Setor a setor
Uso da terra e floresta
É o maior setor e o mais volátil: ele sobe e desce com o desmatamento, e por isso a emissão brasileira de um ano diz mais sobre a política de floresta daquele ano do que sobre a economia. É também o único setor que REMOVE carbono, e o número que aparece é o líquido entre o que a vegetação absorve e o que a supressão libera.
Em 2022 o setor emitiu 805,7 MtCO2e, 39,5% da emissão líquida do país, repartidos em 7 subsetores do inventário. O que mais emite é campo/pastagem, com 959,9 MtCO2e, e ele passa do total do setor porque a floresta remove carbono no meio: a linha do setor é o líquido entre o que se absorve e o que se libera.
▸ uso da terra e floresta por subsetor, 2022 (MtCO2e)
Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.
- Campo/Pastagem959,9 MtCO2e
- Floresta-312,1 MtCO2e
- Agricultura184,5 MtCO2e
- Produtos florestais madeireiros-56,5 MtCO2e
- Outras terras12,6 MtCO2e
- Áreas úmidas11,7 MtCO2e
- Assentamentos5,7 MtCO2e
▸ a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)
A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.
- Mudanças do Uso da Terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos · 2022448 MtCO2e
- Mudanças do Uso da Terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos · 2030-181 MtCO2e
- Mudanças do Uso da Terra em Áreas Rurais Privadas · 2022352 MtCO2e
- Mudanças do Uso da Terra em Áreas Rurais Privadas · 2030106 MtCO2e
APC.I.01 Eliminar o desmatamento ilegal em todos os biomas brasileiros
APC.I.01 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 59
sem númeroControle do desmatamento, extração madeireira e incêndios em vegetaçãoTaxa de desmatamento (hectares/ano)APC.I.02 Evitar, reduzir e compensar o desmatamento decorrente de grandes empreendimentos e projetos de infraestrutura, com recuperação de vegetação nativa
APC.I.02 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 59
sem númeroÁreas em recuperação com vegetação nativa (Mha)APC.I.03 Reduzir a extração ilegal de madeira em áreas públicas da Amazônia
APC.I.03 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 59
com númeroÁrea de extração ilegal de madeira em áreas públicas na Amazônia (Mha)APC.I.04 Prevenir e reduzir os incêndios em vegetação nativa em áreas públicas, assentamentos da reforma agrária e territórios coletivos, incorporando e valorizando o manejo tradicional do fogo
APC.I.04 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 60
com númeroControle do desmatamento, extração madeireira e incêndios em vegetaçãoÁrea atingida por incêndios na vegetação (Mha)APC.I.05 Criar e implementar unidades de conservação continentais e marinhas, de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), e reconhecer e implementar outras estratégias de conservação, de acordo com a Meta 03 da EPANB
APC.I.05 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 60
com númeroAmpliação de áreas protegidas e fortalecimento da gestão territorialÁrea de unidades de conservação criadas (Mha)APC.I.06 Identificar, demarcar e regularizar terras indígenas
APC.I.06 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 60
com númeroÁrea de terras indígenas delimitadas (Mha)APC.I.07 Destinar áreas públicas para proteção e uso sustentável, especialmente para povos indígenas e povos e comunidades tradicionais (PIPCTs)
APC.I.07 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 60
com númeroÁrea de áreas públicas federais destinadas (Mha)APC.I.08 Recuperar a vegetação nativa em áreas públicas, assentamentos da reforma agrária e territórios coletivos
APC.I.08 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 61
com númeroRecuperação da vegetação nativaÁrea em recuperação com vegetação nativa (Mha)APC.I.09 Reduzir a supressão legal da vegetação nativa em assentamentos da reforma agrária e territórios coletivos
APC.I.09 · áreas públicas e territórios coletivos · p. 61
com númeroRedução da supressão de vegetação nativa, valorização, preservação e recomposição de passivos ambientaisTaxa de supressão legal da vegetação nativa (%)ARP.I.01 - Garantir que toda supressão de vegetação nativa em áreas rurais privadas ocorra somente mediante autorização ambiental válida
ARP.I.01 · áreas rurais privadas · p. 46
sem númeroControle da supressão de vegetação nativa não autorizada e dos incêndios e fortalecimento da regularização ambientalTaxa de supressão de vegetação nativa sem ASV em hectares/anoARP.I.02 - Prevenir e reduzir os incêndios em vegetação nativa em áreas rurais privadas
ARP.I.02 · áreas rurais privadas · p. 46
com númeroÁrea atingida por incêndios em vegetação nativa (ha).ARP.I.03 - Reduzir a supressão de vegetação nativa autorizada em áreas rurais privadas
ARP.I.03 · áreas rurais privadas · p. 47
com númeroRedução da supressão de vegetação nativa, por meio da valorização da conservação e da recuperaçãoÁrea de vegetação nativa legalmente suprimidaARP.I.04 - Recuperar a vegetação nativa em áreas rurais privadas
ARP.I.04 · áreas rurais privadas · p. 47
com númeroRecuperação da vegetação nativa em áreas rurais privadasÁrea em recuperação com vegetação nativa (Mha)ARP.I.05 - Expandir a produção de Florestas Plantadas para uso sustentável – Plano ABC+
ARP.I.05 · áreas rurais privadas · p. 47
com númeroAmpliação da produção florestalÁrea com florestas plantadas (Mha)AGR.I.02 - Recuperar Pastagens Degradadas em áreas rurais privadas – Plano ABC+
AGR.I.02 · agropecuária · p. 47
com númeroRecuperação e conversão de áreas degradadas e manejo conservacionista do solo em áreas rurais privadasAumento de área em hectares de pastagens, com algum grau de degradação, que foram recuperadas ou renovadasAGR.I.01 - Ampliar a adoção do Plantio Direto (SPDH e SPDG) em áreas agrícolas – Plano ABC+
AGR.I.01 · agropecuária · p. 47
com númeroÁrea com adoção da tecnologia SPD (Mha) Área com adoção de PD (Mha) Área com adoção de SPDH (Mha)AGR.I.03 - Ampliar a implementação de Sistemas Integrados (ILP, ILPF e SAF) – Plano ABC+
AGR.I.03 · agropecuária · p. 48
com númeroAmpliação de sistemas produtivos integrados, e agroecológicosÁrea em hectares com adoção de ILPF (Mha) Área em hectares com adoção de SAF (Mha)AGR.I.10 - Ampliar sistemas produtivos agroecológicos e tradicionais de baixo carbono na agricultura familiar
AGR.I.10 · agropecuária · p. 48
com númeroNúmero de projetos de restauração florestal financiados Número de unidades familiares beneficiadas com recuperação produtiva agroecológica Número de unidades demonstrativas de manejo e conservação de solos implementadas
Agropecuária
É o segundo maior setor, e ao contrário do uso da terra ele é estável e crescente: a emissão vem do rebanho e do solo, que não oscilam com decisão de política de um ano para o outro. A fermentação entérica sozinha responde pela maior parcela do metano brasileiro.
Em 2022 o setor emitiu 622 MtCO2e, 30,5% da emissão líquida do país, repartidos em 7 subsetores do inventário. O que mais emite é fermentação entérica, com 404,1 MtCO2e.
▸ agropecuária por subsetor, 2022 (MtCO2e)
Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.
- Fermentação entérica404,1 MtCO2e
- Solos manejados145,1 MtCO2e
- Manejo de dejetos animais29 MtCO2e
- Calagem27,1 MtCO2e
- Cultivo de arroz11,9 MtCO2e
- Aplicação de ureia4,4 MtCO2e
- Queima de resíduos agrícolas0,5 MtCO2e
▸ a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)
A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.
- Agricultura e Pecuária · 2022643 MtCO2e
- Agricultura e Pecuária · 2030649 MtCO2e
AGR.I.01 - Ampliar a adoção do Plantio Direto (SPDH e SPDG) em áreas agrícolas – Plano ABC+
AGR.I.01 · agropecuária · p. 46
com número1. Recuperação e conversão de áreas degradadas e manejo conservacionista do soloÁrea com adoção da tecnologia SPD (Mha); Área com adoção de PD (Mha);AGR.I.02 - Recuperar pastagens degradadas em áreas rurais privadas – Plano ABC+
AGR.I.02 · agropecuária · p. 46
com númeroÁrea de pastagens, com algum grau de degradação, que foram recuperadas ou renovadas (Mha).AGR.I.05 - Ampliar uso de bioinsumos – Plano ABC+
AGR.I.05 · agropecuária · p. 46
com númeroÁrea com uso de bioinsumos (Mha)AGR.I.09 - Ampliar a adoção de práticas de mitigação de emissões de GEEs nos cultivos de arroz irrigado
AGR.I.09 · agropecuária · p. 46
com númeroÁrea de arroz irrigado com práticas de mitigação (Mha)AGR.I.11 - Ampliar a produção e o uso de bioinsumos na agricultura familiar
AGR.I.11 · agropecuária · p. 46
com númeroNúmero de unidades de produção de bioinsumos implantadas Número de agricultores familiares capacitados Número de agentes de ATER capacitadosAGR.I.03 - Ampliar a implementação de sistemas integrados (ILP, ILPF e SAF) – Plano ABC+
AGR.I.03 · agropecuária · p. 47
com número2. Sistemas Integrados de produçãoÁrea com adoção de ILPF (Mha)AGR.I.04 - Ampliar a adoção da terminação intensiva – Plano ABC+
AGR.I.04 · agropecuária · p. 47
com número3. Incremento da produtividade e eficiência na agricultura e pecuáriaNúmero de bovinos abatidos com até 36 mesesAGR.I.08 - Aumentar a produtividade na pecuária (melhoramento genético, sanidade, nutrição e manejo)
AGR.I.08 · agropecuária · p. 47
com númeroProdutividade de leite (litros de leite produzido por vaca ordenhada/ano)AGR.I.06 - Otimizar e expandir o uso de sistemas irrigados de forma sustentável – Plano ABC+
AGR.I.06 · agropecuária · p. 47
com número4. Ampliação sustentável da irrigaçãoÁrea com sistemas irrigados (Mha)AGR.I.13 – Fomentar a produção de arroz agroecológico e de baixo carbono na agricultura familiar
AGR.I.13 · agropecuária · p. 47
com númeroÁrea de arroz agroecológico certificado implantada (Mha)AGR.I.07 - Manejar resíduos da produção animal para produção de biogás – Plano ABC+
AGR.I.07 · agropecuária · p. 48
com número5. Aproveitamento de resíduos e redução de perdas na agropecuáriaVolume de resíduos da produção animal tratados (m3)AGR.I.10 – Ampliar sistemas produtivos agroecológicos e tradicionais de baixo carbono na agricultura familiar
AGR.I.10 · agropecuária · p. 48
com número6. Sistemas agroecológicos, produção orgânica e de baixa emissão de carbono na agricultura familiar, urbana e periurbanaNúmero de projetos de restauração florestal financiados Número de unidades familiares beneficiadas com recuperação produtiva agroecológica Número de unidades de manejo e conservação de solos implementadas.AGR.I.12 – Implantar corredores agroecológicos em regiões metropolitanas com base na agricultura familiar
AGR.I.12 · agropecuária · p. 48
com númeroCorredores implantados com sistemas agroecológicos urbanos (ha).AGR.I.14 - Ampliar a adoção de modelos de baixa emissão de GEE – Aquicultura Multitrófica Integrada – AMTI e Aquaponia
AGR.I.14 · agropecuária · p. 49
com número8. Aquicultura sustentável e de baixo carbono (sistemas amti, bioflocos, ras) e interiorização da aquiculturaÁrea de produção instaladas (kha).AGR.I.15 - Ampliar utilização de bioinsumos oriundos da aquicultura para promover a produção sustentável
AGR.I.15 · agropecuária · p. 49
com númeroÁrea de cultivo de macroalgas (kha).AGR.I.16 - Ampliar a adoção de sistemas de recirculação - RAS e Bioflocos e incentivar a interiorização da carcinicultura
AGR.I.16 · agropecuária · p. 49
com númeroÁrea de cultivo em sistema RAS (kha). Percentual de aumento da carcinicultura em interiores (%).
Energia
É a terceira parcela, o que distingue o perfil brasileiro do de país industrializado. A matriz elétrica é majoritariamente renovável, e a emissão vem sobretudo da queima de combustível no transporte e na indústria.
Em 2022 o setor emitiu 418,5 MtCO2e, 20,5% da emissão líquida do país, repartidos em 2 subsetores do inventário. O que mais emite é queima de combustíveis, com 395,6 MtCO2e.
▸ energia por subsetor, 2022 (MtCO2e)
Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.
- Queima de combustíveis395,6 MtCO2e
- Emissões fugitivas22,8 MtCO2e
▸ a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)
A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.
- Energia · 202280 MtCO2e
- Energia · 2030106 MtCO2e
ENR.I.01 - Suprir o aumento de demanda com manutenção ou aumento percentual da renovabilidade da matriz elétrica
ENR.I.01 · energia · p. 43
com númeroAmpliação da matriz elétrica compatível com a eletrificação dos setores produtivos, com foco em energias limpas, renováveis e/ou de baixo carbono e tecnologias de armazenamento de energia% renováveis na matriz elétrica (sistema interligado nacional, autoprodução e sistemas isolados)ENR.I.02 - Fortalecer a produção e o uso sustentável de biocombustíveis
ENR.I.02 · energia · p. 43
com númeroAumento sustentável da produção e do uso de bioenergiaPorcentagem de biocombustível na mistura (%)9ENR.I.03 - Aumentar a produção e o uso de combustíveis sintéticos a partir de fontes com baixa emissão de carbono
ENR.I.03 · energia · p. 43
com númeroAumento sustentável da produção e do uso de bioenergiaVolume de produção nacional de combustíveis sintéticos (bilhões de litros)ENR.I.04 - Expandir a produção e o uso de biometano
ENR.I.04 · energia · p. 43
com númeroAumento sustentável da produção e do uso de bioenergia% de redução de emissão de GEE por meio da participação do biometano no consumo de gás naturalENR.I.05 – Manter ou reduzir a intensidade de emissões do segmento de Exploração e Produção (E&P) de petróleo e gás natural
ENR.I.05 · energia · p. 43
com númeroRedução das emissões na exploração e na produção de petróleo e gás naturalIntensidade de emissões do E&P (kgCO2e/boe )ENR.I.06 - Reduzir a intensidade de emissões do segmento refino de petróleo
ENR.I.06 · energia · p. 44
com númeroRedução das emissões na exploração e na produção de petróleo e gás naturalIntensidade de emissões (kgCO2e/CWT)ENR.I.07 - Reduzir emissões no transporte de petróleo, gás natural e derivados
ENR.I.07 · energia · p. 44
com númeroRedução das emissões na exploração e na produção de petróleo e gás naturalVolume de diesel evitado na movimentação (m³)ENR.I.08 - Aumentar a eficiência energética e a descarbonização em edificações
ENR.I.08 · energia · p. 44
com númeroEficiência energética e eletrificaçãoAumento na eficiência energética (%)ENR.I.09 - Aumentar a eficiência energética e a descarbonização da indústria
ENR.I.09 · energia · p. 44
com númeroEficiência energética e eletrificaçãoAumento na eficiência energética (%)
Processos industriais
É a emissão que vem da reação química do processo produtivo, e não da queima de combustível, que é contada em energia. Metalurgia e mineral respondem por quatro quintos dele, e é também o setor em que o inventário e a estimativa independente mais discordam em termos relativos.
Em 2022 o setor emitiu 102,3 MtCO2e, 5% da emissão líquida do país, repartidos em 7 subsetores do inventário. O que mais emite é indústria metalúrgica, com 52,2 MtCO2e.
▸ processos industriais por subsetor, 2022 (MtCO2e)
Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.
- Indústria metalúrgica52,2 MtCO2e
- Indústria mineral33 MtCO2e
- Uso de produtos como substitutos de SDO18,9 MtCO2e
- Indústria química7 MtCO2e
- Produtos não energéticos de combustíveis e solventes0,8 MtCO2e
- Fabricação e uso de outros produtos0,3 MtCO2e
- Indústria eletrônica0 MtCO2e
▸ a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)
A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.
- Indústria · 2022179 MtCO2e
- Indústria · 2030198 MtCO2e
IND.I.01 - Ampliar a cogeração e o uso de energia elétrica renovável nas instalações industriais.
IND.I.01 · indústria · p. 19
com númeroSubstituição gradual de combustíveis fósseis por fontes renováveisConsumo total (TWh); Fração renovável da matriz elétrica brasileira (%); Eletricidade renovável adquirida (%); Capacidade instalada de geração distribuída (MW); Emissões de GEE (tCO2eq/ ano).IND.I.02 - Eletrificar processos industriais.
IND.I.02 · indústria · p. 19
com númeroEletrificação e eficiência energética em processos industriaisParticipação da eletricidade no consumo energético da indústria (%); Emissões de CO2 dos processos industriais; Consumo de eletricidade por tonelada de produto (kWh/t).IND.I.03 - Ampliar o uso de combustíveis renováveis em substituição aos combustíveis fósseis.
IND.I.03 · indústria · p. 19
com númeroSubstituição gradual de combustíveis fósseis por fontes renováveisParticipação dos combustíveis renováveis na matriz energética industrial (%); Emissões de GEE (tCO2eq/ ano).IND.I.04 - Implementar ações para aumento da eficientização na indústria.
IND.I.04 · indústria · p. 20
com númeroEletrificação e aumento da eficiência energética nos processos industriaisRedução do consumo elétrico (TWh); Redução do consumo térmico (Tep); Economia em reais por ano (R$/ano); Redução nas emissões de CO2 dos processos industriais.IND.I.05 - Reduzir gradualmente o consumo de HFCs de alto GWP no Brasil.
IND.I.05 · indústria · p. 20
com númeroRedução de HFCs de alto GWP e fortalecimento da gestão de resíduos industriaisPercentual de redução do consumo de HFCs em relação à linha de base (média do consumo de HFCs nos anos 2020, 2021 e 2022 somada a 65% da linha de base de HCFCs).
Resíduos
É o menor dos cinco em tonelada e o mais ligado a serviço público: a emissão cresce quando a coleta melhora e o resíduo passa a ser disposto em aterro, onde a decomposição gera metano. Disposição de resíduo sólido e tratamento de água residuária respondem por quase todo o setor.
Em 2022 o setor emitiu 90,8 MtCO2e, 4,5% da emissão líquida do país, repartidos em 4 subsetores do inventário. O que mais emite é disposição de resíduos sólidos, com 53,4 MtCO2e.
▸ resíduos por subsetor, 2022 (MtCO2e)
Os subsetores são os do inventário nacional, com o código do IPCC ao lado, e somam a linha do setor. Valor negativo é REMOÇÃO líquida, e não emissão menor: aparece onde a vegetação absorve mais do que a supressão libera.
- Disposição de resíduos sólidos53,4 MtCO2e
- Tratamento e despejo de águas residuárias36,1 MtCO2e
- Incineração e queima a céu aberto de resíduos sólidos1,2 MtCO2e
- Tratamento biológico de resíduos0,1 MtCO2e
▸ a trajetória que a Estratégia Nacional de Mitigação atribuiu ao setor (MtCO2e)
A emissão de 2022 e a meta de 2030 vêm da tabela que reparte a trajetória nacional entre os oito planos do Plano Clima. O recorte é o do PLANO, e não o do inventário: quem quiser confrontar com a série medida precisa da linha de escopo ampliado, porque os dois repartem a economia de jeitos diferentes.
- Resíduos Sólidos e Efluentes Domésticos · 202285 MtCO2e
- Resíduos Sólidos e Efluentes Domésticos · 203075 MtCO2e
RES.I.01 Reduzir a quantidade de resíduos sólidos e rejeitos encaminhados para disposição final, priorizando soluções de tratamento e valorização dos resíduos orgânicos.i
RES.I.01 · resíduos · p. 57
com número4. Fortalecimento da Economia Circular pela recuperação da fração seca e orgânica dos RSU. iPercentual da massa total de resíduos e rejeitos desviada da disposição final em relação a 2020.RES.I.02 Maximizar o aproveitamento energético do biogás em aterros sanitários.
RES.I.02 · resíduos · p. 57
com número3. Aumento da captação, tratamento e aproveitamento do biogás de aterros sanitários.Percentual de aproveitamento energético do biogás gerado em aterros sanitários, em relação a 2020.RES.I.03 Recuperar áreas de disposição final inadequada de rejeitos e resíduos sólidos.i
RES.I.03 · resíduos · p. 58
sem número2. Eliminação da disposição de resíduos em lixões e aterros controlados.iNúmero de unidades de disposição final inadequada de resíduos recuperadas.RES.I.04 Universalizar a coleta e o tratamento de efluentes sanitários domésticos com uso de tecnologias de baixa emissão.
RES.I.04 · resíduos · p. 58
com número5. Universalização do acesso à coleta e ao tratamento do esgoto sanitário com prioridade no uso de tecnologias de baixa emissão de GEE.Percentual dos efluentes sanitários coletados e tratados.RES.I.05 Maximizar o aproveitamento energético do biogás em estações de tratamento de efluentes sanitários domésticos.
RES.I.05 · resíduos · p. 58
com número6. Implantação de sistemas de tratamento de lodo dos sistemas de tratamento de efluentes sanitários, com seu reaproveitamento e redução de carga orgânica nos aterros sanitáriosPercentual de aproveitamento energético do biogás gerado em estações de tratamento de efluentes sanitários domésticos.
Onde a evidência falta mais
As seções acima dizem, uma a uma, quantas séries a base tem para cada setor. Postas lado a lado elas respondem a uma pergunta que nenhuma responde sozinha: onde o aprimoramento de evidência é mais urgente. O critério é o tamanho da emissão contra o número de medidas independentes, e ele é mecânico: quanto mais um setor emite e menos alguém o mede por fora do inventário, mais alto ele fica nesta lista.
3 dos 5 setores não têm série nenhuma nesta base fora do inventário oficial e da estimativa do SEEG, e juntos eles respondem por 40% da emissão líquida do país. O maior deles é agropecuária, com 622 MtCO2e: é ali que a falta de dado custa mais caro, porque quando as duas leituras existentes discordam não há terceira para arbitrar.
▸ emissão do setor contra medidas independentes na base
A barra é a emissão do setor; o ponteiro diz quantas séries a base tem para acompanhá-lo fora do inventário. Zero séries não quer dizer que ninguém meça aquele setor no mundo: quer dizer que esta base não guarda nenhuma medida independente dele, e é uma afirmação sobre a base, e não sobre o setor.
- Uso da terra e floresta805,7 MtCO2e
- Agropecuária622 MtCO2e
- Energia418,5 MtCO2e
- Processos industriais102,3 MtCO2e
- Resíduos90,8 MtCO2e
O que a Quarta Comunicação projeta para a produção
Os setores acima são a emissão que o Brasil produz. Este quadro é o outro lado, e vem do mesmo documento oficial: o que a mudança do clima faz com a produção agrícola, pecuária e pesqueira do país, segundo a Quarta Comunicação Nacional. É PROJEÇÃO de cenário, e não medida de ano fechado.
arroz
2050 · p. 255
t/ha-15.2%café
2050 · p. 255
t/ha-21.5%feijão
2050 · p. 255
t/ha-23.1%mandioca
2050 · p. 255
t/ha4.8%milho
2050 · p. 255
t/ha-51.0%soja
2050 · p. 255
t/ha-79.6%trigo
2050 · p. 255
t/ha-46.2%bovinos
2030 · p. 255
toneladas-7.0%A tabela marca esta linha com três asteriscos, que a própria nota de rodapé explica: o valor projetado é para 2030, e não para 2050 como no resto da tabela.leite
2050 · p. 255
toneladas-18.8%ovos
2050 · p. 255
toneladas-3.4%peixes
2050 · p. 255
toneladas-11.0%