DE ENERGIA DE FORA, E MAIS DEPENDENTE NO GÁS. A dependência de todas as fontes primárias caiu de 28% em 1970 para 8,6% em 2025. A queda veio principalmente do petróleo, que passou de 68,8% para 11%. No mesmo período, o gás natural seguiu o caminho contrário: passou de 6,6% em 1999 para 50,6% em 2025. Metade do gás que o Brasil usa hoje vem de outros países.
ISSO SE LIGA A UM PONTO DA PRIMEIRA SEÇÃO DESTA PÁGINA. O Plano Decenal projeta que a emissão do setor elétrico suba mais da metade em dez anos. O próprio plano atribui esse aumento às térmicas a gás contratadas por obrigação legal. Em 2025, 50,6% do gás que o país usou veio de outros países. Assim, a decisão de contratar térmicas a gás também aumenta a exposição do país a preços e rotas que ele não controla. Essa consequência costuma não aparecer ao lado da emissão.
Onde o plano decenal põe o dinheiro
A projeção estima as emissões futuras. O investimento previsto mostra para quais atividades vai o dinheiro, e são essas atividades que vão produzir as emissões. O painel de dados abertos do Plano Decenal publica as duas informações, e esta seção mostra o investimento ao lado da emissão.
▸ investimento previsto para o decênio, por setor da oferta
O valor é a SOMA DOS DEZ ANOS do plano. Por isso, somar dois anos desta série contaria o mesmo real duas vezes. É uma projeção do plano, feita antes de o dinheiro ser gasto. Ela mostra para onde o plano prevê destinar o dinheiro ao longo dos dez anos.
- Petróleo e Gás Natural2.489 R$ bi
- Oferta de Energia Elétrica598 R$ bi
- Oferta de Biocombustíveis Líquidos102 R$ bi
O PLANO PREVÊ 3.189 BILHÕES DE REAIS PARA OS DEZ ANOS, e 78% deles vão para petróleo e gás natural. A exploração e produção, sozinha, é a maior parte: quase três quartos do total. A oferta de energia elétrica fica com menos de um quinto, e os biocombustíveis líquidos com 3,2%.
Três informações desta página tratam da mesma decisão. O plano projeta que a emissão de energia suba em dez anos. Metade do gás que o país usa é importada. E três quartos do investimento previsto vão para produzir mais petróleo e mais gás. A plataforma mostra as três juntas porque, para discutir a meta de emissão, também é preciso ver para onde vai o dinheiro.