Financiamento climático
11.428 observações de financiamento, e elas se concentram no doméstico: o gasto federal classificado por eixo climático responde por 4.036 delas sozinho. Do fluxo internacional, a base tem 6 séries com dez pontos ou menos.
Como o gasto foi classificado
Nenhum número desta página se lê sem o critério que o produziu. Quem classificou foi o Ministério do Planejamento e Orçamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, e o método tem nome, origem internacional e vocabulário fechado. O que segue é o critério declarado pela própria fonte, no dicionário de dados que acompanha a planilha e está guardado junto com ela.
A COFOG é a classificação internacional da despesa pública por função, estabelecida pela OCDE e pela ONU e usada no Manual de Estatísticas de Finanças Públicas do Fundo Monetário Internacional. Ela responde a uma pergunta só: para que fim socioeconômico o governo aplicou o dinheiro. A COFOG AMPLIADA é uma extensão dela feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, na qual a despesa já classificada pela COFOG é reavaliada para identificar e medir o gasto em três eixos: mudança climática, biodiversidade, e gerenciamento de riscos e desastres. A extensão faz três coisas: cria a subfunção 705.6, Mudança Climática, para registrar só o gasto cuja finalidade principal é enfrentar a mudança do clima; acrescenta três níveis de desagregação aos três níveis originais da COFOG; e introduz um sistema de atributos, a Matriz de Relacionamento, que qualifica cada despesa.
O PROPÓSITO é o atributo que decide se uma despesa entra na conta climática, e ele tem quatro valores. PRINCIPAL é a despesa cuja finalidade primária é enfrentar a mudança do clima. SECUNDÁRIO POSITIVO é a despesa que não tem esse propósito e ainda assim promove Atividade de Natureza Climática, isto é, ação, processo, serviço ou produto que pelas suas características impacta positivamente o clima ou responde a ele; a própria fonte a chama de gasto não climático de propósito secundário positivo. SECUNDÁRIO NEGATIVO é a despesa que financia atividade listada pelo IPCC como emissora, nas quatro categorias do inventário: energia, processos industriais e uso de produtos, agricultura e silvicultura e outros usos da terra, e resíduos. NÃO RELACIONADO é o resto do orçamento examinado, e ele é a maior parte.
Dentro do eixo clima, a CATEGORIA diz a finalidade em cinco valores, e a ordem deles importa. As três primeiras financiam o enfrentamento da mudança do clima, combatendo as causas e gerenciando os efeitos: mistas, mitigação, e adaptação e gerenciamento de riscos e de desastres climáticos. As duas últimas financiam a resposta ao impacto já ocorrido: eventos climáticos de emergência, e recuperação de eventos climáticos. É essa separação, e não outra, que distingue o dinheiro gasto para evitar do dinheiro gasto para remediar.
Dois avisos de leitura que valem para todos os painéis abaixo. O valor está deflacionado a preços de dezembro de 2023 pelo IPCA, e por isso as séries são comparáveis entre anos. E o recorte BR sozinho é o TOTAL DA BASE EXAMINADA, e não o gasto climático: somar recortes de eixos diferentes conta a mesma despesa mais de uma vez, porque uma linha pode ser positiva no eixo clima e negativa no eixo biodiversidade ao mesmo tempo.
O gasto federal, por eixo
O painel do MPO classifica a execução orçamentária em eixos e categorias climáticas, pelo critério descrito acima. São 196 recortes em três níveis, e o controle abaixo escolhe qual nível desenhar.
▸ Gasto federal classificado por eixo climatico (R$ bi/ano)
Desenho de 12 de 140 recortes, os de maior valor no último ano. Os outros 128 estão na tabela: 44000 - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 52911 - Fundo Aeronáutico, 22000 - Ministério da Agricultura e Pecuária, 22101 - Ministério da Agricultura e Pecuária - Administração Direta, 55000 - Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 55101 - Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome - Adm. Direta….
A favor do clima, contra o clima, e em que proporção
A classificação do MPO marca cada despesa por PROPÓSITO, e é essa marca que responde à pergunta que um orçamento climático existe para responder. Principal é a despesa cuja finalidade declarada é o clima; secundário positivo é a que tem outra finalidade e ajuda; secundário negativo é a que tem outra finalidade e atrapalha, financiando atividade que aumenta emissão ou exposição. A leitura abaixo é do último ano executado, e vale para o orçamento que o painel examina, e não para o orçamento inteiro da União.
Em 2023, de R$ 52,9 bi examinados, apenas 0,7% têm o clima como finalidade PRINCIPAL, o que são R$ 0,4 bi. O que ajuda o clima sem ser feito para isso soma 49,3%, e o que atrapalha soma 30,7%. Somando o principal ao secundário positivo, para cada R$ 1,00 que o orçamento põe contra o clima ele põe R$ 1,63 a favor.
▸ o orçamento examinado por propósito climático, 2023 (R$ bi)
As quatro fatias somam o orçamento examinado. A de propósito principal é a única em que alguém decidiu gastar pelo clima; as duas do meio são efeito colateral, num sentido e no outro, de despesa decidida por outra razão.
- principalR$ 0,4 bi
- secundário positivoR$ 26,1 bi
- secundário negativoR$ 16,2 bi
- não relacionadoR$ 10,2 bi
▸ mitigação contra adaptação, 2023 (R$ bi)
A mesma classificação separa a finalidade climática em categorias, e a repartição entre elas é desigual: adaptação e gestão de risco recebem 9,2 vezes o que a mitigação recebe. A categoria mista reúne despesa que serve às duas e não se atribui a nenhuma; a de emergência é resposta a evento já ocorrido, e não preparo.
- mitigaçãoR$ 1,9 bi
- adaptação e riscoR$ 17,9 bi
- mistasR$ 5,3 bi
- emergência climáticaR$ 1,3 bi
A renúncia, por função
Gasto tributário é o que o Estado deixa de arrecadar por exceção ao sistema de referência. Ele não aparece no orçamento como despesa, e por isso costuma ficar fora da conta do que a política climática custa, ou do que ela contradiz.
▸ Gasto tributario federal por funcao e modalidade (R$ bi/ano)
Desenho de 12 de 21 recortes, os de maior valor no último ano. Os outros 9 estão na tabela: Energia, Direitos da Cidadania, Desporto e Lazer, Gestão Ambiental, Administração, Organização Agrária….
AS DUAS FONTES NÃO SE FALAM, e a ponte entre elas é desta base. O Demonstrativo dos Gastos Tributários da Receita Federal organiza a renúncia por tributo e por FUNÇÃO ORÇAMENTÁRIA, que é a classificação funcional brasileira: energia, agricultura, comércio e serviços, saúde. O painel do Ministério do Planejamento organiza a despesa pela COFOG Ampliada e pelo PROPÓSITO climático. São dois eixos diferentes sobre o mesmo Estado, e nenhum dos dois órgãos publica a correspondência entre eles.
A ponte foi montada linha a linha e usa o MESMO vocabulário de propósito descrito acima. Uma desoneração de combustível fóssil recebe propósito secundário negativo com categoria de impacto 1, energia, porque é o mesmo item que o IPCC lista como emissor e que o MPO marca assim do lado da despesa. Uma desoneração que barateia insumo de energia renovável recebe secundário positivo. Cada linha da ponte declara o critério que a produziu e o grau de confiança, e as duas coisas estão publicadas em dados abertos.
TRÊS RECUSAS. A ponte não é oficial e não substitui nenhuma das duas classificações. O que não coube no critério fica FORA e aparece como não classificado no painel abaixo, porque ler o classificado como se fosse o total inverte a conclusão. E a renúncia NÃO SE SOMA à despesa: uma é dinheiro que saiu do orçamento e a outra é dinheiro que nunca entrou, e somá-las produziria um número que não existe em nenhuma contabilidade.
▸ Gasto tributario lido pela classificacao climatica do MPO (R$ bi/ano)
A mesma renúncia, agora pela ponte com a classificação climática do MPO. Secundário positivo é a desoneração que promove atividade de natureza climática; secundário negativo é a que barateia atividade que o IPCC lista como emissora; não classificado é a parcela que não coube em nenhum critério da ponte, e ela está desenhada de propósito. Desenho de 3 de 3 recortes, os de maior valor no último ano.
Os três subsídios, incluindo o que não aparece no orçamento
As duas seções acima leem dois dos três tipos de subsídio que a União pratica. O terceiro é o mais invisível: o BENEFÍCIO CREDITÍCIO, que é a diferença entre a taxa que a União cobra num fundo ou programa e o custo de captação do Tesouro. Ele não aparece como despesa em peça nenhuma do orçamento, e por isso escapa de qualquer leitura que só olhe execução. O Orçamento de Subsídios da União reúne os três num quadro só, de 2003 a 2024, e é publicação exigida pelo artigo 165 da Constituição.
▸ Subsidio da Uniao por tipo e item (R$ bi/ano)
Três níveis: o tipo de subsídio, e dentro dele cada item nomeado. A linha de grupo é o TOTAL do grupo e não se soma aos itens que vêm dentro dela. Os valores são correntes, sem deflacionar, e por isso a comparação entre anos distantes carrega inflação dentro. Desenho de 3 de 3 recortes, os de maior valor no último ano.
▸ Subsidio da Uniao lido pela classificacao climatica do MPO (R$ bi/ano)
A mesma tabela lida pelo vocabulário de propósito do MPO, pela mesma ponte declarada que a renúncia tributária usa. A parcela não classificada está desenhada de propósito, e ela é a maior de todas: a maior parte do subsídio brasileiro nada tem a ver com clima. Desenho de 4 de 4 recortes, os de maior valor no último ano.
Duas coisas aparecem quando os três tipos são lidos juntos pelo mesmo vocabulário, e nenhuma delas aparece em qualquer um deles sozinho. A primeira: entre os itens que receberam classe climática, o subsídio de propósito secundário negativo é quase o triplo do de propósito secundário positivo. Combustível, petroquímica, setor automotivo e crédito agropecuário de um lado; biodiesel, álcool, aerogeradores, transporte coletivo e seguro rural do outro.
A segunda é sobre o único item da tabela cuja finalidade PRIMÁRIA é o clima. O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima é o único que recebe propósito principal, e o benefício creditício dele é NEGATIVO desde 2021: a taxa que o fundo cobra está acima do custo de captação do Tesouro, de modo que ele deixou de ser subsídio e passou a devolver ao Tesouro. O único instrumento financeiro criado para o clima é, hoje, o que menos subsidia.
AS TRÊS RECUSAS DA SEÇÃO ANTERIOR VALEM AQUI, e uma quarta se acrescenta. A classificação é desta base e não da fonte; a parcela não classificada está publicada; e os três tipos não se somam entre si sem cuidado, porque um é despesa que saiu e os outros dois são custo de oportunidade e receita que não entrou. A quarta: benefício creditício NEGATIVO não quer dizer prejuízo climático, e sim que a taxa cobrada superou o custo de captação. É contabilidade do Tesouro, e não juízo sobre a política.
O fluxo internacional
O levantamento do Climate Policy Initiative reparte o fluxo mundial em três: MITIGAÇÃO, que financia a redução da emissão; ADAPTAÇÃO, que financia conviver com o que já mudou; e DUPLO BENEFÍCIO, que persegue os dois objetivos ao mesmo tempo. Os três somam o total, e é a repartição que diz o que estava escondido no número agregado.
▸ Fluxo global de financiamento climático (USD bi/ano)
As curvas somam: mitigação mais adaptação mais duplo benefício dá o total. A ADAPTAÇÃO E A MITIGAÇÃO NÃO SÃO MEDIDAS DO MESMO JEITO, e o próprio relatório declara isso: quem financia adaptação isola o custo do componente adaptativo do investimento, pelo método incremental, e quem financia mitigação etiqueta o investimento inteiro. A adaptação é, por construção, a medida mais estreita das duas. Desenho de 3 de 3 recortes, os de maior valor no último ano.
▸ o total rastreado, ano a ano
A soma dos três componentes, que é o número que costuma ser citado sozinho. Ele dobrou em seis anos, e a repartição acima diz para onde foi o crescimento.
A desproporção entre as duas colunas é de vinte e sete para um. Em 2023, contando em bilhões de dólares, a mitigação recebeu 1.780 e a adaptação 65. Mais de três quartos da mitigação foi para sistemas de energia e transporte, puxados por solar fotovoltaica, eólica e veículo elétrico; a adaptação, no mesmo ano, foi o ÚNICO dos três componentes que caiu, de 77 para 65, e a queda se explica em boa parte por um recuo de cerca de 20 de um único financiador, o China Development Bank.
O duplo benefício é o que mais cresce: triplicou de 18 para 58 entre 2018 e 2023, na mesma unidade, e quase alcança a adaptação sozinha. Três setores respondem por três quartos dele no período: agricultura, silvicultura e uso da terra; água e saneamento; e usos transversais. É onde uma mesma intervenção reduz emissão e aumenta resiliência ao mesmo tempo, e por isso a fronteira entre as duas colunas está ficando porosa.
E o que disso chega ao Brasil. O Primeiro Relatório Bienal de Transparência à Convenção declara que o aporte de recursos externos ao país no triênio 2020-2022 totalizou 516 milhões de dólares. O número é PISO, e não total, por cinco recusas que a própria fonte declara: recurso destinado ao setor privado ficou de fora por falta de informação; recurso recebido diretamente por entidade subnacional ficou de fora; parceiros bilaterais com contabilização divergente ficaram de fora; o canal bilateral só inclui o que foi internalizado por entidade pública ou coordenado pelo governo federal; e a conversão usou taxa fixa de um dólar por cinco reais. O relatório ainda registra que desde 2018 houve REDUÇÃO nos valores aportados pelos países e entidades cooperantes.
Postos lado a lado, os dois números dizem a escala do problema: o fluxo mundial rastreado de um ano é da ordem de dois trilhões de dólares, e o que o Brasil declara ter recebido em três anos é meio bilhão. As duas medidas não são comparáveis diretamente, porque uma conta investimento de qualquer origem e a outra conta apoio externo internalizado pelo poder público, e é por isso que estão escritas com as suas ressalvas em vez de divididas uma pela outra.
▸ Financiamento de fundo climatico multilateral no Brasil (USD mi/ano)
O que os fundos climáticos multilaterais aprovaram para projetos cujo país é EXATAMENTE o Brasil, por tema e por ano de aprovação. Projetos regionais e globais que citam o Brasil entre vários países ficam de fora, porque somá-los atribuiria ao país dinheiro que ele divide; a contagem subestima, e a razão está escrita. Escolha a régua para ver o aprovado ou o desembolsado: são o mesmo projeto e não são o mesmo dinheiro. Desenho de 4 de 4 recortes, os de maior valor no último ano.
A desproporção mundial entre mitigação e adaptação se repete no que chega ao Brasil, e aqui ela é ainda maior. Dos cento e noventa projetos de fundo multilateral aprovados para o país entre 2007 e 2025, TRÊS são de adaptação. Em valor aprovado, a adaptação fica em torno de um e meio por cento do total; o resto é mitigação, e dentro dela a maior parte é REDD, isto é, pagamento por redução de desmatamento.
A segunda leitura é a que só esta fonte permite, porque ela é a única da base que traz os dois números para o mesmo projeto: APROVADO não é DESEMBOLSADO. Trocando a régua no painel acima, o desembolsado fica em torno da metade do aprovado no tema de REDD e abaixo de um terço nos outros três. Todo anúncio de financiamento climático fala de aprovação; a diferença entre a aprovação e o dinheiro que efetivamente saiu não costuma ser publicada ao lado, e aqui ela está.
AS TRÊS MEDIDAS DESTA SEÇÃO NÃO SE SOMAM E NÃO SE SUBSTITUEM. O levantamento do Climate Policy Initiative conta investimento de qualquer origem no mundo inteiro. O relatório bienal conta o apoio externo internalizado pelo poder público brasileiro num triênio. Os fundos multilaterais contam projeto aprovado por catorze fundos específicos. Cada uma responde uma pergunta diferente, e é por isso que estão publicadas lado a lado com as ressalvas de cada uma, em vez de reduzidas a um número só.
Do anúncio ao pagamento: o funil dos fundos climáticos
O dinheiro que um país anuncia numa conferência do clima passa por quatro portas antes de chegar a um projeto, e cada porta deixa parte dele para trás. As quatro estão publicadas pelo Climate Funds Update para 31 fundos multilaterais, e a distância entre a primeira e a última é o assunto desta seção.
▸ as quatro etapas do mesmo dinheiro, acumuladas
Cada barra é um DEGRAU do mesmo dinheiro, e não uma categoria ao lado da outra: prometido é anúncio de governo doador, depositado é dinheiro na conta do fundo, aprovado é destinação a um projeto e desembolsado é o que o projeto recebeu. Por isso a escala é de um matiz só, em intensidade decrescente, e as barras não se somam. Os valores são ESTOQUE acumulado desde a criação de cada fundo, e não fluxo de um ano.
- prometido60,5 US$ bi
- depositado53,3 US$ bi
- aprovado42,4 US$ bi
- desembolsado17,2 US$ bi
DE CADA CEM DÓLARES PROMETIDOS AOS FUNDOS CLIMÁTICOS MULTILATERAIS, 28,4 chegaram a um projeto. São 60,5 bilhões anunciados e 17,2 bilhões pagos, acumulados desde a criação de cada fundo. A maior perda não está entre o anúncio e o depósito, que é onde se costuma olhar: 88,1% do prometido efetivamente entrou na conta dos fundos. Ela está no fim, entre aprovar e pagar.
POR FOCO, A ORDEM SE INVERTE ENTRE TAMANHO E ENTREGA. Multiple Foci concentra 37,6 bilhões prometidos, o maior bolo, e desembolsou 23,6%. Mitigation - REDD tem o menor bolo entre os focos com destino declarado e a maior taxa de entrega, 47,6%. Fundo pequeno e antigo paga mais do que anunciou; fundo grande e novo ainda está aprovando. Isso NÃO diz que um funciona melhor que o outro: diz em que ponto do funil cada um está.
O gasto com desastre, pela classificação oficial
Antes de confrontar o gasto com o decreto, é preciso dizer o que é cada um dos dois. O gasto tem classificação oficial em dois eixos, e o decreto é um instrumento jurídico específico que costuma ser confundido com outro.
O DECRETO CONTADO AQUI NÃO É DECRETO DE CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO. É o decreto MUNICIPAL de situação de emergência ou de estado de calamidade pública, reconhecido depois pelo governo federal e registrado no Atlas Digital de Desastres, com a classificação COBRADE do tipo de desastre. Ele é o ato pelo qual um município declara que foi atingido, e o que a base conta é o RECONHECIMENTO FORMAL, e não a ocorrência: município que não decreta não aparece, e a capacidade de formalizar varia com a estrutura administrativa. Crédito extraordinário é outra coisa: é o instrumento pelo qual a União abre despesa fora da lei orçamentária, por medida provisória, e ele não está contado em lugar nenhum desta página.
O GASTO, POR SUA VEZ, TEM DUAS CLASSIFICAÇÕES OFICIAIS QUE FALAM DE DESASTRE, e elas são diferentes. No eixo de MUDANÇA CLIMÁTICA, as cinco categorias separam o dinheiro gasto para evitar do dinheiro gasto para remediar: mistas, mitigação e adaptação e gerenciamento de riscos combatem causa e gerenciam efeito; eventos climáticos de emergência e recuperação de eventos climáticos respondem ao impacto já ocorrido. No eixo de GERENCIAMENTO DE RISCOS E DESASTRES, as quatro categorias seguem a estrutura do Marco de Sendai: compreensão do risco, governança do risco, redução do risco, e resposta e recuperação.
▸ Gasto federal classificado por eixo climatico (R$ bi/ano)
Escolha o nível para ver o eixo de gerenciamento de riscos e desastres ou o de mudança climática, e dentro de cada um a categoria. As categorias 4 e 5 do eixo clima são as que respondem ao impacto já ocorrido; a 3 é a que age antes. No eixo de riscos, a categoria 4 é resposta e recuperação, e as 1 e 2 são compreensão e governança do risco. Desenho de 12 de 140 recortes, os de maior valor no último ano. Os outros 128 estão na tabela: 44000 - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 52911 - Fundo Aeronáutico, 22000 - Ministério da Agricultura e Pecuária, 22101 - Ministério da Agricultura e Pecuária - Administração Direta, 55000 - Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 55101 - Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome - Adm. Direta….
Três coisas ficam visíveis quando a classificação oficial é lida por inteiro. Primeira: no eixo de gerenciamento de riscos, compreender o risco e governar o risco somam cerca de vinte milhões de reais em 2023, enquanto reduzir o risco fica na casa dos bilhões. Saber onde o risco está custa quatro ordens de grandeza menos do que agir sobre ele, e é a parte que menos recebe.
Segunda: a categoria de RECUPERAÇÃO de eventos climáticos praticamente desaparece. Ela registra, em bilhões de reais, 3,4 em 2010, cai para 0,5 em 2011, e é essencialmente zero de 2013 em diante; a série termina em 2018. Isso pode significar que a recuperação passou a ser classificada em outra categoria, ou que ela deixou de existir como rubrica própria; o painel não sabe qual das duas, e a fonte não explica.
Terceira, e é a que a seção seguinte confronta: o gasto em eventos climáticos de emergência CAIU enquanto o decreto SUBIU. A rubrica de emergência vai, em bilhões de reais, de 5,5 em 2013 para 1,3 em 2023, e no mesmo período a contagem de decretos municipais reconhecidos passa de 2.838 para 4.918. As duas séries andaram em direções opostas, e nenhuma delas diz sozinha por quê.
O QUE ESTA BASE NÃO CONSEGUE DIZER, e é a pergunta que o crédito extraordinário levanta: quanto desse dinheiro passou pela lei orçamentária e quanto entrou por fora dela. A planilha do Ministério do Planejamento traz órgão, unidade orçamentária, função, subfunção, programa e ação, e NÃO traz o tipo de crédito. Separar ordinário de extraordinário exigiria a base de alterações orçamentárias do SIOP, que publica os créditos abertos no ano; ela existe em dados abertos e cobre 2023 a 2026, isto é, quatro dos catorze anos desta página.
O gasto responde ou antecipa?
O eixo de desastres do gasto climático federal tem catorze anos, e a contagem de decretos cobre o mesmo período. Confrontar os dois responde uma pergunta que nenhuma das duas séries responde sozinha: o dinheiro chega antes do desastre ou depois dele? A pergunta se faz com dois confrontos, e é a diferença entre eles que diz alguma coisa.
▸ gasto no eixo de desastres e decretos de desastre, por ano
As duas curvas estão normalizadas entre 0 e 1 no período comum, porque as unidades são diferentes; o valor publicado está na tabela. A categoria residual do eixo, que o próprio classificador não atribuiu a nada, fica fora da soma.
O gasto do ano acompanha o decreto do MESMO ano com 0,693, e o coeficiente sobrevive à retirada da tendência: sobre a variação de um ano para o outro ele é 0,686. O gasto do ano contra o decreto do ano SEGUINTE cai para 0,353.
A diferença entre os dois números é o resultado. Um orçamento que antecipasse o desastre apareceria alto no confronto com o ano seguinte e baixo no confronto com o mesmo ano; aqui acontece o contrário. O gasto federal no eixo de desastres se move junto com o que já aconteceu.
Três coisas que este confronto não sustenta. Ele não separa resposta de prevenção dentro do eixo: a classificação do gasto reúne as duas, e um empenho de reconstrução conta igual a um de obra preventiva. Ele é nacional, e um estado que gasta antes fica invisível na soma. E catorze pontos é pouco: o coeficiente descreve o período, e não uma regra do orçamento federal.
As séries rasas
Séries de financiamento com dez observações ou menos. Elas existem, valem como ordem de grandeza, e não sustentam leitura de tendência.
Apoio financeiro internacional recebido pelo Brasil
1 obs · 2022–2022
USD mi1 fontesAporte de recursos externos ao Brasil no periodo 2020-2022, do capitulo 5 do Primeiro Relatorio Bienal de Transparencia a UNFCCC. E ACUMULADO DO TRIENIO, e nao anual: o proprio relatorio publica um numero so para os tres anos. CINCO RECUSAS DA PROPRIA FONTE viajam com o numero e o tornam PISO, e nao total: recurso direcionado ao setor privado ficou de fora por falta de informacao; recurso recebido diretamente por entidade subnacional ficou de fora; parceiros bilaterais com contabilizacao divergente ficaram de fora; o canal bilateral so inclui recurso internalizado por entidade publica ou coordenado pelo governo federal; e a conversao usou taxa fixa de 1 dolar por 5 reais. O relatorio ainda registra que desde 2018 houve REDUCAO nos valores aportados pelos paises e entidades cooperantes.Investimento em nova capacidade fossil
1 obs · 2024–2024
USD tri/ano1 fontesInvestimento total em nova producao e distribuicao de combustivel fossil, publico e privado. NAO e subsidio nem so gasto publico: o id da serie e anterior a leitura do numero e ficou mais estreito do que o que ela mede.Necessidade estimada de financiamento de adaptacao
1 obs · 2035–2035
USD bi/ano1 fontesE o DENOMINADOR da lacuna, e nao um fluxo: comparar com o financiamento observado e o calculo que o UNEP resume em "pelo menos doze vezes". A base guarda o ponto medio da faixa publicada.Razão entre investimento em baixo carbono e investimento em fóssil
1 obs · 2024–2024
razao1 fontesDerivavel do confronto entre financiamento_climatico_global e financiamento_publico_fossil quando as duas tiverem o mesmo ano e a mesma fonte; em 2024 a CPI da 1,9 trilhao contra 1,2 trilhao. Nao foi derivada porque as duas series ainda nao coincidem em ano na mesma edicao.Financiamento público internacional para adaptação
4 obs · 2022–2023
USD bi/ano3 fontesRecorte da UNEP: público internacional para países em desenvolvimento. Exclui privado e doméstico.Projetos aprovados pelos fundos climáticos multilaterais
4 obs · 2025–2025
projetos1 fontesContagem de projeto, e não de dinheiro: um projeto de dez milhões e um de dez mil contam igual.
Todas as séries do domínio
Com o período que cada uma cobre, quantas fontes a sustentam e por onde chegar nela. A ordem é pelo número de observações. Séries sem painel próprio nesta página aparecem aqui, porque não ter gráfico é diferente de não existir.
Gasto federal classificado por eixo climatico
2010–2023 · 4.036 obs
R$ bi/anofonte única197 recortesDespesa EXECUTADA do Governo Central classificada pelo MPO com o BID em tres eixos: mudanca climatica, biodiversidade e gerenciamento de riscos e desastres. E A CLASSIFICACAO OFICIAL BRASILEIRA. Tres cuidados. PRIMEIRO: o recorte carrega o eixo e a dimensao no proprio nome, e somar recortes de eixos diferentes conta a mesma despesa mais de uma vez, porque uma linha pode ser positiva no eixo clima e negativa no eixo biodiversidade ao mesmo tempo. SEGUNDO: existe proposito SECUNDARIO NEGATIVO, isto e, gasto que a propria classificacao aponta como de impacto negativo sobre o clima; ler so o positivo esconde metade da conta. TERCEIRO: o recorte BR sozinho e o TOTAL DA BASE EXAMINADA, e nao o gasto climatico; a maior parte dele esta classificada como 'Nao relacionado'.Subsidio da Uniao por tipo e item
2003–2024 · 3.230 obs
R$ bi/anofonte única151 recortesOs tres tipos de subsidio praticados pela Uniao, num quadro so: BENEFICIO FINANCEIRO, que e despesa executada e a fonte chama de explicito; BENEFICIO CREDITICIO, que e a diferenca entre a taxa cobrada num fundo ou programa e o custo de captacao do Tesouro; e BENEFICIO TRIBUTARIO, que e receita que nao entrou. Os dois ultimos sao IMPLICITOS e nao aparecem como despesa em peca nenhuma do orcamento. O recorte carrega o tipo e o item, e a LINHA DE GRUPO e o total do grupo: soma-la aos itens abaixo dela conta duas vezes. Valores correntes, sem deflacionar, e por isso a comparacao entre anos distantes carrega inflacao dentro.Gasto tributario federal por funcao e modalidade
2019–2024 · 931 obs
R$ bi/anofonte única163 recortesReceita que o Estado deixou de arrecadar por desoneracao. NAO E DESPESA e NAO SE SOMA a gasto_climatico_federal: uma e dinheiro que saiu do orcamento e a outra e dinheiro que nunca entrou. O recorte carrega funcao orcamentaria e modalidade, e somar os dois niveis conta duas vezes. Na edicao de bases efetivas 2021, os anos 2022 a 2024 sao PROJECAO da propria fonte e vem marcados como tal.Credito de carbono emitido
1996–2026 · 916 obs
tCO2e/anofonte única28 recortesNAO E EMISSAO EVITADA: e credito que o registro reconheceu sob a metodologia dele. A literatura de integridade mostra sobrecontagem em varias metodologias, sobretudo em REDD+ por linha de base contrafactual, e por isso emitir mais credito nao significa reduzir mais emissao. O SENTIDO E ESTAVEL de proposito: subir nao e bom nem ruim por si. A metrica separa as duas contagens do mesmo credito, pelo ano da safra e pelo ano da emissao; SOMAR AS DUAS CONTA O MESMO CREDITO DUAS VEZES.Credito de carbono em circulacao
1996–2026 · 477 obs
tCO2efonte única28 recortesESTOQUE, e nao fluxo: e o credito emitido e ainda nao aposentado na data da coleta, repartido pelo ano de safra. Muda a cada edicao sem que o ano de referencia mude, e por isso nao se le como serie temporal de fluxo. Excedente grande de safra antiga e o sinal de oferta acumulada que o mercado nao absorveu.Produto interno bruto
1960–2025 · 462 obs
USD bi constantesfonte única7 recortesNAO E DADO CLIMATICO: e denominador, a regua com que o dado climatico se le. Sem ele nao existe emissao por habitante nem intensidade de carbono, que sao as metricas em que a comparacao entre paises muda de sentido. Em dolares constantes: a serie em correntes mede tambem inflacao e cambio.Credito de carbono aposentado
2004–2026 · 429 obs
tCO2e/anofonte única28 recortesCredito retirado de circulacao porque alguem o usou para compensar. E a medida do uso do mercado, e nao da reducao: a compensacao so equivale a reducao se o credito tiver integridade. O ano aqui e o da aposentadoria, que nao e o da safra do credito; um credito de safra 2012 aposentado em 2024 aparece em 2024.Projetos de credito de carbono iniciados
1996–2026 · 376 obs
projetos/anofonte única28 recortesContagem de projetos pelo primeiro ano de safra declarado no registro. Conta projeto, e nao tonelada: um projeto de REDD+ pode valer centenas de projetos de fogao eficiente em credito emitido.Subsidio da Uniao lido pela classificacao climatica do MPO
2003–2024 · 256 obs
R$ bi/anofonte única12 recortesSERIE DERIVADA, e a classificacao e DESTA BASE, e nao do MPO nem da Secretaria de Orcamento. Aplica o vocabulario do projeto Classificadores do Gasto Publico do MPO aos itens do Orcamento de Subsidios da Uniao, por uma ponte curada a mao em catalogo/ponte_osu_mpo.csv, onde cada linha declara o criterio e a confianca. O que nao coube no criterio fica FORA, e a parcela nao classificada e publicada junto: ler o classificado como se fosse o total inverte a conclusao.Financiamento de fundo climatico multilateral no Brasil
2007–2025 · 81 obs
USD mi/anofonte única4 recortesFinanciamento de fundos climaticos multilaterais destinado ao Brasil, projeto a projeto, somado por ano de aprovacao e por tema. O recorte carrega o TEMA e a metrica distingue APROVADO de DESEMBOLSADO: os dois numeros existem para o mesmo projeto e nao sao o mesmo dinheiro. ENTRA SO A LINHA CUJO PAIS E EXATAMENTE BRAZIL: a planilha traz projetos regionais e globais que citam o Brasil entre varios paises, e soma-los atribuiria ao pais dinheiro que ele divide; a contagem subestima, e a razao esta escrita. E fluxo de FUNDO MULTILATERAL, e nao todo o financiamento externo: cooperacao bilateral e recurso privado ficam fora.Gasto tributario lido pela classificacao climatica do MPO
2019–2024 · 66 obs
R$ bi/anofonte única11 recortesSERIE DERIVADA, e a classificacao e DESTA BASE, e nao da Receita nem do MPO. Aplica o vocabulario do projeto Classificadores do Gasto Publico do MPO as modalidades do Demonstrativo de Gastos Tributarios, por uma ponte curada a mao em catalogo/ponte_dgt_mpo.csv, onde cada linha declara o criterio e a confianca. O que nao coube no criterio fica FORA, e a parcela nao classificada e publicada junto: ler o classificado como se fosse o total inverte a conclusao.Ajuda oficial comprometida com marcador climatico
2010–2024 · 60 obs
USD mi/anofonte única4 recortesCompromisso declarado pelo doador, e nao desembolso nem recebimento verificado. O recorte espacial separa mitigacao de adaptacao e objetivo principal de significativo, porque somar principal e significativo infla o esforco climatico: no significativo entra o valor integral da atividade mesmo quando a parcela climatica e pequena.Fluxo global de financiamento climático
2018–2023 · 25 obs
USD bi/ano2 fontes4 recortesInvestimento primário realizado. Não se soma à obrigação negociada. A UNIDADE MUDOU DE TRILHAO PARA BILHAO em 08/08/2026, quando a reparticao entre mitigacao, adaptacao e duplo beneficio entrou: adaptacao de 65 bilhoes escrita em trilhao vira 0,065 e some ao lado da mitigacao. A observacao do SCF da UNFCCC foi convertida na mesma passagem, multiplicando por mil.Fundos climáticos multilaterais: prometido, depositado, aprovado e desembolsado
2025–2025 · 20 obs
US$ bifonte única20 recortesEstoque acumulado desde a criação de cada fundo até a edição da planilha, e não fluxo do ano: somar dois anos conta o mesmo dólar duas vezes. As quatro etapas são degraus do mesmo dinheiro, e citar o prometido como entregue é o erro que a série existe para evitar.Valor contratado pelo Fundo Amazonia
2010–2026 · 17 obs
R$ mi/anofonte únicaNAO E ORCAMENTO DA UNIAO: e doacao internacional gerida pelo BNDES, sobretudo da Noruega e da Alemanha, e nao se soma a execucao orcamentaria federal. CONTRATADO NAO E DESEMBOLSADO: o contrato e o compromisso e o desembolso e o dinheiro que saiu, e os dois andam em anos diferentes. Contratou-se ZERO em 2020, 2021 e 2022, quando o conselho do fundo foi dissolvido, e mesmo assim houve desembolso nesses anos, de projetos contratados antes.Valor desembolsado pelo Fundo Amazonia
2010–2026 · 17 obs
R$ mi/anofonte únicaDinheiro que de fato saiu do fundo no ano, que nao e o mesmo que o contratado: em 2020, 2021 e 2022 o fundo contratou zero e desembolsou R$ 339 milhoes, de projetos contratados antes da paralisacao. NAO E ORCAMENTO DA UNIAO.Projetos contratados pelo Fundo Amazonia
2010–2026 · 17 obs
projetos/anofonte únicaContagem de projetos contratados no ano. CONTA PROJETO, E NAO REAL: um projeto estadual de centenas de milhoes conta igual a um projeto pequeno de sociedade civil. Zero em 2020, 2021 e 2022.Financiamento público internacional para adaptação
2022–2023 · 4 obs
USD bi/ano3 fontes3 recortesRecorte da UNEP: público internacional para países em desenvolvimento. Exclui privado e doméstico.Projetos aprovados pelos fundos climáticos multilaterais
2025–2025 · 4 obs
projetosfonte única4 recortesContagem de projeto, e não de dinheiro: um projeto de dez milhões e um de dez mil contam igual.Apoio financeiro internacional recebido pelo Brasil
2022–2022 · 1 obs
USD mifonte únicaAporte de recursos externos ao Brasil no periodo 2020-2022, do capitulo 5 do Primeiro Relatorio Bienal de Transparencia a UNFCCC. E ACUMULADO DO TRIENIO, e nao anual: o proprio relatorio publica um numero so para os tres anos. CINCO RECUSAS DA PROPRIA FONTE viajam com o numero e o tornam PISO, e nao total: recurso direcionado ao setor privado ficou de fora por falta de informacao; recurso recebido diretamente por entidade subnacional ficou de fora; parceiros bilaterais com contabilizacao divergente ficaram de fora; o canal bilateral so inclui recurso internalizado por entidade publica ou coordenado pelo governo federal; e a conversao usou taxa fixa de 1 dolar por 5 reais. O relatorio ainda registra que desde 2018 houve REDUCAO nos valores aportados pelos paises e entidades cooperantes.Investimento em nova capacidade fossil
2024–2024 · 1 obs
USD tri/anofonte únicaInvestimento total em nova producao e distribuicao de combustivel fossil, publico e privado. NAO e subsidio nem so gasto publico: o id da serie e anterior a leitura do numero e ficou mais estreito do que o que ela mede.Necessidade estimada de financiamento de adaptacao
2035–2035 · 1 obs
USD bi/anofonte únicaE o DENOMINADOR da lacuna, e nao um fluxo: comparar com o financiamento observado e o calculo que o UNEP resume em "pelo menos doze vezes". A base guarda o ponto medio da faixa publicada.Razão entre investimento em baixo carbono e investimento em fóssil
2024–2024 · 1 obs
razaofonte únicaderivadaDerivavel do confronto entre financiamento_climatico_global e financiamento_publico_fossil quando as duas tiverem o mesmo ano e a mesma fonte; em 2024 a CPI da 1,9 trilhao contra 1,2 trilhao. Nao foi derivada porque as duas series ainda nao coincidem em ano na mesma edicao.