Setor a setor

O que cada setor emite, repartido um degrau abaixo do que a aba de emissão mostra; o que o plano setorial do Plano Clima prometeu para ele; e quantas séries a base tem para acompanhá-lo por fora do inventário oficial. A terceira coisa é a que esta página existe para dizer: dois setores do mesmo tamanho podem estar em situações opostas de evidência.
5 setoresinventário nacional 202269 metas do Plano Clima

Uso da terra e floresta

É o maior setor e o mais volátil: ele sobe e desce com o desmatamento, e por isso a emissão brasileira de um ano diz mais sobre a política de floresta daquele ano do que sobre a economia. É também o único setor que REMOVE carbono, e o número que aparece é o líquido entre o que a vegetação absorve e o que a supressão libera.

Em 2022 o setor emitiu 805,7 MtCO2e, 39,5% da emissão líquida do país, repartidos em 7 subsetores do inventário. O que mais emite é campo/pastagem, com 959,9 MtCO2e, e ele passa do total do setor porque a floresta remove carbono no meio: a linha do setor é o líquido entre o que se absorve e o que se libera.

uso da terra e floresta por subsetor, 2022 (MtCO2e)

Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.

  • Campo/Pastagem959,9 MtCO2e
  • Floresta-312,1 MtCO2e
  • Agricultura184,5 MtCO2e
  • Produtos florestais madeireiros-56,5 MtCO2e
  • Outras terras12,6 MtCO2e
  • Áreas úmidas11,7 MtCO2e
  • Assentamentos5,7 MtCO2e

a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)

A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.

  • Mudanças do Uso da Terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos · 2022448 MtCO2e
  • Mudanças do Uso da Terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos · 2030-181 MtCO2e
  • Mudanças do Uso da Terra em Áreas Rurais Privadas · 2022352 MtCO2e
  • Mudanças do Uso da Terra em Áreas Rurais Privadas · 2030106 MtCO2e
O Plano Clima escreveu 18 metas para este setor, das quais 15 trazem quantidade a atingir. Para acompanhá-lo por fora do inventário, a base guarda 26 séries.
  • APC.I.01 Eliminar o desmatamento ilegal em todos os biomas brasileiros

    APC.I.01 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 59

    sem númeroControle do desmatamento, extração madeireira e incêndios em vegetação
    Taxa de desmatamento (hectares/ano)
  • APC.I.02 Evitar, reduzir e compensar o desmatamento decorrente de grandes empreendimentos e projetos de infraestrutura, com recuperação de vegetação nativa

    APC.I.02 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 59

    sem número
    Áreas em recuperação com vegetação nativa (Mha)
  • APC.I.03 Reduzir a extração ilegal de madeira em áreas públicas da Amazônia

    APC.I.03 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 59

    com número
    Área de extração ilegal de madeira em áreas públicas na Amazônia (Mha)
  • APC.I.04 Prevenir e reduzir os incêndios em vegetação nativa em áreas públicas, assentamentos da reforma agrária e territórios coletivos, incorporando e valorizando o manejo tradicional do fogo

    APC.I.04 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 60

    com númeroControle do desmatamento, extração madeireira e incêndios em vegetação
    Área atingida por incêndios na vegetação (Mha)
  • APC.I.05 Criar e implementar unidades de conservação continentais e marinhas, de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), e reconhecer e implementar outras estratégias de conservação, de acordo com a Meta 03 da EPANB

    APC.I.05 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 60

    com númeroAmpliação de áreas protegidas e fortalecimento da gestão territorial
    Área de unidades de conservação criadas (Mha)
  • APC.I.06 Identificar, demarcar e regularizar terras indígenas

    APC.I.06 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 60

    com número
    Área de terras indígenas delimitadas (Mha)
  • APC.I.07 Destinar áreas públicas para proteção e uso sustentável, especialmente para povos indígenas e povos e comunidades tradicionais (PIPCTs)

    APC.I.07 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 60

    com número
    Área de áreas públicas federais destinadas (Mha)
  • APC.I.08 Recuperar a vegetação nativa em áreas públicas, assentamentos da reforma agrária e territórios coletivos

    APC.I.08 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 61

    com númeroRecuperação da vegetação nativa
    Área em recuperação com vegetação nativa (Mha)
  • APC.I.09 Reduzir a supressão legal da vegetação nativa em assentamentos da reforma agrária e territórios coletivos

    APC.I.09 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 61

    com númeroRedução da supressão de vegetação nativa, valorização, preservação e recomposição de passivos ambientais
    Taxa de supressão legal da vegetação nativa (%)
  • ARP.I.01 - Garantir que toda supressão de vegetação nativa em áreas rurais privadas ocorra somente mediante autorização ambiental válida

    ARP.I.01 · áreas rurais privadas · p. 46

    sem númeroControle da supressão de vegetação nativa não autorizada e dos incêndios e fortalecimento da regularização ambiental
    Taxa de supressão de vegetação nativa sem ASV em hectares/ano
  • ARP.I.02 - Prevenir e reduzir os incêndios em vegetação nativa em áreas rurais privadas

    ARP.I.02 · áreas rurais privadas · p. 46

    com número
    Área atingida por incêndios em vegetação nativa (ha).
  • ARP.I.03 - Reduzir a supressão de vegetação nativa autorizada em áreas rurais privadas

    ARP.I.03 · áreas rurais privadas · p. 47

    com númeroRedução da supressão de vegetação nativa, por meio da valorização da conservação e da recuperação
    Área de vegetação nativa legalmente suprimida
  • ARP.I.04 - Recuperar a vegetação nativa em áreas rurais privadas

    ARP.I.04 · áreas rurais privadas · p. 47

    com númeroRecuperação da vegetação nativa em áreas rurais privadas
    Área em recuperação com vegetação nativa (Mha)
  • ARP.I.05 - Expandir a produção de Florestas Plantadas para uso sustentável – Plano ABC+

    ARP.I.05 · áreas rurais privadas · p. 47

    com númeroAmpliação da produção florestal
    Área com florestas plantadas (Mha)
  • AGR.I.02 - Recuperar Pastagens Degradadas em áreas rurais privadas – Plano ABC+

    AGR.I.02 · agropecuária · p. 47

    com númeroRecuperação e conversão de áreas degradadas e manejo conservacionista do solo em áreas rurais privadas
    Aumento de área em hectares de pastagens, com algum grau de degradação, que foram recuperadas ou renovadas
  • AGR.I.01 - Ampliar a adoção do Plantio Direto (SPDH e SPDG) em áreas agrícolas – Plano ABC+

    AGR.I.01 · agropecuária · p. 47

    com número
    Área com adoção da tecnologia SPD (Mha) Área com adoção de PD (Mha) Área com adoção de SPDH (Mha)
  • AGR.I.03 - Ampliar a implementação de Sistemas Integrados (ILP, ILPF e SAF) – Plano ABC+

    AGR.I.03 · agropecuária · p. 48

    com númeroAmpliação de sistemas produtivos integrados, e agroecológicos
    Área em hectares com adoção de ILPF (Mha) Área em hectares com adoção de SAF (Mha)
  • AGR.I.10 - Ampliar sistemas produtivos agroecológicos e tradicionais de baixo carbono na agricultura familiar

    AGR.I.10 · agropecuária · p. 48

    com número
    Número de projetos de restauração florestal financiados Número de unidades familiares beneficiadas com recuperação produtiva agroecológica Número de unidades demonstrativas de manejo e conservação de solos implementadas

Agropecuária

É o segundo maior setor, e ao contrário do uso da terra ele é estável e crescente: a emissão vem do rebanho e do solo, que não oscilam com decisão de política de um ano para o outro. A fermentação entérica sozinha responde pela maior parcela do metano brasileiro.

Em 2022 o setor emitiu 622 MtCO2e, 30,5% da emissão líquida do país, repartidos em 7 subsetores do inventário. O que mais emite é fermentação entérica, com 404,1 MtCO2e.

agropecuária por subsetor, 2022 (MtCO2e)

Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.

  • Fermentação entérica404,1 MtCO2e
  • Solos manejados145,1 MtCO2e
  • Manejo de dejetos animais29 MtCO2e
  • Calagem27,1 MtCO2e
  • Cultivo de arroz11,9 MtCO2e
  • Aplicação de ureia4,4 MtCO2e
  • Queima de resíduos agrícolas0,5 MtCO2e

a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)

A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.

  • Agricultura e Pecuária · 2022643 MtCO2e
  • Agricultura e Pecuária · 2030649 MtCO2e
O Plano Clima escreveu 16 metas para este setor, das quais 16 trazem quantidade a atingir. Para acompanhá-lo por fora do inventário, a base guarda 0 séries.
  • AGR.I.01 - Ampliar a adoção do Plantio Direto (SPDH e SPDG) em áreas agrícolas – Plano ABC+

    AGR.I.01 · agropecuária · p. 46

    com número1. Recuperação e conversão de áreas degradadas e manejo conservacionista do solo
    Área com adoção da tecnologia SPD (Mha); Área com adoção de PD (Mha);
  • AGR.I.02 - Recuperar pastagens degradadas em áreas rurais privadas – Plano ABC+

    AGR.I.02 · agropecuária · p. 46

    com número
    Área de pastagens, com algum grau de degradação, que foram recuperadas ou renovadas (Mha).
  • AGR.I.05 - Ampliar uso de bioinsumos – Plano ABC+

    AGR.I.05 · agropecuária · p. 46

    com número
    Área com uso de bioinsumos (Mha)
  • AGR.I.09 - Ampliar a adoção de práticas de mitigação de emissões de GEEs nos cultivos de arroz irrigado

    AGR.I.09 · agropecuária · p. 46

    com número
    Área de arroz irrigado com práticas de mitigação (Mha)
  • AGR.I.11 - Ampliar a produção e o uso de bioinsumos na agricultura familiar

    AGR.I.11 · agropecuária · p. 46

    com número
    Número de unidades de produção de bioinsumos implantadas Número de agricultores familiares capacitados Número de agentes de ATER capacitados
  • AGR.I.03 - Ampliar a implementação de sistemas integrados (ILP, ILPF e SAF) – Plano ABC+

    AGR.I.03 · agropecuária · p. 47

    com número2. Sistemas Integrados de produção
    Área com adoção de ILPF (Mha)
  • AGR.I.04 - Ampliar a adoção da terminação intensiva – Plano ABC+

    AGR.I.04 · agropecuária · p. 47

    com número3. Incremento da produtividade e eficiência na agricultura e pecuária
    Número de bovinos abatidos com até 36 meses
  • AGR.I.08 - Aumentar a produtividade na pecuária (melhoramento genético, sanidade, nutrição e manejo)

    AGR.I.08 · agropecuária · p. 47

    com número
    Produtividade de leite (litros de leite produzido por vaca ordenhada/ano)
  • AGR.I.06 - Otimizar e expandir o uso de sistemas irrigados de forma sustentável – Plano ABC+

    AGR.I.06 · agropecuária · p. 47

    com número4. Ampliação sustentável da irrigação
    Área com sistemas irrigados (Mha)
  • AGR.I.13 – Fomentar a produção de arroz agroecológico e de baixo carbono na agricultura familiar

    AGR.I.13 · agropecuária · p. 47

    com número
    Área de arroz agroecológico certificado implantada (Mha)
  • AGR.I.07 - Manejar resíduos da produção animal para produção de biogás – Plano ABC+

    AGR.I.07 · agropecuária · p. 48

    com número5. Aproveitamento de resíduos e redução de perdas na agropecuária
    Volume de resíduos da produção animal tratados (m3)
  • AGR.I.10 – Ampliar sistemas produtivos agroecológicos e tradicionais de baixo carbono na agricultura familiar

    AGR.I.10 · agropecuária · p. 48

    com número6. Sistemas agroecológicos, produção orgânica e de baixa emissão de carbono na agricultura familiar, urbana e periurbana
    Número de projetos de restauração florestal financiados Número de unidades familiares beneficiadas com recuperação produtiva agroecológica Número de unidades de manejo e conservação de solos implementadas.
  • AGR.I.12 – Implantar corredores agroecológicos em regiões metropolitanas com base na agricultura familiar

    AGR.I.12 · agropecuária · p. 48

    com número
    Corredores implantados com sistemas agroecológicos urbanos (ha).
  • AGR.I.14 - Ampliar a adoção de modelos de baixa emissão de GEE – Aquicultura Multitrófica Integrada – AMTI e Aquaponia

    AGR.I.14 · agropecuária · p. 49

    com número8. Aquicultura sustentável e de baixo carbono (sistemas amti, bioflocos, ras) e interiorização da aquicultura
    Área de produção instaladas (kha).
  • AGR.I.15 - Ampliar utilização de bioinsumos oriundos da aquicultura para promover a produção sustentável

    AGR.I.15 · agropecuária · p. 49

    com número
    Área de cultivo de macroalgas (kha).
  • AGR.I.16 - Ampliar a adoção de sistemas de recirculação - RAS e Bioflocos e incentivar a interiorização da carcinicultura

    AGR.I.16 · agropecuária · p. 49

    com número
    Área de cultivo em sistema RAS (kha). Percentual de aumento da carcinicultura em interiores (%).

Energia

É a terceira parcela, o que distingue o perfil brasileiro do de país industrializado. A matriz elétrica é majoritariamente renovável, e a emissão vem sobretudo da queima de combustível no transporte e na indústria.

Em 2022 o setor emitiu 418,5 MtCO2e, 20,5% da emissão líquida do país, repartidos em 2 subsetores do inventário. O que mais emite é queima de combustíveis, com 395,6 MtCO2e.

energia por subsetor, 2022 (MtCO2e)

Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.

  • Queima de combustíveis395,6 MtCO2e
  • Emissões fugitivas22,8 MtCO2e

a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)

A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.

  • Energia · 202280 MtCO2e
  • Energia · 2030106 MtCO2e
O Plano Clima escreveu 9 metas para este setor, das quais 9 trazem quantidade a atingir. Para acompanhá-lo por fora do inventário, a base guarda 16 séries.
  • ENR.I.01 - Suprir o aumento de demanda com manutenção ou aumento percentual da renovabilidade da matriz elétrica

    ENR.I.01 · energia · p. 43

    com númeroAmpliação da matriz elétrica compatível com a eletrificação dos setores produtivos, com foco em energias limpas, renováveis e/ou de baixo carbono e tecnologias de armazenamento de energia
    % renováveis na matriz elétrica (sistema interligado nacional, autoprodução e sistemas isolados)
  • ENR.I.02 - Fortalecer a produção e o uso sustentável de biocombustíveis

    ENR.I.02 · energia · p. 43

    com númeroAumento sustentável da produção e do uso de bioenergia
    Porcentagem de biocombustível na mistura (%)9
  • ENR.I.03 - Aumentar a produção e o uso de combustíveis sintéticos a partir de fontes com baixa emissão de carbono

    ENR.I.03 · energia · p. 43

    com númeroAumento sustentável da produção e do uso de bioenergia
    Volume de produção nacional de combustíveis sintéticos (bilhões de litros)
  • ENR.I.04 - Expandir a produção e o uso de biometano

    ENR.I.04 · energia · p. 43

    com númeroAumento sustentável da produção e do uso de bioenergia
    % de redução de emissão de GEE por meio da participação do biometano no consumo de gás natural
  • ENR.I.05 – Manter ou reduzir a intensidade de emissões do segmento de Exploração e Produção (E&P) de petróleo e gás natural

    ENR.I.05 · energia · p. 43

    com númeroRedução das emissões na exploração e na produção de petróleo e gás natural
    Intensidade de emissões do E&P (kgCO2e/boe )
  • ENR.I.06 - Reduzir a intensidade de emissões do segmento refino de petróleo

    ENR.I.06 · energia · p. 44

    com númeroRedução das emissões na exploração e na produção de petróleo e gás natural
    Intensidade de emissões (kgCO2e/CWT)
  • ENR.I.07 - Reduzir emissões no transporte de petróleo, gás natural e derivados

    ENR.I.07 · energia · p. 44

    com númeroRedução das emissões na exploração e na produção de petróleo e gás natural
    Volume de diesel evitado na movimentação (m³)
  • ENR.I.08 - Aumentar a eficiência energética e a descarbonização em edificações

    ENR.I.08 · energia · p. 44

    com númeroEficiência energética e eletrificação
    Aumento na eficiência energética (%)
  • ENR.I.09 - Aumentar a eficiência energética e a descarbonização da indústria

    ENR.I.09 · energia · p. 44

    com númeroEficiência energética e eletrificação
    Aumento na eficiência energética (%)

Processos industriais

É a emissão que vem da reação química do processo produtivo, e não da queima de combustível, que é contada em energia. Metalurgia e mineral respondem por quatro quintos dele, e é também o setor em que o inventário e a estimativa independente mais discordam em termos relativos.

Em 2022 o setor emitiu 102,3 MtCO2e, 5% da emissão líquida do país, repartidos em 7 subsetores do inventário. O que mais emite é indústria metalúrgica, com 52,2 MtCO2e.

processos industriais por subsetor, 2022 (MtCO2e)

Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.

  • Indústria metalúrgica52,2 MtCO2e
  • Indústria mineral33 MtCO2e
  • Uso de produtos como substitutos de SDO18,9 MtCO2e
  • Indústria química7 MtCO2e
  • Produtos não energéticos de combustíveis e solventes0,8 MtCO2e
  • Fabricação e uso de outros produtos0,3 MtCO2e
  • Indústria eletrônica0 MtCO2e

a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)

A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.

  • Indústria · 2022179 MtCO2e
  • Indústria · 2030198 MtCO2e
O Plano Clima escreveu 5 metas para este setor, das quais 5 trazem quantidade a atingir. Para acompanhá-lo por fora do inventário, a base guarda 0 séries.
  • IND.I.01 - Ampliar a cogeração e o uso de energia elétrica renovável nas instalações industriais.

    IND.I.01 · indústria · p. 19

    com númeroSubstituição gradual de combustíveis fósseis por fontes renováveis
    Consumo total (TWh); Fração renovável da matriz elétrica brasileira (%); Eletricidade renovável adquirida (%); Capacidade instalada de geração distribuída (MW); Emissões de GEE (tCO2eq/ ano).
  • IND.I.02 - Eletrificar processos industriais.

    IND.I.02 · indústria · p. 19

    com númeroEletrificação e eficiência energética em processos industriais
    Participação da eletricidade no consumo energético da indústria (%); Emissões de CO2 dos processos industriais; Consumo de eletricidade por tonelada de produto (kWh/t).
  • IND.I.03 - Ampliar o uso de combustíveis renováveis em substituição aos combustíveis fósseis.

    IND.I.03 · indústria · p. 19

    com númeroSubstituição gradual de combustíveis fósseis por fontes renováveis
    Participação dos combustíveis renováveis na matriz energética industrial (%); Emissões de GEE (tCO2eq/ ano).
  • IND.I.04 - Implementar ações para aumento da eficientização na indústria.

    IND.I.04 · indústria · p. 20

    com númeroEletrificação e aumento da eficiência energética nos processos industriais
    Redução do consumo elétrico (TWh); Redução do consumo térmico (Tep); Economia em reais por ano (R$/ano); Redução nas emissões de CO2 dos processos industriais.
  • IND.I.05 - Reduzir gradualmente o consumo de HFCs de alto GWP no Brasil.

    IND.I.05 · indústria · p. 20

    com númeroRedução de HFCs de alto GWP e fortalecimento da gestão de resíduos industriais
    Percentual de redução do consumo de HFCs em relação à linha de base (média do consumo de HFCs nos anos 2020, 2021 e 2022 somada a 65% da linha de base de HCFCs).

Resíduos

É o menor dos cinco em tonelada e o mais ligado a serviço público: a emissão cresce quando a coleta melhora e o resíduo passa a ser disposto em aterro, onde a decomposição gera metano. Disposição de resíduo sólido e tratamento de água residuária respondem por quase todo o setor.

Em 2022 o setor emitiu 90,8 MtCO2e, 4,5% da emissão líquida do país, repartidos em 4 subsetores do inventário. O que mais emite é disposição de resíduos sólidos, com 53,4 MtCO2e.

resíduos por subsetor, 2022 (MtCO2e)

Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.

  • Disposição de resíduos sólidos53,4 MtCO2e
  • Tratamento e despejo de águas residuárias36,1 MtCO2e
  • Incineração e queima a céu aberto de resíduos sólidos1,2 MtCO2e
  • Tratamento biológico de resíduos0,1 MtCO2e

a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)

A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.

  • Resíduos Sólidos e Efluentes Domésticos · 202285 MtCO2e
  • Resíduos Sólidos e Efluentes Domésticos · 203075 MtCO2e
O Plano Clima escreveu 5 metas para este setor, das quais 4 trazem quantidade a atingir. Para acompanhá-lo por fora do inventário, a base guarda 0 séries.
  • RES.I.01 Reduzir a quantidade de resíduos sólidos e rejeitos encaminhados para disposição final, priorizando soluções de tratamento e valorização dos resíduos orgânicos.i

    RES.I.01 · resíduos · p. 57

    com número4. Fortalecimento da Economia Circular pela recuperação da fração seca e orgânica dos RSU. i
    Percentual da massa total de resíduos e rejeitos desviada da disposição final em relação a 2020.
  • RES.I.02 Maximizar o aproveitamento energético do biogás em aterros sanitários.

    RES.I.02 · resíduos · p. 57

    com número3. Aumento da captação, tratamento e aproveitamento do biogás de aterros sanitários.
    Percentual de aproveitamento energético do biogás gerado em aterros sanitários, em relação a 2020.
  • RES.I.03 Recuperar áreas de disposição final inadequada de rejeitos e resíduos sólidos.i

    RES.I.03 · resíduos · p. 58

    sem número2. Eliminação da disposição de resíduos em lixões e aterros controlados.i
    Número de unidades de disposição final inadequada de resíduos recuperadas.
  • RES.I.04 Universalizar a coleta e o tratamento de efluentes sanitários domésticos com uso de tecnologias de baixa emissão.

    RES.I.04 · resíduos · p. 58

    com número5. Universalização do acesso à coleta e ao tratamento do esgoto sanitário com prioridade no uso de tecnologias de baixa emissão de GEE.
    Percentual dos efluentes sanitários coletados e tratados.
  • RES.I.05 Maximizar o aproveitamento energético do biogás em estações de tratamento de efluentes sanitários domésticos.

    RES.I.05 · resíduos · p. 58

    com número6. Implantação de sistemas de tratamento de lodo dos sistemas de tratamento de efluentes sanitários, com seu reaproveitamento e redução de carga orgânica nos aterros sanitários
    Percentual de aproveitamento energético do biogás gerado em estações de tratamento de efluentes sanitários domésticos.

Onde a evidência falta mais

As seções acima dizem, uma a uma, quantas séries a base tem para cada setor. Postas lado a lado elas respondem a uma pergunta que nenhuma responde sozinha: onde o aprimoramento de evidência é mais urgente. O critério é o tamanho da emissão contra o número de medidas independentes, e ele é mecânico: quanto mais um setor emite e menos alguém o mede por fora do inventário, mais alto ele fica nesta lista.

3 dos 5 setores não têm série nenhuma nesta base fora do inventário oficial e da estimativa do SEEG, e juntos eles respondem por 40% da emissão líquida do país. O maior deles é agropecuária, com 622 MtCO2e: é ali que a falta de dado custa mais caro, porque quando as duas leituras existentes discordam não há terceira para arbitrar.

emissão do setor contra medidas independentes na base

A barra é a emissão do setor; o ponteiro diz quantas séries a base tem para acompanhá-lo fora do inventário. Zero séries não quer dizer que ninguém meça aquele setor no mundo: quer dizer que esta base não guarda nenhuma medida independente dele, e é uma afirmação sobre a base, e não sobre o setor.

  • Uso da terra e floresta805,7 MtCO2e
  • Agropecuária622 MtCO2e
  • Energia418,5 MtCO2e
  • Processos industriais102,3 MtCO2e
  • Resíduos90,8 MtCO2e

O que a Quarta Comunicação projeta para a produção

Os setores acima são a emissão que o Brasil produz. Este quadro é o outro lado, e vem do mesmo documento oficial: o que a mudança do clima faz com a produção agrícola, pecuária e pesqueira do país, segundo a Quarta Comunicação Nacional. É PROJEÇÃO de cenário, e não medida de ano fechado.

  • arroz

    2050 · p. 255

    t/ha-15.2%
  • café

    2050 · p. 255

    t/ha-21.5%
  • feijão

    2050 · p. 255

    t/ha-23.1%
  • mandioca

    2050 · p. 255

    t/ha4.8%
  • milho

    2050 · p. 255

    t/ha-51.0%
  • soja

    2050 · p. 255

    t/ha-79.6%
  • trigo

    2050 · p. 255

    t/ha-46.2%
  • bovinos

    2030 · p. 255

    toneladas-7.0%
    A tabela marca esta linha com três asteriscos, que a própria nota de rodapé explica: o valor projetado é para 2030, e não para 2050 como no resto da tabela.
  • leite

    2050 · p. 255

    toneladas-18.8%
  • ovos

    2050 · p. 255

    toneladas-3.4%
  • peixes

    2050 · p. 255

    toneladas-11.0%